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Mochileiro das Maravilhas chega a Nova Iorque - Daniel Thompson fala da Estátua da Liberdade

Cheguei a Nova Iorque, tida por muita gente como a "capital do mundo" e conhecida como a cidade que nunca dorme.

* Daniel Thompson

Acordo Ortográfico 

Tome cuidado: Nova Iorque realmente “engole” você! A cidade não para e oferece tudo que o cidadão, viajante ou curioso queira. As atrações são inúmeras. Bares, casas de danças, shoppings, museus, teatros (da Broadway), restaurantes, parques e muito mais.

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Caminhar pelas ruas e avenidas de Nova Iorque é divertido. Encontra-se tudo o que é possível (ou não) imaginar. Por cima ou por baixo da terra, as pessoas, constantemente apressadas, são capazes de passar por cima dos desatentos. Se você quer relaxar e não entrar no frenesi da cidade, um bom musical ou uma visita a um dos excelentes museus (História Natural, MOMA, Metropolitan, Guggenheim, entre outros) pode ser uma boa pedida. Uma caminhada pelo Central Park para ver os esquilos e as cores do outono também é uma opção. Subir a Broadway e chegar até as luzes da Times Square é quase que obrigatório, mas se você, assim como eu, é apaixonado pelas maravilhas do mundo, seu destino está em uma ilha, nas águas do Rio Hudson.

A Estátua da Liberdade, principal e mais visitado monumento dos Estados Unidos, foi doada pela França para celebrar a independência do país, conquistada após a batalha com a Inglaterra no século 19. Apesar de ter 225 toneladas, e ser a escultura mais pesada do mundo, o tamanho da estátua surpreende muita gente - que a imagina maior. Outro fato que causa estranheza e rende explicações no próprio monumento, é a sua cor. A estátua é verde! Isso acontece por causa do material de sua superfície. O cobre, em contato com o ar, sofre oxidação e, após 30 anos em exposição, tomou esse tom e fez com que a estátua ficasse assim.

Porém, a maior surpresa dessa maravilha está na sua localização. Ao contrário do que muita gente pensa, a Estátua da Liberdade não está no território do Estado de Nova Iorque e sim em Nova Jersey, o que, inclusive, torna seu acesso muito mais fácil a partir de lá. O governo de Nova Iorque apenas administra a ilha e o monumento!

Há dois meios de chegar a esta maravilha, saindo de Manhattan ou de Nova Jersey. Eu optei pela segunda opção, já que estava na casa de um casal de amigos que moram lá e, carinhosamente, acolheram o mochileiro aqui. O preço é o mesmo (11 dólares) e a visita também. A única diferença é que, saindo de Nova Jersey, o barco para antes na Ilha Ellis, onde, antigamente, inúmeros imigrantes, vindos de diversas partes do mundo, chegavam buscando uma nova vida na terra prometida. Saindo de Nova Iorque, essa será a segunda parada. Se você não quiser descer em nenhuma das ilhas, basta pegar qualquer transporte que atravesse o Rio Hudson para ver o monumento mais de perto.

Durante minha estada aqui, procurei escolher um dia bonito para visitar a Estátua da Liberdade. Quando saí de casa, o sol brilhava, mas quando cheguei lá, tudo havia mudado. O barquinho balançava e o vento frio quase queimava meu rosto... Mas não tem jeito: com chuva, sol, calor ou frio, a “Miss Liberty” está lá, firme e forte, segurando a tocha que nunca se apaga e que a deixa ainda mais especial, protegendo a entrada do porto de Nova Iorque.

Desci e caminhei em volta dela. Turistas de todos os lugares do mundo tentam achar o melhor ângulo para uma foto. Alguns empunham um objeto e tentam imitá-la. Crianças correm e, como em quase todos monumentos do mundo, nem dão atenção. É melhor brincar.

Era hora de subir no monumento. Subir? Sim, até os seus pés. Desde 11 de setembro de 2001 (lembra dessa data?) o monumento fechou o acesso até a coroa da estátua e não há previsão para reabertura. Pena... Desde então a maravilha só pode ser admirada de baixo para cima!

Depois desse dia, revi a Estátua da Liberdade por muitas vezes. Ela se tornou mais comum, acho que como qualquer monumento que, quando está tão perto de nós e diariamente no nosso caminho, não recebe a atenção devida. Mas não pude deixar de olhá-la, de dia ou de noite, iluminada e iluminando o sentimento de liberdade e de orgulho de todos os cidadãos dos Estados Unidos!

É hora de deixar a Terra do Tio Sam. Depois de um grande trabalho, consegui meu visto para o Canadá. Na semana que vem contarei como foi minha chegada nesse país e meu encontro com uma anfitriã desconhecida. Fiquei de olho aqui no iG e no Mochileiro das Maravilhas. Até lá!

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG




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