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Mochileiro das maravilhas confere o Festival Cervantino no México

Deixei Iucatã, Chichen Itzá e fui para o interior do México à procura do Cervantino, o mais famoso Festival Internacional de Cultura do país.

* Daniel Thompson

Entre tacos, tequilas, quesadilhas, palomas, tamales e nopales, cheguei a Guanajuato. Ali perto, estão San Miguel de Allende (cidade preferida do ator Antonio Banderas) e Dolores Hidalgo, onde foi declarada a independência do país. As três cidades formam um triângulo cheio de cultura e história.

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Aos 66 anos de vida, o Festival Cervantino ferveu com atrações e espetáculos de 25 países e mais de dois mil artistas. Declarada Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, Guanajuato não poderia ser mais perfeita para ser sede de um festival como esse. Ruelas, igrejas, templos e uma rede de rústicos túneis dão um charme todo especial à cidade. Muitas cores e vida que alegraram meus dias por ali. As coloridas e antigas casinhas, as calçadas estreitas, e as igrejinhas por toda a parte até me fizeram lembrar cidades como Paraty, Olinda e Ouro Preto.

Como era o último final de semana do evento, Guanajuato estava cheia de mexicanos de todas as partes do país e turistas de diversos lugares do mundo. Uma grande festa. Além das atrações oficiais, como grupos de música, apresentações de dança e teatro, havia diversos artistas nas ruas. Estátuas vivas, mariachis, desenhistas, entre outros. Caminhei por aquele antigo calçamento feito de pedras e me diverti um bocado. Só senti falta de ver algo do Brasil. Tanta riqueza cultural que temos e não marcamos presença lá!

Já na Cidade do México, quantas surpresas. Centro cheio de vida, ruas renovadas, limpas e muita gente. A Praça da Constituição, informalmente conhecida como Zócalo, é o marco zero do Centro Histórico. É uma das maiores praças do planeta e tem, no centro, uma bandeira nacional imensa, que todas as manhãs é hasteada e, pontualmente às 18 horas, é retirada.

Rodeando o Zócalo, estão grandes e importantes edifícios do México, como o Palácio da Constituição, a Catedral Metropolitana e a sede do Governo do Distrito Federal. Diariamente, milhares de pessoas circulam por ali, já que a região é também um grande centro comercial, devido ao número de lojas e escritórios.

Mais adiante, está o prédio do Correio e, junto a ele, o Palácio de Belas Artes. Tudo bonito e conservado. Parabéns ao governo, que realizou uma mudança forte na região central, recuperou edifícios e deixou esta, que é uma das regiões mais movimentadas da cidade, mais agradável para cidadãos e turistas.

Ainda tive a sorte de acompanhar de perto as celebrações de uma das datas mais importantes para o povo mexicano: o 2 de novembro, Dia dos Mortos. Por aqui, os entes queridos são lembrados com muita alegria e festa. Flores e velas iluminam os caminhos para que os mortos cheguem até as casas onde viviam. Lá, encontrarão tudo aquilo que gostavam enquanto estavam vivos: o prato predileto, o chocolate da infância, aquela bebida favorita e até os cigarros que o levaram, mas que não conseguiam largar. Tudo isso é oferecido pela família.

Sem clima de enterro e com muita festa, eu deixei o México e segui para o vizinho do norte. E por ali eu tinha certeza de que encontraria muita agitação também!

Crise econômica, Halloween e eleição nos Estados Unidos. Obama ou McCain? Não sabemos ainda quem será o novo presidente desta, que ainda é considerada a nação mais poderosa do mundo. Enquanto os eleitores norte-americanos vão às urnas, vou atrás da minha maravilha, a Estátua da Liberdade. Semana que vem, conto como foi ver tudo isso de perto. Até a próxima terça aqui no iG e diariamente no site www.mochileirodasmaravilhas.com.br.

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG




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