Os serviços de transporte são reconhecidos como serviços essenciais pelo governo brasileiro e continuam operando mesmo durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Se os aviões tiveram uma redução em seu número de passageiros, os ônibus intermunicipais e interestaduais também viram esse volume diminuir.

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As viagens de ônibus interestadual e intermunicipal não foram paralisadas na pandemia

De acordo com um levantamento divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (ABRATI), até o mês de abril o setor de  ônibus interestaduais perdeu 40% do faturamento anual com a redução de frequência, mas ainda atendem quem precisa do serviço.

Para que os passageiros se sintam protegidos da Covid-19 , a associação montou um protocolo de segurança sanitária que está sendo seguido por todas as empresas do setor. Segundo a conselheira da Abrati, Letícia Pineschi, essa operação é conduzida em duas frentes: no pré-embarque e dentro do coletivo.

“No pré-embarque a preparação começa nos terminais com o espaçamento nas filas, disponibilização de álcool gel nos guichês e a suspensão temporária das salas vips para evitar aglomerações em ambientes fechados. A equipe de atendimento também opera com máscara, cabelo preso para as mulheres e, em alguns casos, viseira de acrílico”, explica a conselheira.

Já dentro dos ônibus, a limpeza tem sido intensificada com a solução de quartenário de amônia, uma substância que age contra bactérias e vírus, incluindo o novo coronavírus , por 72 horas. “É borrifado em todo o carro e retirado o excesso com papel-toalha. As poltronas, cinto de segurança, banheiros, tudo que é tocado pelo passageiro é higienizado”, ressalta Letícia.

A maioria dos ônibus interestaduais tem ar-condicionado e, segundo a Abrati, são do mesmo modelo da aviação, filtrando 99,7% dos microorganismos no ar. Mas ainda podem ficar partículas no ar, por isso a Associação tem orientado os passageiros a usarem máscara durante todo o trajeto. 

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Terminal rodoviário Novo Rio, no Rio de Janeiro, sendo higienizado

“Sabemos que as partículas vêm da umidade do nariz, da boca e etc. A pessoa que usa a máscara filtra o que expele e o outro, também com máscara, filtra o que está no ar. Infelizmente ainda não existe lei que obrigue o passageiro a usá-la, mas pedimos encarecidamente no embarque”, diz.

Quem também está utilizando instrumentos de proteção são os motoristas. De acordo com Letícia, todos os profissionais usam luvas descartáveis e máscara reutilizável.

Os cuidados com a proliferação da Covid-19 também se estende para os terminais. No momento, alguns locais têm realizado a medição da temperatura dos passageiros já na entrada do terminal e quem é identificado acima de 37.8 não entra no espaço.

E a passagem dos ônibus, vai aumentar no pós-pandemia?

Com a situação econômica do país, alguns turistas têm se questionado sobre os preços dos tickets, tanto de ônibus de viagem como para avião. Mas segundo a Abrati, o consumidor não será afetado pelos efeitos da pandemia.

“Não vamos aproveitar para subir o preço, nenhuma medida que impactar no valor será implementada”, garante Letícia.

Mas e os descontos? É possível que cupons sejam disponibilizamos no pós-quarentena para atrair novamente os passageiros?

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“Pensar em desconto precisa ser feito com responsabilidade para manter a saúde financeira das empresas e a qualidade dos serviços prestados (mais limpeza, troca de materiais, etc.) 40% do mercado não irá se reerguer, então é um assunto delicado, mas a preocupação número 1 é não aumentar o preço das tarifas e manter os descontos que já eram adotados pelas empresas anteriormente”, finaliza.

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