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Mochilão na Europa: chegou a sua vez

Dicas especiais para quem deseja desbravar vários países da Europa com pouco dinheiro no bolso e uma mochila nas costas

Fernanda Castello Branco, especial para o iG

Quando o assunto é "mochilão" – ou seja, viajar por muitos países com poucas coisas na mala e pouco dinheiro para gastar – o destino mais cobiçado quase sempre é o mesmo: Europa. "Várias coisas são acessíveis a um mochileiro por lá", conta Daniel Thompson, que em 2008 fez uma viagem de sete meses pelas Maravilhas do Mundo, com sua inseparável mochila nas costas.

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O Museu Nacional, em Praga, é uma das dicas para os mochileiros

Para Thompson, que agora está mochilando pela África do Sul, uma viagem desse tipo é uma boa forma de contemplar o mais simples e corriqueiro, em vez de atrações mais manjadas. "Viver o ritmo de lá é o mais legal. Tomar uma cerveja na Alemanha ou na República Tcheca, passear por ruelas do interior da França, buscar cidades interessantes em passeios de um dia por cidades menores da Espanha e Itália ou ‘se perder’ e fazer amigos em qualquer lugar pode ser muito mais valioso do que uma visita a lugares apontados em guias", explica.

Sair do usual e não viajar acreditando em mitos sobre a Europa pode ser um bom começo para quem planeja ser um mochileiro. "Entre os mitos estão pensar que todos os ingleses são frios, que todos franceses são mal educados, que tudo é limpo e civilizado e que a vida é perfeita por lá", alerta Thompson.

Pensando nisso, o iG Turismo listou dicas para quem quer desbravar o velho continente com uma mochila nas costas e pouco dinheiro no bolso.


Alemanha

O país oferece uma ótima infraestrutura para os turistas que fazem esse tipo de viagem. Um meio econômico são as caronas e o mochileiro pode acessar sites na internet que estabelecem a conexão entre a "pessoa que quer viajar" e a "pessoa que tem um lugar vago no carro". O Mitfahr Zentrale e o Mitfahr Gelegenheit são boas dicas.

Para economizar, opte por fazer passeios gratuitos, que são muitos na Alemanha. Entre eles, estão as ruínas do Muro de Berlim e a catedral Kaiser-Wilhelm Gedächtniskircke. Construída no século 19, a igreja foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial e é conservada sem restauração até hoje.


Áustria

Os centros históricos e os diversos eventos musicais fazem da Áustria um forte ponto cultural na Europa. O trem é o transporte ideal para percorrer o país, pois oferece descontos para estudantes, além do Vorteilscard, um pacote para percorrer todo o território.

Se o mochileiro também for ciclista, a Áustria pode ser um destino inesquecível. Conhecida como "a cidade das bicicletas", Viena dispõe de uma rede de circulação de 1.100 quilômetros. Com preços acessíveis, o mochileiro pode alugar uma bicicleta por um dia e conhecer a cidade.


Espanha

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O Museu do Prado, em Madri, tem dias com entrada gratuita

A Espanha é o país ideal para os baladeiros. Além das clássicas Barcelona e Madri, a cidade universitária de Santiago de Compostela é boa opção para quem quer agito. Com um roteiro noturno recheado, ela tem muitas atrações a bons preços.

Outra dica é ficar de olho nos descontos e conhecer museus, como o Museu do Prado, em Madri, que tem entradas gratuitas em alguns horários e datas. Os cartões turísticos também permitem entrada em varios points com taxa única.

Outra forma de gastar pouco na Espanha é curtir as belezas naturais do país, como parques, praias e montanhas que permitem a prática de esportes. Uma boa pedida são as praias do norte do país, ótimas para a prática do surfe. [leia mais sobre surfe na Espanha]


França

Passeios imperdíveis em Paris são totalmente gratuitos. A bela Catedral de Notre Dame e o Musée Carnavalet – Histoire de Paris, que conta a história da cidade, estão entre as opções. Caminhar pela Champs Élysées, a famosa e movimentada avenida da capital, é outra dica de passeio gratuito.

Por toda a França, é possível comer bem gastando pouco, como nos restaurantes universitários, por exemplo. Para economizar na hospedagem, aposte em um dos 160 albergues da juventude existentes no país, com preço acessível, conforto e ambiente agradável. Comece a pesquisa pelo site oficial dos albergues franceses.

Para se locomover em Paris, use o metrô. Para percorrer o país, abuse do trem francês, que possui excelente cobertura. Uma cidade imperdível da França é Montpellier, próxima a Barcelona, que conta com 360 dias de sol ao ano e reúne 65.000 estudantes do mundo inteiro. Nos arredores de Paris e na Normandia, os mochileiros também podem assistir a inúmeros festivais de música eletrônica.


Grã-Bretanha

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O British Museum é uma das opções de graça para quem vai a Londres

Apesar de muito cara, Londres tem o transporte público mais econômico e sustentável da Europa. Importantes acervos, como o do British Museum, que abriga a Pedra de Rosetta, o National Gallery, que reúne fabulosos artistas como Botticelli, Da Vinci e Monet, e o Victoria and Albert Museum, com peças de até três mil anos, são gratuitos.

Uma dica de caminhada pela cidade é a região dos edifícios da South Bank, à beira do Rio Tâmisa, onde se pode sentir o clima londrino sem gastar nada. A famosa cidade dos Beatles, Liverpool, também merece a atenção dos mochileiros.


Irlanda

Localizada às margens do Rio Liffey, Dublin é a terra da cantora Enya e do grupo de rock U2. Fundada pelos vikings, a cidade combina o moderno ao clássico.

Um passeio imperdível é o Guinness Storehouse, onde é possível conhecer a história de uma das cervejas mais famosas do mundo, e ainda apreciar uma vista panorâmica da cidade. Nos pubs irlandeses, a dica é curtir a alegre e tradicional música local, tocada ao vivo, especialmente no distrito de Temple Bar.


Itália

Para não gastar muito na Itália, faça passeios pelos monumentos e praças de Roma, como a Piazza Navona, praça fechada para o trânsito. Ao centro, fontes enfeitam delicadamente a cidade, como a Fontana dei Quattro Fiumi, projetada por Bernini, que representa os quatro grandes rios do mundo: Ganges, Nilo, Danúbio e Prata.

O romantismo toma conta de Gênova, com belas paisagens do mar Mediterrâneo. Em Verona, os cenários que inspiraram Shakespeare a escrever o amor de Romeu e Julieta são imperdíveis.


Portugal

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Próxima a Lisboa, a praia de Cascais é um passeio imperdível


Outro país generoso com os mochileiros é Portugal. A começar pelo idioma. Além disso, há roteiros incríveis para se conhecer a história. Na cidade do Porto, uma dica é fazer uma pausa para conhecer a Livraria Lello, inaugurada em 1906 e considerada uma das mais belas do mundo.

Os surfistas podem se encantar nas praias de Caiscais, Enriceira ou Baleal, próximas a Lisboa e famosas pelas ondas perfeitas. Também ao redor da capital portuguesa, os mochileiros podem visitar os belos castelos e diversos monumentos históricos.


República Tcheca

Uma boa notícia para os mochileiros é que a República Tcheca possui uma das tarifas mais baratas de trem e de alojamentos. Os que gostam de passear e se exercitar ao mesmo tempo podem alugar uma bicicleta, muito comum por lá.

Em Praga, a Galeria Nacional possui seis edifícios espalhados pela cidade, com um belo acervo de exposições permanentes.  Na grande Praça da Cidade Velha, a cada troca de hora, o relógio Orloj apresenta "A caminhada dos Apóstolos", show com bonecos mecânicos que atrai multidões.


Suíça

Conhecida por seus deliciosos queijos e chocolates, a Suíça também oferece muitas opções para os mochileiros. Os Alpes Suíços são cruzados por belas estradas e ferrovias sinuosas, mas o melhor e mais barato meio para conhecer o país é caminhar por sua infindável rede de trilhas. É indispensável o uso de botas.

As três localidades com mais trilhas são os Grisões (10.344 km), Berna (10.120 km) e Valais (8.058 km). Há 30 anos, esses caminhos são públicos e gratuitos e fazem parte da infraestrutura básica que o país oferece à população. É possível visualizar um mapa interativo das trilhas suíças na internet, com descrição de 53 rotas regionais e 44 roteiros pagos com duração de uma semana, incluindo pernoite, transporte de bagagem e desconto no transporte público.

Economia no transporte é possível através do Swiss Youth Pass, que dá descontos especiais para jovens menores de 26 anos.


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