Os Doze Profetas de Aleijadinho são uma atração imperdível para quem passar por Congonhas na Rota do Ouro mineira
Luísa Dalcin
Os Doze Profetas de Aleijadinho são uma atração imperdível para quem passar por Congonhas na Rota do Ouro mineira

Clique para editar o texto

Congonhas, na região Central de Minas Gerais, combina turismo cultural, religiosidade e arquitetura histórica em um roteiro marcado pela presença de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Entre os principais pontos de visitação está o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, conjunto reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1985.

O complexo é formado pela basílica, seis capelas que representam a Paixão de Cristo e as esculturas dos 12 Profetas em pedra-sabão. Produzidas por Aleijadinho entre 1800 e 1805, as obras são consideradas um dos pontos mais importantes de sua trajetória e uma referência do barroco brasileiro.

A história do santuário começou em 1757, quando o minerador português Feliciano Mendes decidiu construir o templo após atribuir ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos a recuperação de uma doença grave. Nos séculos 18 e 19, o espaço recebeu trabalhos de nomes importantes da arte colonial, entre eles Aleijadinho e Mestre Ataíde.

Além dos profetas, as seis capelas dos Passos da Paixão guardam 66 esculturas em madeira policromada, que representam episódios dos últimos momentos da vida de Jesus Cristo. O conjunto artístico foi decisivo para o reconhecimento do santuário pela Unesco como uma das grandes realizações do barroco na América Latina.

Um roteiro pelo patrimônio de Congonhas

O passeio pela cidade pode incluir ainda o Salão dos Ex-Votos, onde estão objetos deixados por fiéis em agradecimento por graças alcançadas ao longo de mais de dois séculos de devoção. O Museu de Congonhas também integra o roteiro, com exposições dedicadas à história do santuário, à produção de Aleijadinho e à formação do município.
O

utro ponto de interesse é o Beco dos Canudos, área que preserva construções do período colonial e abriga lojas de artesanato produzido com pedra-sabão, madeira, cerâmica e outros materiais característicos da região. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a antiga Estação Ferroviária são outras opções para quem deseja conhecer a história local.

O calendário religioso oferece momentos específicos para visitar Congonhas. Em setembro, o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos é a principal celebração da cidade e atrai milhares de romeiros de diferentes estados. Na Semana Santa, procissões, celebrações e encenações da Paixão de Cristo ocupam o santuário e as igrejas históricas.

Corpus Christi

Durante o Corpus Christi, os tapetes ornamentais feitos pelos fiéis cobrem as ruas próximas ao santuário. No fim do ano, missas, concertos e apresentações culturais integram a programação de Natal. Congonhas também realiza, ao longo dos demais meses, eventos culturais, exposições e atividades relacionadas ao patrimônio histórico e ao barroco mineiro.

O município pode ser visitado durante todo o ano e está a cerca de 80 quilômetros da capital mineira. O acesso rodoviário principal é feito pela BR-040, que liga Belo Horizonte à cidade. Também existem linhas regulares de ônibus partindo da capital. Para quem chega de avião, uma alternativa é desembarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, e seguir até Congonhas de carro, ônibus ou traslado.

A inclusão do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos na Lista do Patrimônio Mundial coloca Congonhas entre os locais reconhecidos pela Unesco por seu Valor Universal Excepcional. O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na relação internacional, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.



    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes