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As praças de Buenos Aires
Palco de revoluções e conflitos, as praças de Buenos Aires guardam importantes momentos do passado e ajudam a contar a história do país

Gabriela Borges, especial para o iG

No dia 25 de maio de 2010, a Argentina comemora o Bicentenário da Revolução de Maio, que resultou no fim na independência do país. Quem visita Buenos Aires, sua capital federal, econômica e cultural, pode conhecer um pouco mais dessa história sem pisar em um só museu. Basta caminhar por suas ruas e avenidas.

Plana e arborizada, Buenos Aires é ideal para ser conhecida a pé. E o melhor dia para se fazer isso é domingo: apesar de a maioria do comércio estar fechada, você vai encontrar as praças vazias, limpas e tranquilas. Siga o roteiro e conheça um pouco da história argentina de forma diferente.


Plaza San Martín
Onde fica: Av. del Libertador, na altura da Calle Florida

Brenda Vega

Monumento em homenagem a San Martín na praça que leva seu nome


No começo do século 17, o governo espanhol construiu uma casa de campo batizada de El Retiro, que mais tarde se tornou sede das companhias responsáveis por levar escravos à Argentina. Anos depois, o terreno foi cenário de disputas entre as tropas da Espanha e da Inglaterra, quando recebeu os soldados de don José de San Martín, libertador de Argentina, Chile e Peru. Hoje, o local é uma das mais bonitas praças da cidade, com grande variedade de árvores e plantas. Parece um parque.

O comandante San Martín foi homenageado com uma estátua em 1862 e deu nome ao local quando a praça se tornou oficialmente pública. Lá ainda está o monumento em homenagem aos soldados mortos na disputa pelas ilhas Malvinas, em 1982, e a Torre de los Ingleses, presente dos britânicos ao centenário da Revolução de Maio. Ao redor da praça você pode ver o Hotel Sheraton, o Círculo Militar, o Palácio Paz e o Edifício Kavanagh, o mais alto da América Latina na época de sua conclusão, em 1935.


Plazas Libertad e Lavalle
Onde ficam: rua Libertad, na altura da avenida Córdoba

Brenda Vega

Escondida às margens da Av. 9 de Julio está a intimista Plaza Libertad


Em 1890, as praças foram palco da revolução que derrubou o então presidente Juárez Celman, levando Carlos Pellegrini ao poder. Pouco mais de cem anos antes, elas eram um grande terreno baldio cercado por um córrego.

Escondida às margens da avenida 9 de Julio, a Plaza Libertad tem clima intimista, com um gramado bem cuidado e árvores imponentes. Já a Plaza Lavalle abriga os edifícios da Escuela Presidente Roca e do Palácio da Justiça, além do monumento ao general Juan Lavalle, importante personagem das disputas pela independência de países da América do Sul.

É também ali que está o Teatro Colón, uma das casas de ópera mais importantes do mundo. Em 24 de maio, ele reabre suas portas para o primeiro concerto depois de quase quatro anos fechado para restauração.


Plaza de la Republica

Onde fica: cruzamento das avenidas 9 de Julio e Corrientes

Brenda Vega

Brasões das províncias argentinas são exibidos na praça


A Plaza de la Republica guarda um dos mais famosos pontos turísticos de Buenos Aires: o Obelisco. Desde 1936, o marco é um dos principais monumentos da cidade e presta uma homenagem à história da independência do país. A praça mantém ainda o brasão das 23 províncias e da capital e recebe manifestações, festas e celebrações nacionais.


Plaza de Mayo

Onde fica: no entroncamento das avenidas Saénz Peña, Julio Roca, Rivadavia e Hipólito Yrigoyen

Brenda Vega

Principal praça portenha, a Plaza de Mayo foi palco de importantes acontecimentos da história argentina


Essa é a praça mais importante da capital, tão antiga como a própria cidade. Chamado originalmente de Plaza Mayor, o espaço foi projetado por Juan de Garay nos anos 1580, logo após a fundação de Buenos Aires. Em 25 de maio de 1810, foi rebatizada de Plaza de Mayo, em comemoração à deposição do governo espanhol. Pouco anos depois, a praça foi o palco da declaração da independência, em 13 de setembro de 1816.

De lá pra cá, os acontecimentos históricos mais significativos do país aconteceram ali, como as manifestações dos descamisados durante o governo Perón, o bombardeio de 1955 contra o mesmo presidente e o movimento das Mães de Maio, que há mais de 30 anos protestam contra o desaparecimento de seus filhos durante o regime militar. Ali também está a Casa Rosada (palácio presidencial), o Banco Nacional e a Catedral Metropolitana.


Plaza del Congreso

Onde fica: no encontro das avenidas Callao e Rivadavia

Brenda Vega

A praça abriga uma réplica de "O Pensador", famosa escultura de Rodin


Foi criada em 1910, em frente ao Palácio do Congresso, em comemoração ao centenário da Revolução de Maio. A sensação é de que o imponente edifício Palacio del Congreso, de 1906, a protege. A praça possui uma versão da escultura O Pensador, de Rodin, e uma estátua do revolucionário Mariano Moreno, que também atuou na luta pela independência.

Ao lado do Congresso está o histórico edifício El Molino, onde funcionava uma confeitaria frenquentada por políticos no intervalo do trabalho, e o Cine Gaumont, na av. Rivadavia, mantido pelo Instituto Nacional de Cinema e Arte Audiovisuais (INCAA). Em cartaz, apenas filmes nacionais. O preço do ingresso: 6 pesos. Apesar das costumeiras filas na porta, vale a pena conhecer o local, principalmente se você entende bem o castelhano.

 

Leia também: Guia turístico de Buenos Aires

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