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O essencial da Guarda do Embaú
Considerado um dos dez destinos mais bonitos do País, a praia do litoral sul catarinense parece encantada. Prende os olhares atentos de turistas e excita os pensamentos no que se diz respeito a valores. Na Guarda do Embaú, esquecemos do tempo.

Felipe Carneiro

- Como chegar à Guarda do Embaú
- O indispensável na Guarda do Embaú
- Passeios na Guarda do Embaú
- Arredores da Guarda do Embaú
- Gastronomia na Guarda do Embaú
- Hospedagem na Guarda do Embaú
- Informações úteis sobre a Guarda do Embaú

VEJA O FOTOSHOW DA GUARDA DO EMBAÚ

Seguindo de carro rumo ao sul de Santa Catarina, na BR-101, avistamos a placa que indicava a conversão à esquerda “Guarda do Embaú/Pinheira”, 48 quilômetros depois da entrada para a Ilha de Florianópolis. Um quilômetro em uma estrada de terra e outra conversão, desta vez à direita. Outro quilômetro de poeira, muito verde e céu dégradé em tons de azul trazem as boas-vindas do vilarejo.

A Guarda do Embaú um dia resumiu sua existência unicamente à pesca e criação de algumas cabeças de gado. Hoje, anos depois de seu “redescobrimento”, tem sua economia baseada no artesanato e vestuário durante o verão - período que abastece o resto do ano. A verdade é que a temporada afasta seus mais sublimes admiradores, mas, em outras épocas, a paz é retomada em um dos destinos litorâneos mais bonitos do Brasil.

Até os anos 70, a Guarda, como é chamada, era virgem. Os primeiros grupos que se aventuravam pelo litoral sul do município de Palhoça eram compostos por poucos surfistas, dispostos a atravessar as trilhas traçadas na mata por seus próprios moradores, um punhado de pescadores.

Quando chegamos ao ponto em que carros não são mais bem-vindos, as placas de estacionamento traduzem o principal meio de subsistência dos locais: o comércio de alta temporada. Estes estacionamentos não são asfaltados ou equipados com cancelas e tíquetes que esquecemos no fundo de uma bolsa. São quintais de modestas residências, alguns até dotados de duchas de água doce proveniente do Rio da Madre.

Até a praia, ou até o início de uma travessia que pode ser feita de barco ou a pé, pequenas lojas de artesanato e vestuário e poucos restaurantes, todos em apenas duas quadras, formam a paisagem do vilarejo. Paisagem urbana, porque da praia não se vê nada disso. Caixas eletrônicos só na Praia da Pinheira, voltando por aquela estrada de terra que nos trouxe até aqui. Mesmo assim, é aconselhável verificar quais são os dias em que eles estão disponíveis para atendimento. Mas a preocupação com as compras de lembranças ou o pagamento de um dos deliciosos pratos à base de peixe e frutos do mar que o vilarejo oferece pode ser deixada de lado. A maioria dos estabelecimentos já se rendeu às facilidades do mundo moderno, aceitando cartões de crédito e débito.

A entrada para a praia é basicamente uma só, de onde saem os pequenos barcos e botes que auxiliam o turista a atravessar o Rio da Madre sem se molhar, para então chegar às areias brancas e finas que cobrem a pequena faixa de terra entre o mar e o rio. Nas épocas mais secas é possível fazer o percurso a pé, com a água na altura da cintura. Quando o índice pluviométrico aumenta, apenas os mais altos e os bons nadadores se arriscam na empreitada.

O Rio e o Mar

A escolha do mergulho se faz em meio a uma grande dúvida. Em dias de calor intenso, as águas geladas da Praia da Guarda do Embaú são convidativas. O vento que move as pequeninas dunas não é suficiente para saciar os trinta e tantos graus acima da cabeça e, ao olhar para o mar, fica difícil de resistir. Quanto mais próximo à areia, sua cor passa de azul-turquesa ao verde claro. Com máscara e snorkel, pequenos cardumes, que já eram notados de fora da água, se apresentam ainda em maior número e mais coloridos. Alguns deles vêm de outro local de igual importância. O Rio da Madre, de águas mais escuras e igualmente limpas, satisfaz aos que preferem o doce ao invés do salgado. A temperatura é mais elevada e está fora do perímetro agitado das ondas.

Uma terceira opção se mostra presente ao lado esquerdo do cenário, local onde os dois se encontram, e como se não bastasse, aos pés de uma prainha muito menos povoada que o restante do todo. É ali que os nobres trabalhadores das redes em mãos, de março a julho, têm sua maior fonte de renda.

Leia mais sobre: Santa Catarina - praias do sul.

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