O casal viajou por um mês fazendo uma refeição por dia e dormindo de três a quatro horas por noite. Eles reformaram um Porshe para encarar a aventura

Viajar de carro, cruzando países e fronteiras, já é uma aventura. E se tudo isso for em uma corrida, melhor ainda. O casal Jill Kirkpatrick e Tony Connor encarou esse desafio e já até prepara uma nova viagem para 2018. 

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Jill e Tony na linha de chegada em Paris
Kristin D. Thompson
Jill e Tony na linha de chegada em Paris

O casal  participou da Peking to Paris Motor Challenge, uma corrida de carro antigos que iria da China até a Paris, na França. 

Detalhes da prova

A competição estabelece que só podem participar carros que foram fabricados antes de 1975. Então Tony contatou um especialista em clássicos e encontrou um carro que chamou de “o segundo amor de minha vida”, um Porsche 356A, de 1956, segundo informações do jornal "Washington Post". O veículo já tinha passado por algumas modificações em seu motor para ficar mais moderno, e Tony também fez algumas reformas para deixá-lo pronto para a corrida. Ainda assim, eles precisaram fazer paradas durante o trajeto para fazer consertos no veículo.

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Sufocos na viagem

Eles partiram de Washington, nos Estados Unidos, em junho de 2016, para uma jornada que durou mais de 30 dias que testou todos os seus limites. Em média, eles comiam uma refeição por dia e tinham entre três e quatro horas de sono por noite. Por causa de um acordo feito anteriormente, eles terminaram a corrida sem nenhuma discussão sobre as direções indicadas por Jill ou o modo de direção de Tony.

Tony e Jill lembram alguns perrengues e contam que o momento mais preocupante da viagem foi na fronteira entre a Mongólia e a Rússia, em que os oficiais inspecionaram todo o veículo durante a imigração. “Nós parecíamos moradores de rua e não tínhamos tomado banho”, afirma Jill ao jornal. Eles ainda foram separados para um interrogatório porque os oficiais acreditavam que eles estavam carregando metanfetamina, quando na verdade era um produto para carros. Assim que eles conseguiram provar a verdade, foram liberados e continuaram a viagem.

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Linha de chegada

Quando eles cruzaram a Europa para chegar a Paris, perceberam o quanto haviam mudado suas perspectivas sobre eles e sobre o mundo em sua volta. “Eu não queria que acabasse”, diz Tony. Eles ainda estenderam uma bandeira dos Estados Unidos quando estavam cruzando a linha de chegada.

Quando a corrida começou em junho, um total de 107 carros estavam na disputa, mas apenas 97 conseguiram terminar o trajeto, em julho. O casal ficou em terceiro lugar em sua categoria, satisfeitos por terem terminado. “Nós já estamos pensando na corrida em 2019”, afirma Tony.

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