Relatório divulgado nesta terça-feira (10/3) pela Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) revela que o número de mortes em acidentes aéreos no ano passado aumentaram 61,5%. Segundo a IATA, em 2025 foram 51 acidentes no mundo com 394 mortes.
Em 2024 foram 54 acidentes com 244 mortes. Um dos acidentes aconteceu em agosto de 2024, quando uma aeronave da VoePass caiu em Vinhedo (SP) matando 61 pessoas.
Um acidente a cada 759.646 voos
O relatório da IATA revela que a taxa total de acidentes no mundo foi de 1,32 por milhão de voos. Ou seja, um acidente a cada 759.646 voos. "Esse resultado é melhor do que a taxa de 1,42 registrada em 2024, mas ligeiramente acima da média de cinco anos (2021–2025) de 1,27", informou a IATA.
Em 2025 foram registrados pela IATA oito acidentes com mortes. Já no ano de 2024 foram sete acidentes registrados com mortes. Esse numero é superior à média de cinco anos, quando foram 6 acidentes fatais.
Na América Latina e e no foram 5 acidentes em 2025. Segundo análise da IATA, a taxa total de acidentes melhorou de 1,84 por milhão de voos em 2024 para 1,77 em 2025, melhor que a média de cinco anos de 2,02. Já o risco de fatalidade caiu de 0,37 em 2024 para 0,26 em 2025. Ainda segundo a entidade, o tipo de acidente mais comum foi a saída de pista.
"Há uma década, a taxa era de um acidente fatal a cada 3,5 milhões de voos (2012–2016). Hoje, é de um acidente fatal a cada 5,6 milhões de voos (2021–2025). Voar é tão seguro que até mesmo um único acidente entre os quase 40 milhões de voos operados anualmente impacta os dados globais. Naturalmente, cada acidente é um a mais do que deveria ocorrer. O objetivo da aviação continua sendo zero acidentes e zero fatalidades”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.
Taxa de conclusão dos acidentes
O relatório da IATA revela ainda que os países da América Latina e do Caribe têm taxa de 60% na conclusão, o segundo pior resultado entre as regiões analisadas pela entidade. A taxa na África é de apenas 19%.
Com 81% de conclusão, a Comunidade de Estados Independentes (CIS) registrou a maior taxa de conclusão, seguida por América do Norte (78%), Europa (75%), Ásia-Pacífico (68%), Norte da Ásia (67%), Oriente Médio e Norte da África (67%).