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"Consigo fazer uma média de cinco a seis viagens internacionais por ano. Brinco com meus amigos que eu viajo muito porque me planejo, não porque sou rico", afirma o publicitário Flávio Fusco, que apresenta o #FuiComFusco

Quando criança, o publicitário Flávio Fusco ficava encantado ao assistir programas de televisão sobre viagem, mas a paixão por explorar novas culturas começou de fato aos 13 anos, quando ele descobriu que as embaixadas dos países enviavam materiais com informações dos destinos , como livros, posters e cartões-postais. Hoje, o viajante que já esteve em 21 países dá dicas de como viajar gastando pouco.

O viajante Flávio Fusco já esteve em 21 países e pretende visitar mais; o seu destino favorito até agora é a Tailândia
Arquivo pessoal
O viajante Flávio Fusco já esteve em 21 países e pretende visitar mais; o seu destino favorito até agora é a Tailândia


A primeira correspondência que recebeu foi da Noruega, um país que Fusco é apaixonado e teve a oportunidade de conhecer em 2015. Nessa viagem, surgiu a ideia de compartilhar as experiências de viagem , mas ele não sabia como poderia fazer isso. “Há alguns anos, até cheguei a pensar em fazer um blog, mas confesso que sou mais de falar do que escrever, e a ideia ficou ali, guardada”, revela o viajante .

Em agosto de 2017, durante uma viagem para a Colômbia, uma amiga de Fusco, a jornalista Renata Lana, propôs que ele gravasse o piloto de um programa de viagens. “Não tinha formato definido ou roteiro detalhado, mas foi assim que o programa #FuiComFusco nasceu no YouTube, com a ideia de uma amiga que via várias pessoas se perguntando 'como o Fusco faz para viajar tanto?'. A partir daí, passei a mostrar as experiências de cada viagem, e claro, mostrar como é possível fazer isso gastando valores justos”. 

Dá para ser viajante e ainda trabalhar?

Mesmo sendo um viajante e com o programa no YouTube, Fusco não largou seu trabalho como publicitário
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Mesmo sendo um viajante e com o programa no YouTube, Fusco não largou seu trabalho como publicitário

Um dos grandes desafios do viajante foi aprender a conciliar o trabalho de marketing com as viagens. “Sou publicitário de formação, meu ‘sustento’ vem disso e, para ser sincero, acho fantástico conseguir conciliar as cosias que mais gosto de fazer em um projeto. Muita gente tem me perguntando se só vivo pra viajar, e eu respondo que eu viajo para viver, afinal, a gente volta de cada lugar totalmente diferente de como foi. E sim, dá para conciliar trabalho com viagens”, diz Fusco que acredita que o principal para o sucesso é ter foco, dedicação e amar o que faz.

Todo o empenho dele tem dado certo, tanto que o viajante soma inúmeros seguidores. “Fiz vários amigos pelo Brasil e pelo mundo, tudo por meio deste projeto de viagens. E cada mensagem que recebo de carinho, de apoio, me faz ter a certeza de que estou no caminho certo. Vez ou outra alguém me diz que escolheu o destino das férias após me acompanhar em alguma viagem ou vendo alguma dica que dei. Tem prazer melhor que este? É muito amor envolvido”, brinca.

Já foram 21 países explorados pelo viajante e muitas experiências

Conhecer o famoso letreiro de Hollywood foi uma das coisas que mais marcou o viajante dentre as experiências que teve
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Conhecer o famoso letreiro de Hollywood foi uma das coisas que mais marcou o viajante dentre as experiências que teve


Fusco é de uma cidade do interior de Minas Gerais chamada Cataguases e, toda vez que pensa em quantos lugares já conheceu, não consegue acreditar que chegou tão longe. “Eu jamais imaginaria que seria possível viajar o mundo afora, afinal, na minha cabeça, para fazer isso tinha que ser rico. Talvez esse tenha sido o motivo para me fazer acreditar que, sim, eu podia conhecer um mundo totalmente diferente", fala Fusco.

No total, ele já viajou para 21 países, e neles pôde aprender um pouco de cada cultura, cada língua e cada costume. Mesmo já tendo passado por inúmeras experiências, o publicitário conseguiu listar quais foram as mais marcantes:

  • Visitar o memorial do 11 de Setembro em Nova York. A energia (pesada) do local, te faz lembrar de cada cena dos aviões chocando nas torres gêmeas. É triste lembrar disso, mas não tem como deixar isso passar em branco;
  • Assistir à troca de guarda em Londres. Uma coisa clássica, que me impressionou pela beleza e grandiosidade das autoridades britânicas;
  • Ver os fiordes da Noruega, com aqueles paredões em pleno mar, com mais de 50 metros de altura;
  • Ver pela primeira vez alguns pontos clássicos, como o famoso letreiro de Hollywood, a Torre Eifel, a Estátua da Liberdade, o Coliseu, o Letreiro de Amsterdã, os mares do Caribe pela cor límpida das águas, ver a neve pela primeira vez no Chile, visitar uma praia de macacos na Tailândia, conhecer a cultura totalmente distinta da Indonésia e sentir a energia de Machu Picchu, no Peru.

Dentre tantos destinos, o favorito do viajante é a Indonésia, na Ásia. “Sabe quando um lugar simplesmente te deixa envolvido e sem vontade de ir embora? Então, este lugar se chama Bali, a capital da Indonésia. As pessoas, a cultura, as praias, a energia do lugar... tudo contribuiu para uma experiência que me marcou bastante”, conta Fusco. Já o lugar que ele menos gostou foi o Uruguai, não pelo destino, mas pelos preços das coisas.

Para efeito de comparação, ele explica que em uma viagem de oito dias, com passagem do Brasil para a Tailândia, hotel, alimentação, passeios e outros detalhes, ele gastou R$ 4.893 reais. No Uruguai, para passar o réveillon, visitando Montevidéo e Punta del Este, ele gastou o mesmo valor para passar apenas uma semana. 

Planejamento é segredo do viajante para viajar mais e gastar menos

Para conseguir conhecer tantos destinos, o viajante conta que foca no planejamento para economizar e pagar menos
Arquivo pessoal
Para conseguir conhecer tantos destinos, o viajante conta que foca no planejamento para economizar e pagar menos


A dica de Fusco para quem quer viajar e gastar pouco  é levar a sério o planejamento. “Vou passar o réveillon na África, por exemplo, mas as passagens foram compradas em janeiro deste ano, ou seja, com quase um ano antes da data da viagem para conseguir um preço melhor.” Assim, o turista consegue pagar menos na passagem. Depois, pode reservar o hotel ou a pousada, e, por último, decidir os passeios e juntar o dinheiro final para levar e gastar na viagem.

“Esse é o mapa da mina para viajar bastante, gastando o mínimo possível. Atualmente, consigo fazer uma média de cinco a seis viagens internacionais por ano neste esquema. Brinco com meus amigos que eu viajo muito porque me planejo, não porque sou rico. Essa é a melhor maneira de viajar mais que o previsto, gastando menos que o necessário”, afirma Fusco.

Imprevistos encontrados pelo viajante

Quando o viajante foi visitar Machu Picchu, no Peru, choveu e ele precisou voltar outro dia para conhecer destino
Arquivo pessoal
Quando o viajante foi visitar Machu Picchu, no Peru, choveu e ele precisou voltar outro dia para conhecer destino

Além da preocupação com o valor que será gasto, o publicitário ressalta que muita coisa foge do controle quando se está viajando, por isso, é preciso estar sempre preparado para imprevistos. “Só o fator ‘idioma’ já rende boas histórias. Já cansei de comer coisas estranhas por não saber falar o idioma do local. Na Noruega, por exemplo, eu descobria se a água tinha gás ou não ao sacodir a garrafa e vendo se tinha bolhas. Era impossível ler aqueles rótulos.”

Os fatores climáticos, como chuva, vento, neve e tornados, também costumam gerar imprevistos, e quando isso acontece em uma viagem pode estragar os passeios. Ano passado, o viajante foi conhecer Machu Picchu, e justamente no dia em que foi conhecer a cidade perdida caiu uma forte chuva que prejudicou toda a programação.

“Não vou mentir: chorei bastante! Então, de uns tempos pra cá, principalmente desde que comecei a viajar gravando o programa, eu planejo tudo com uma ideia de roteiro, mas deixo sempre uns dois ou três dias livres para o caso de um imprevisto acontecer, justamente porque não sei tudo o que posso encontrar no destino”, afirma.

O publicitário sempre torce para tudo dar certo porque, além da diversão, ele precisa sempre documentar o que faz nos destinos durante as viagens para compartilhar com outros viajantes.

“Ano passado, quando estava gravando o mergulho na Tailândia, a câmera simplesmente parou de funcionar quando eu estava há 15 metros de profundidade. Não tinha como subir para arrumar, até porque não tinha nem como falar isso lá no fundo do mar”, conta Fusco, que precisou contratar um cinegrafista local para registrar as imagens que ele precisava para colocar no seu vídeo.

Outro caso inusitado aconteceu na Tailândia, em uma praia habitada por macacos. Na hora de gravar, alguns desses animais praticamente avançaram no viajante e nos seus amigos. “Claro que nos assustamos, rimos bastante, e infelizmente, só consegui gravar com nossos ‘amiguinhos’ de longe”, brinca Fusco.

Próximos destinos do viajante na jornada de conhecer o mundo

O viajante amou conhecer a Tailândia e, agora, tem planos de conhecer a África e futuramente o Japão
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O viajante amou conhecer a Tailândia e, agora, tem planos de conhecer a África e futuramente o Japão


Os planos futuros do viajante são (adivinha?!) conhecer o mundo todo . No réveillon deste ano, ele vai realizar o sonho de conhecer a África, e o Japão também está na lista de destinos que ele deseja visitar, mas ainda não tem data certa. O publicitário ama organizar todos os detalhes das viagens que faz e acredita que isso inspira as pessoas.

“Meu plano de vida é não mudar o que eu sou, quero continuar sendo um cara sonhador. Minha família sempre me ensinou isso, compartilhar energia boa e positividade não tem preço. E se eu conseguir fazer isso a cada dia, com certeza vou estar totalmente realizado e cumprindo os planos que a cada dia faço para mim”, relata.

Mesmo já tendo conhecido tantos países, Fusco garante que ainda se encanta com cada lugar que visita. “Às vezes, até choro de emoção quando vejo algo que sempre via pela televisão ou filmes... mesmo parecendo óbvio dizer isso, eu sempre me surpreendo com cada lugarzinho novo que vou. Mas, sem dúvidas, conhecer a população local faz toda a diferença em uma viagem”, conclui o viajante .

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