Muitos jovens sonham fazer um intercâmbio, conhecer novas culturas, ver mais do que o mundo tem para oferecer. Mas, não é um sonho barato e muitos acabam desistindo. Uma saída encontrada para passar um tempo fora do país, realizar o sonho e ainda ganhar dinheiro com isso é sendo au pair.

Brasileira conta como é a vida de au pair
Arquivo pessoal
Brasileira conta como é a vida de au pair


Au pair são pessoas que viajam a outro país para ajudar as famílias a cuidarem dos filhos. Em troca, elas ganham moradia, refeição, salário e a possibilidade de viajar pelo mundo nas horas vagas. Se você ficou curioso em saber como isso funciona na prática, leia a seguir a entrevista de Nathália Veríssimo, 25 anos, ao IG Turismo. Ela atualmente é au pair nos Estados Unidos.


Como funciona o processo?

Ficou com vontade de fazer esse tipo de intercâmbio? Para ser Au Pair nos Estados Unidos, que é o país que mais recebe esse tipo de serviço, você precisa procurar uma agência de intercâmbio séria que vai te dar todo o suporte enquanto estiver longe de casa. 

Além disso, você precisa ter entre 18 a 26 anos, ter formação superior completa ou incompleta, falar um pouco de inglês, ter carteira de motorista, não ser casada ou ter filhos,  não ter antecedentes criminais e o mais importante: ter comprovado já ter trabalho com crianças que não sejam da sua familia. 

O processo para escolher as famílias é todo feito on-line por ambas as partes. “A gente pode conversar com eles geralmente por vídeo chamada, ou até mesmo por mensagem. Se ambas as partes se conectarem bem, temos o match”, conta Nathalia.

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A parte mais chata e demorada, segundo ela, foi conseguir a documentação a tempo, pois é um processo demorado e burocrático. Então, se você tem pretensão de ser au pair, fique de olho nisso.

Nathália Veríssimo conheceu vários lugares nos Estados Unidos graças ao intercâmbio como au pair
Arquivo pessoal
Nathália Veríssimo conheceu vários lugares nos Estados Unidos graças ao intercâmbio como au pair


Prós e Contras

Segundo Nathália, sem sombra de dúvidas, a parte mais legal do programa é conhecer novas culturas. Ela conta que viajou para diversos estados por lá durante esse 1 ano e três meses que está por lá. “Eu estive Na Virgínia (onde morei por dois meses),Nova York, Washington DC, Maryland, Chicago e agora em San Diego, California”, conta.

Agora a parte mais complicada é se adaptar a nova família, além da falta de privacidade. “Mesmo tendo o nosso quarto e alguns benefícios (dependendo da família), como feriados e finais de semana livres, o sentimento de estar em casa não é o mesmo. Nas casas americanas é bem comum escutarmos o barulho do restante da casa”, revela.

Nathália diz que a rotina durante a quarentena está sendo desafiadora. “Estou trabalhando as 45 horas semanais, sem intervalos. As host kids estão tendo aulas on-line e é bem estressante pra elas lidar com tudo isso. Logo, é bem cansativo pra mim também. Além de exercer uma profissão amadora como professora pela manhã, os pais cobram atividades dinâmicas para realizar com as crianças durante a tarde”.

Ela contou que até dar o match com essa família que está agora, ela passou por algumas ciladas. “Tinha uma host family que não comprava comida. Chegou um dia em que não havia ovos e pão na casa. Foi o momento onde eu decidi ir para outra família. Além disso, eu estava trabalhando horas a mais, o que não é permitido pela agência”.

Nathália fala que a adaptação numa nova família varia muito. Você precisa conhecer o local, conhecer a casa. Saber como funciona cada coisa para fazer o melhor trabalho possível. Perguntada sobre o que alguém que quer viver essa experiência deve esperar, ela diz a pessoa deve se preparar para viver os melhores e piores momentos da vida.

“Requer muita coragem, paciência. Mas você vai sair desta experiência com orgulho de si mesmo, por ter enfrentado situações inimagináveis sozinha. Terá a oportunidade de conhecer lugares que sempre viu na televisão, comprar coisas que nunca imaginou que iria ter. E o mais importante: se auto conhecer e respeitar seu limite. Você terá orgulho e gratidão por isso!”.

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