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Viajantes que passaram pelas duas experiências contam os prós e contras de cada tipo de hospedagem durante as férias

São vários os critérios que norteiam viajantes na escolha da hospedagem certa. É perto da praia? Vou ter tempo de fazer minha própria comida? Será que cabe todo mundo? O preço compensa a falta de mordomias? Optar por um hotel ou por uma propriedade alugada durante as férias é questão de gosto e pode variar de acordo com a ocasião e as suas necessidades.

Viagens curtas, à passeio ou trabalho, por exemplo, pedem a praticidade e os serviços encontrados em um hotel. Afinal, você não vai querer ter de se preocupar em arrumar a cama ou cozinhar nessa situação, certo? Por outro lado, estadias mais longas e em grupo podem ser muito mais prazerosas e ricas se você estiver vivendo como um habitante local.

Para Kátia Menezes, a experiência de alugar uma casa em Ilhabela mudou seus conceitos de viagem
Arquivo pessoal de Kátia Menezes
Para Kátia Menezes, a experiência de alugar uma casa em Ilhabela mudou seus conceitos de viagem

Outro fator importante para a escolha costuma ser a relação custo-benefício, como indica o diretor de logística René Genofre. Todos os anos ele passa o carnaval no Rio de Janeiro, com amigos, e sempre opta por alugar um apartamento. “Gastamos 75% menos do que gastaríamos ficando em um hotel no mesmo período”, garante. Outra vantagem é a possibilidade de curtir a viagem em grupo. “É bacana poder confraternizar o tempo todo”, diz.

A experiência também foi aprovada pela bancária Kátia Menezes, que há alguns anos decidiu trocar o hotel em Ilhabela pelo aluguel de uma propriedade para passar o Ano Novo com amigos. Segundo ela, foi a melhor decisão que tomou. “Foi uma experiência maravilhosa”, se derrete. “Além de ficar muito mais barato, podíamos fazer a nossa bagunça. Foi muito divertido.” O que não a impediu de, no Réveillon de 2014, optar pela comodidade e segurança de um hotel para ficar apenas com os filhos.

Motivos que também levam a comissária de bordo Rafaela Oliveira a optar por este tipo de estadia quando faz viagens sozinha ou de pequena duração. “É mais prático e seguro, além de poder contar com café da manhã, roupa limpa e melhor localização”, diz. Mas, no entanto, Rafaela confessa que alugar uma casa tem uma vantagem óbvia em relação às hospedagens tradicionais: fazer com que você se sinta como um nativo.

“Sinto-me como Jacque Cousteau (explorador francês)! Adoro ir às feiras locais, cozinhar, jogar conversa fora, explorar.” Mas ela avisa: “quem ama não ter que mexer um dedo durante a viagem vai achar uma casa o fim da picada porque, afinal de contas, você terá de fazer um pouco de limpeza”.

Para se sentir entre os nativos, Rafaela Oliveira alugou uma casa em Maraú, na Bahia
Arquivo pessoal de Rafaela Oliveira
Para se sentir entre os nativos, Rafaela Oliveira alugou uma casa em Maraú, na Bahia

Onde pesquisar
Seja para escolher um hotel ou encontrar uma estadia alternativa, a Internet é grande aliada do turista moderno. No caso de hotéis, há dezenas de sites para ajudar a comparar e ranquear os melhores. Já para quem busca um quarto na casa de alguém ou um apartamento inteiro vale buscar em especializados nas corretoras de aluguéis mesmo.

Ao encontrar um flat para alugar pelo Airbnb, René Genofre pode ir ao Grande Prêmio de Fórmula 1 da Bélgica
Arquivo pessoal de René Genofre
Ao encontrar um flat para alugar pelo Airbnb, René Genofre pode ir ao Grande Prêmio de Fórmula 1 da Bélgica

Com sistemas confiáveis de classificação e a possibilidade de ler resenhas sobre as experiências de outros usuários, estes sites são verdadeiras comunidades autorreguladas. A ideia é que um viajante ajude ao outro, destacando as boas opções disponíveis e as ‘roubadas’. Ao decidir ir ao Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1, Genofre descobriu que os preços dos hotéis nas cercanias do evento eram quase proibitivos.

“A demanda maior alavancou o preço das estadias para a estratosfera”, exagera, antes de completar: “quando procurei por lugares para alugar, encontrei opções até melhores e bem localizadas por um décimo do preço”, diz. Um flat na pequena cidade de Maastricht, a cerca de 50 quilômetros do autódromo foi a salvação.

Depois de pesar as duas experiências em um mesmo destino, Kátia tem bem claro em sua mente qual será a opção na próxima viagem. “Alugarei uma casa, com certeza!”, afirma. Já Rafaela prefere deixar a escolha ao destino. “O espírito vai determinar a energia de cada viagem. As escolhas podem até ser equivocadas, mas também fazem parte da caminhada”, filosofa.

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