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Percorra as fortalezas de Portugal e Espanha

Fortes, muralhas e palácios construídos na Idade Média estão no trajeto da Rota das Fortificações. Eles sobreviveram ao tempo e têm muita história para contar

Mônica Cardoso, especial para o iG São Paulo

Getty Images

Deixe-se surpreender pela Rota das Fortificações, um trajeto repleto de fortes e muralhas medievais

- Veja mapa com as atrações da Rota das Fortificações


Fortalezas
antigas, imponentes muralhas e belos palácios medievais convidam a uma viagem ao passado. A Rota das Fortificações cruza cidadezinhas na fronteira entre Espanha e Portugal, repletas de construções militares de quando a região era alvo de batalhas por territórios entre os países vizinhos e também palco de invasões árabes e francesas.

Criada em 1999 pela Fundação do Patrimônio Histórico de Castilla y León, a rota ainda é pouco conhecida, tanto que não há um tour organizado. Aproveite que o trajeto ainda não foi descoberto pela maioria dos turistas e alugue um automóvel para percorrê-lo sem pressa, com paradas para contemplar a arquitetura e tirar boas fotos (veja mapa).

Divulgação

O preservado castelo Ciudad Rodrigo foi transformado em um luxuoso hotel

O ponto de partida é Ciudad Rodrigo, na Espanha, a 90 quilômetros de Salamanca. O castelo construído no século 14 pelo rei Enrique II Trastámara está bem preservado. Da torre quadrada de 17 metros de altura, que servia como observatório, se tem uma bela vista da região. O antigo castelo se tornou um luxuoso hotel cinco estrelas, mas algumas áreas podem ser visitadas gratuitamente. (Conheça outros hotéis em castelo

Divulgação

O castelo de San Felices foi construído pelo rei português Dom Diniz, quando a aldeia pertencia à Portugal

A próxima parada é San Felices de los Gallegos, onde o imponente castelo se destaca no horizonte. O castelo, cercado por muralhas e torres quadradas, foi construído no século 13 pelo rei português Dom Diniz, na época em que a cidade pertencia a Portugal. Quando a aldeia foi reconquistada pela Espanha, serviu de moradia aos reis espanhóis, como Dona Leonor, futura rainha de Aragão. A entrada ao castelo custa € 2,50, mas a visita às ruínas é gratuita.

Luistxo Eta Marije/Flickr

Repare nos desenhos rupestres que datam da Idade do Ferro nas grandes rochas da muralha

Já em Yecla de Yeltes, as construções são ainda mais antigas. O castelo foi erguido pelos romanos, na Idade do Ferro, por volta do ano 1000 d.C. Uma muralha de 1.200 metros feita com grandes pedras cerca o palácio. Repare nos desenhos rupestres gravados nas pedras, representando cavalos, javalis, touros e algumas figuras humanas. A entrada ao castelo custa € 2,50.

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O Forte da Conceição é um belo exemplo da arquitetura militar

Mas o melhor exemplo de arquitetura militar fortificada da península é o Forte da Conceição, na cidade de Aldea del Obispo. É possível visitar as ruínas do edifício original, erguido no século 17. O complexo conserva ainda a praça de armas, a capela, os armazéns, tudo rodeado por uma grande muralha. A entrada ao castelo custa € 2,50.

Divulgação

Vista de cima, a muralha que cerca Almeida tem o formato de uma estrela com 12 pontas

A rota entra em território português na cidade de Almeida. Vista de cima, a extensa muralha tem o formato de uma estrela com 12 pontas. A vila, erguida no século 12 ao redor do castelo medieval, mantém seus túneis abobados e as portas à prova de balas. Vale a pena visitar os edifícios espalhados pelas ruazinhas estreitas.

Em Pinhel, duas torres imponentes estão bem preservadas. Na Torre de Menagem, repare na bela janela de estilo manuelino que ilumina a sala abobadada e também nos gárgulas e balcões. Do seu interior, tem-se uma bela vista para as plantações que cobrem o vale.

Bernt Rostad/Flickr

O castelo Rodrigo dá nome à cidade portuguesa, onde termina a rota

Castelo Rodrigo é a última cidade do roteiro. As ruínas do antigo castelo do século 13 conservam as três portas e as muralhas semicirculares, com uma enorme torre quadrangular e seis janelas com sacadas, de onde se via toda a região.

A construção guarda uma história bem curiosa. No século 16, a Espanha anexou Portugal, com o apoio do governador da aldeia. A população vingou-se da traição ateando fogo ao enorme palácio, onde ele vivia. As ruínas podem ser visitadas e a entrada custa € 1.


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