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05/07 - 08:45

Viajar com agências ou por conta própria?
Um dilema nada chato de se resolver

João Peres

Passou da hora de planejar as férias e você ainda não escolheu para onde vai? Ainda dá tempo, mas é bom começar a correr. Depois de definir o lugar que você deseja conhecer (ou revisitar), hora de fazer uma pergunta: com agência de viagens ou por conta própria?
Os prós e contras são muitos, dezenas. Listamos alguns deles para facilitar esta complicada escolha.

É bom começar sabendo que, no geral, um pacote de viagem sai mais barato que fazer tudo sozinho. A professora Regina Ferraz Perussi, do curso de Turismo do Senac, explica que as agências trabalham diretamente com os fornecedores e, pela grande quantidade de pessoas, conseguem descontos consideráveis. “Mas há alguns casos em que a pessoa vai por conta própria e consegue uma super promoção de passagem aérea. Ou opta por um meio de hospedagem extra-hoteleiro, como albergues, campings ou uma pousada mais simples”, relata.

Para o diretor de assuntos internacionais da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), o pacote é ideal para o “marinheiro de primeira viagem”. Leonel Rossi Júnior explica ainda que fechar com uma agência compensa de acordo com o destino escolhido. Para os Estados Unidos, por exemplo, não é interessante, porque sai até mais barato alugar um carro e sair conhecendo a região em que se está hospedado. O mesmo não vale para a Europa e para as praias do Nordeste, destinos em que um pacote compensa no preço e também na programação.

Se você não quiser ficar preso aos passeios programados pela agência, o pacote pode não ser uma boa idéia. O melhor, nesse caso, é ir independentemente, apesar de alguns programas reservarem dias livres. Para a professora Regina Ferraz Perussi, essa segunda opção “pode ser interessante para o viajante que tem um pouco mais de experiência. Ele vai e, no dia livre, aluga um carro ou usa o transporte público e conhece lugares interessantes”. Mas a responsável pelo curso de Agenciamento de Viagens lembra que isso depende de uma pesquisa prévia do turista para saber exatamente aonde ir nesses dias livres.

Experiência é o que conta na hora da estudante Cristiane Sevieri e a família decidirem o próximo destino. Para a Patagônia, por exemplo, onde o pai dela pôde fazer uma pesquisa e conseguia se comunicar com facilidade, eles preferiram ir por conta própria. Mas para a Europa, a família preferiu ir com uma agência porque o tempo era curto para conhecer tantos lugares e, em alguns países, eles certamente teriam dificuldades de comunicação.

Pesquisa é importante também na hora de contratar uma agência de viagens. É sempre bom conversar com amigos e, principalmente, consultar os órgãos envolvidos no setor. Além da Abav, uma boa idéia é procurar a Embratur (www.turismo.gov.br) ou o Procon para verificar a idoneidade da empresa que está sendo contratada.

A professora de Ensino Fundamental Sônia Reis foi para Londres sem pesquisar e se arrependeu. Ela considera que, se tivesse ido com uma agência ou feito um levantamento mais aprofundado, teria recebido outras dicas, tornando a viagem mais simples. Ela conta que sentiu “dificuldade com a documentação e faltou muita coisa para o visto”. No fim, Sônia Reis acabou voltando para casa sem consegui sequer entrar na Inglaterra.

O diretor da Associação Brasileira de Agências de Viagens, Leonel Rossi Júnior, destaca que o melhor é contratar uma agência pela vida toda. O correto é escolher uma empresa que tenha prestado um bom serviço e viajar sempre com ela.

Não menos importante é planejar tudo com antecedência. Assim, é possível escolher os melhores preços de tudo e parcelar as compras. A professora Regina Ferraz Perussi dá um exemplo: se a pessoa for viajar no fim do ano, já verifica a existência de transporte, as passagens e os horários disponíveis, conseguindo preços mais baixos. “Não dá para ficar esperando só pela sorte. O melhor é pesquisar bastante as diversas empresas disponíveis no mercado”, afirma.

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