
A Copa está movimentando a América do Norte e, até o dia 19 de julho, milhões de viajantes passarão pelos aeroportos durante o período de torneio. Esta é a primeira vez na história que a competição está sendo realizada em três países: Estados Unidos, México e Canadá.
A demanda de passageiros está gerando impactos na emissão de passagens aéreas, hospedagem, transporte terrestre e serviços turísticos em toda a região. Embora o evento tenha como público alvo os fãs do futebol, os efeitos da circulação de pessoas também alcançam turistas, profissionais em viagens corporativas e até passageiros em conexão nos principais aeroportos
norte-americanos.
O membro do conselho de Turismo da Fecomércio de São Paulo e do Conselho Executivo da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), Luiz Moura afirma que a circulação de pessoas durante um grande evento internacional provoca mudanças no planejamento de viagens:
O aumento da circulação de pessoas durante grandes eventos internacionais afeta toda a cadeia de viagens. Mesmo quem não pretende assistir aos jogos pode encontrar tarifas mais elevadas, aeroportos mais movimentados e maior concorrência por hospedagem e transporte. Por isso, planejamento será fundamental afirma o especialista.
Para ajudar quem pretende viajar pelos três países durante o torneio, o especialista dá 7 recomendações práticas para evitar transtornos durante os deslocamentos.
Compre passagens antes de viajar
Esta dica parece óbvia mas, segundo o especialista, a compra antecipada de passagens e o monitoramento de rotas alternativas podem ajudar a evitar surpresas. Segundo ele, quem pretende viajar para Estados Unidos, México ou Canadá durante o período da Copa deve ficar atento. Se necessário, colocar alertas de preço e comparar diferentes datas, horários e aeroportos de chegada podem ajudar bastante. Com o aumento da demanda, deixar a emissão para a última hora pode limitar as opções e encarecer a viagem.
Se necessário, não faça conexões curtas
O especialista afirma que as filas de imigração, inspeções de segurança e embarques podem levar mais tempo do que o habitual quando os aeroportos estão mais movimentados. Neste cenário as conexões apertadas aumentam o risco de perda de voos, então, o melhor é evitar.
Aeroportos alternativos
Em momentos de grandes eventos, a cidades sede se tornam um grande centro turístico. Então, o desembarque em cidades atendidas por mais de um aeroporto podem oferecer diferenças significativas de preço. Quem viaja para Nova York , por exemplo, pode comparar tarifas para J FK, LaGuardia e Newark. Já na região de Los Angeles, aeroportos como Orange County e San Diego podem ser boas alternativas para gerar economia.
Hospedagem próximas aos estádios
Para ficar hospedado próximo aos estádios, o viajante deverá fazer a reserva com antecedência. Durante o evento, os hotéis no entorno dos estádios e áreas próximas tendem a ficar superlotados e com preços inflacionados. Dessa forma, antes de reservar, o viajante deverá fazer uma pesquisa para saber quais cidades receberão os jogos e a localização dos estádios.
Entre as sedes estão Filadélfia, Toronto , Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, entre outras. Em muitos casos, agendar uma hospedagem fora do eixo dos estádios pode gerar uma economia significativa. Mas, o viajante deverá pensar nos deslocamentos e na conexão desses bairros por meios de transporte.
Pense na mobilidade urbana
De acordo com o especialista, planejas os deslocamentos com folgas e rotas alternativas é muito importante. Em dias de jogos, a circulação nas cidades-sede pode ser afetada por trânsito intenso, bloqueios temporários, maior demanda por aplicativos de transporte e transporte público mais cheio.
Dessa forma, mesmo os viajantes que não pretendam ir ao estádio devem consultar o calendário das partidas antes de definir horários de chegada, saída ou conexão na cidade de destino. O ideal é que o passageiro consiga programar seus deslocamentos com margem maior. Segundo o especialista, dessa forma, ele evitará ficar na dependência de carros ou aplicativos nos horários de maior movimento.
Atenção aos pertences
É fundamental que o passageiro fique atento às bagagens que leva. Em períodos de grande movimentação, os riscos de atrasos na entrega e extravios de bagagem aumentam muito. É muito importante que o passageiro identifique a mala, mantenha os itens essenciais na bagagem de mão acompanhando o despacho pelos aplicativos das companhias aéreas. Air tags e localizadores de malas do Google também são boas alternativas para localizar a mala.
Ferramentas para viagem
O especialista indica que o passageiro utilize ferramentas para acompanhar a viagem. Se for um viajante corporativo, as empresas que utilizam plataformas modernas de gestão de viagens tendem a ter mais controle em períodos de alta demanda com eventos internacionais. Segundo o especialista, são recursos que permitem comparar tarifas, acompanhar mudanças de voos, centralizar reservas, aplicar políticas internas para dar mais transparência aos gastos. Para quem viaja a trabalho, isso ajuda a reduzir decisões de última hora, evitar custos fora do previsto e organizar melhor deslocamentos, hospedagem e prestação de contas.
Segundo Luiz Moura, o principal erro dos viajantes é acreditar que só os torcedores serão impactados pelo evento, mas na realidade todas as pessoas da estão sendo afetadas:
Uma Copa do Mundo movimenta aeroportos, hotéis, restaurantes e sistemas de transporte durante várias semanas. Para o viajante isso significa também contar com ferramentas que centralizem reservas, monitorem mudanças em tempo real e permitam tomar decisões com dados, não no improviso. Antecipação, organização e tecnologia são os melhores aliados para evitar gastos extras e aproveitar a viagem com mais tranquilidade. conclui o especialista.