Quem pensa em carnaval no Nordeste, dificilmente desconsidera Salvador e seus trios elétricos. Clássicos do axé como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Asa de Águia são alguns dos nomes que não podem faltar na festa que é o assunto principal da terceira reportagem da série do iG Turismo - que explica detalhes sobre os maiores carnavais do Brasil.

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Carnaval de Salvador

Segundo os fiéis à capital baiana, a primeira coisa que os turistas precisam saber é que o carnaval de fato começa antes do que muita gente imagina. Embora a data oficial seja na terça-feira e as festas costumem iniciar no sábado que antecede, em Salvador a quinta-feira já conta com blocos e muita música. 

O detalhe também é importante para o planejamento de roteiro na cidade. Caso a sua ideia envolva chegar um pouco mais cedo para conhecer pontos turísticos , vale à pena considerar os locais interditados e problemas no trânsito. 

Circuitos e blocos

A cidade se divide em circuitos que reúnem blocos de acordo com o perfil do folião. O circuito Campo Grande, que percorre uma das principais avenidas de Salvador, é conhecido por ser um dos mais tradicionais ; já o Barra-Ondina, que começa no Farol da Barra e segue pela praia, é o mais popular, com mais de 140 blocos. 

Para quem deseja um feriado divertido, mas sem tanta multidão, uma dica é o circuito Contrafluxo, que ocorre na Praça Castro Alves; Batatinha, que anima o Pelourinho com marchinhas, fanfarras e programação alternativa e o Mestre Bimba, criado em 2012, que acontece no bairro Nordeste de Amaralina. 

Entre os blocos mais badalados da cidade estão o Largadinho, da cantora Claudia Leitte; Coruja, com Ivete Sangalo; Camaleão, com o cantor Bell Marques e Crocodilo, com Daniela Mercury. 

Sobre a dinâmica dos blocos, também é fundamental saber que Salvador reúne diferentes modalidades de festas, com valores que vão desde a gratuidade das pipocas - como são chamados os foliões que seguem os trios fora do cordão de isolamento - até os camarotes mais famosos, cujos abadás chegam a R$ 1.700 por dia, com comes, bebes e outras regalias inclusas. 

Para quem não abre mão de curtir o carnaval no chão, existem os blocos fechados, com preços a partir de R$ 150. A pipoca, porém, não deve ser descartada para quem deseja economizar. Uma dica importante para quem prefere ficar do lado de fora dos blocos é estudar o percurso de cada um com antecedência e, se conseguir, prever os trechos onde é possível evitar a maior aglomeração. 

Também é importante saber que são comuns blocos que começam mais vazios e se tornam muito lotados em determinado trecho, por isso, uma dica é conversar com quem já curtiu o carnaval na cidade para entender como o percurso funciona.

Além disso, o carnaval de Salvador também conta com trios elétricos gratuitos, custeados pela prefeitura da cidade, em todos os circuitos e dias de festa.

Para viajar e se hospedar

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Blocos tradicionais no circuito Barra Ondina

Por ser alta temporada - tanto devido às férias de verão quanto pelo movimento turístico do carnaval - os preços para viajar a Salvador nesta época do ano são mais altos do que na maioria dos meses. 

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De acordo com o Google Flights , em pesquisa realizada em 31 de janeiro, para quem sai de São Paulo entre os dias 20 e 26 de fevereiro (entre a quinta-feira e quarta de cinzas), a passagem mais barata custa R$ 1.403. 

Já para quem vai de Belo Horizonte há voos com conexão a partir de R$ 720. O valor de ida e volta entre Rio de Janeiro e Salvador, no mesmo período, custa a partir de R$ 1.335, sem escalas ou conexões. 

Seguindo a regra das passagens, o preço para se hospedar na cidade também é um pouco mais alto que o normal. Há hotéis entre 3 e 4 estrelas com diárias em quarto duplo a partir de R$ 290, com localização mais afastada dos circuitos. Para quem deseja estar próximo da festa, hospedagens com os mesmos serviços custam, em média, R$ 520. 

Para os que abrem mão de um pouco mais de conforto em nome da economia e boa localização, existem hostels com diárias a partir de R$ 100 com café da manhã, localizados ao lado do circuito Barra Ondina. 

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