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Saiba como funcionam as plataformas que conectam anfitriões a viajantes de todo o mundo e conheça os tipo de acomodações, os serviços que costumam ser cogitados, os cuidados que o turista devem tomar e quanto tempo ficar

Você já ouviu falar em turismo colaborativo ? Trata-se de uma excelente oportunidade para quem deseja economizar durante uma viagem. Funciona da seguinte forma: através de uma plataforma, os viajantes podem oferecer suas habilidades em troca de acomodação "de graça". É isso mesmo, ao invés de pagar em dinheiro pela hospedagem, você presta algum tipo de serviço.  

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No turismo colaborativo, você deixa de pagar a hospedagem em dinheiro e oferece alguma das suas habilidades em troca
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No turismo colaborativo, você deixa de pagar a hospedagem em dinheiro e oferece alguma das suas habilidades em troca


Para de tudo funcione da melhor forma possível, primeiro os anfitriões se registram gratuitamente na plataforma, mas antes de ficarem disponíveis, precisam ser aprovados por uma equipe especializada. Só então, o local informa que tipo de habilidades o viajante pode trocar por hospedagem. Dessa forma, os dois lados saem ganhando, por isso, esse tipo de troca recebe o nome de turismo colaborativo.

Ao redor do mundo, existem algumas plataformas com esse propósito, as principais são: a Workaway.info, a Aiesec e a Worldpackers – única brasileira no ramo. Essas empresas tem a função de conectar viajantes a propriedades em diversas partes do mundo.

Na plataforma nacional, por exemplo, há oportunidades em mais de 170 países e há mais de 2,1 mil locais cadastrados, portanto é possível conhecer os mais variados destinos sem gastar dinheiro com hospedagem. Quer saber mais como isso funciona? Então tire suas dúvidas:

Taxa anual e tipos de serviço buscados

Para utilizar as plataformas, é necessário pagar uma taxa anual – que varia de acordo com o plano escolhido e com os benefícios que serão disponibilizados. Tornando-se membro, você pode procurar as hospedagens e ver que tipos de serviços que elas estão precisando.

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“O viajante pode oferecer ajuda em diversas atividades, como fotógrafo, social media e recebendo e ajudando hóspedes. Também são buscadas habilidades de comunicação e marketing, construção de projetos sustentáveis, auxiliando na limpeza, entre outras coisas”, explica Eric Faria, co-fundador da Worldpackers.

Tipos de hospedagens disponíveis

O turista vai encontrar vários tipos de hospedagens disponíveis e ele pode oferecer diversos tipo de serviços para o local
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O turista vai encontrar vários tipos de hospedagens disponíveis e ele pode oferecer diversos tipo de serviços para o local

O interessante é que as plataformas contam com uma grande diversidade de propriedades parceiras. Você encontrará muitas ONGs, mas também fazendas orgânicas, projetos sociais e ecológicos independentes, centros de permacultura, casas de família e hospedagens mais populares como hostels.

“Qualquer lugar pode se inscrever para se tornar um membro através do nosso site. A inscrição é gratuita, mas para ser aprovado como um parceiro é necessário atender alguns requerimentos específicos”, ressalta Faria.

O que o local pode oferecer e quanto você pode ficar?

Quando a propriedade cria um perfil, é preciso colocar todas as descrições do local, da pessoa responsável pelo estabelecimento e quais vagas pretende oferecer aos viajantes. Também é preciso deixar claro o que será oferecido – se é só acomodação ou se está incluso refeições e outros benefícios – e também como essas habilidades precisam ser oferecidas por horas e dias.

O bacana é que, segundo o profissional, a grande parte das oportunidades não pede experiência anterior, e os locais anfitriões se dispõem a ensinar o turista. “A maioria das propriedades aceita viajantes para ficar de duas semanas a um mês, mas depende de quantos dias cada local precisa da ajuda do turista. Isso pode variar de dois dias a seis meses”, fala Faria.

Quais as vantagens?

Ainda de acordo com o profissional, além de economizar, a principal vantagem de viajar através dessa forma é poder conhecer o mundo através das próprias experiências e habilidades. “Viajar colaborando é a melhor forma de aprender e se desenvolver. Eu não vejo nenhuma desvantagem, é uma experiência transformadora”, garante.

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Entretanto, o profissional alerta que o viajante deve tomar cuidado antes de escolher um local para se hospedar. É preciso ler atentamente a descrição da vaga e da propriedade para ter certeza que entende e está de acordo com a troca”, indica. Fora isso, é importante não demorar para se candidatar, pois as vagas costumam ser limitadas. Tomando alguns cuidados e avaliando bem o acordo, dá para aproveitar e muito a viagem por meio do turismo colaborativo.