
Teresina é uma das capitais do Nordeste que surpreende quem busca o contato com a cultura, gastronomia e contato com a natureza, mas não deseja ir para praia, já que esta é a única capital da região que não fica no litoral. Ao mesmo tempo em que a cidade une história e natureza preservada, o turismo passa por um momento de renovação na hotelaria e na estrutura para receber os visitantes.
Teresina completou 174 anos no dia 16 de agosto. A cidade foi povoada no século XVII, com Domingos Jorge Velho e um grupo de bandeirantes, que estabeleceram uma feitoria e um criatório de gado. A igreja de Nossa Senhora do Amparo foi erguida em 1797, mas foi oficializada em 1852. Por ter uma localização mais central e estar localizada entre os rios Poti e Parnaíba, a cidade tornou-se a capital da província. O nome da cidade foi uma homenagem a imperatriz Teresa Cristina Maria de Bourbon que teria sido a mediadora para que a cidade se tornasse capital.
Os pontos turísticos da cidade
Um dos endereços que ajudam a entender a história da capital é o Mercado Velho ou Mercado Central São José . Inaugurado oficialmente em 1860, o espaço reúne comércio popular, artesanato e produtos da gastronomia piauiense e está entre os mercados mais tradicionais da capital.

A Igreja São Benedito é uma das construções religiosas mais antigas da cidade e um dos exemplos da arquitetura histórica de Teresina . O local foi construído em 1917 e também ajuda a contar parte da história da capital por meio de seu patrimônio histórico religioso. Além disso, é um marco da religiosidade afro-brasileira.
O museu do Piauí foi inaugurado em 1934 na antiga residência do comendador Jacob Manoel D'Almendra. O casarão também foi o Tribunal de Justiça e seção do Arquivo Público. Os visitantes conseguem ter contato com um acervo eclético de 7 mil peças históricas distribuídas em 12 salas de exposição permanente . São Louças, porcelanas, mobiliários, quadros como a famosa tela de "Dom Pedro II" de Victor Meirelles que ajudam a contar a história do estado e da capital passando por diferentes fases históricas.
O Palácio Karnak é outro monumento contemplativo que renderá bons registros para os visitantes. O projeto arquitetônico mistura o estilo neoclássico com elementos da cultura Greco Romana e o nome remonta a um dos bairros da cidade de Tebas, no antigo Egito. A construção foi iniciada na metade do século XIX e foi finalizada em 1926 e foi sede do Governo Estadual até 1971. No ano seguinte o palácio foi reformado e, atualmente, serve para eventos oficiais.
Para quem não dispensa o turismo contemplativo, o encontro dos rios, onde Poti e Parnaíba se encontram, se tornou um dos principais cartões-postais de Teresina e ganha ainda mais movimento no pôr do sol, quando o encontro das águas se transforma em um dos cenários mais lindos da cidade.
O visitante pode ir ao Parque Encontro dos Rios onde tem 2 mirantes para admirar o cenário. O Parque tem uma área de 3 hectares com trilhas, 4 quiosques, um restaurante flutuante e um monumento em homenagem a lenda do Cabeça de Cuia.
Já o Marco Zero remete à fundação da capital e concentra parte da memória de Teresina. Para quem visita a cidade pela primeira vez, é um dos pontos que ajudam a entender como a capital foi formada e como se desenvolveu ao longo dos anos.
Nova fase da hotelaria de alto padrão
A mudança na percepção sobre Teresina também passa pela hotelaria. Em 2026, o Monã Hotel completa dois anos de operação. Este é o único hotel de luxo da capital e representa uma opção de conforto diferenciada para quem busca uma hospedagem de padrão internacional sem abrir mão da identidade regional.
O projeto arquitetônico do hotel tem referências piauienses em diferentes espaços, com obras de artistas locais distribuídas pelas áreas comuns que vão do lobby ao rooftop. O próprio nome Monã vem do tupi-guarani e faz referência ao Deus criador de todas as formas da natureza.