iG - Internet Group

iBest

brTurbo

Desbravando parques de Nova Iorque
Desbrave Nova Iorque e conheça lugares que vão além dos sempre óbvios visitados por turistas do mundo todo.

Seth Kugel - NYT

Acordo Ortográfico

- Informações úteis sobre Nova Iorque
- Nova Iorque quer 50 milhões de turistas

VEJA GALERIA DE FOTOS DE NOVA IORQUE

Muitos turistas inexperientes em Nova Iorque acabam ficando somente na região central de Manhattan, conhecida como Midtown - onde é fácil ter a impressão de que os nova-iorquinos estão sempre apressados, mal se pode ver o céu e a natureza é praticamente inexistente. Na verdade, o fenômeno natural mais célebre da cidade, a árvore de natal do Rockefeller Center, é “sempre-viva” apenas durante um mês do ano.

Porém, mesmo os nova-iorquinos que moram e trabalham no Midtown acabam encontrando tempo e áreas verdes para fugir dos arranha-céus e tirar uma folga. E isso não acontece apenas no Bryant Park ou nos novos espaços públicos, ornamentados com plantas, na Broadway, perto de Times Square. Mesmo incrustados no Midtown, principalmente no East Side, há parques escondidos e espaços tranquilos, geralmente fora do campo de visão das avenidas principais, o que faz com que passem facilmente despercebidos por frequentadores ocasionais. Nestes locais, os moradores do bairro relaxam nos bancos, aproveitam as cascatas e, em um deles, até compram uma fatia de torta de maçã.

A torta de maçã, que tem gosto de caseira, mas é proveniente do hipermercado Costco, sai por US$ 2,50 a fatia na lanchonete localizada no campeão de todos os oásis de Midtown, o Greenacre Park. O parque se encontra no mais improvável dos lugares, considerando que ele foi escolhido um dos melhores parques do mundo pela Project for Public Spaces, ONG sediada em Manhattan.

Mesmo se os transeuntes tiverem sorte de passar pelo quarteirão formado pela Rua East 51st, a Segunda e a Terceira Avenida, pode ser que acabem nem se dando conta da existência do Greenacre, e se o percebem de relance, irão pensar que estão vendo uma miragem. O parque escondido está tão intocado que parece ter sido inaugurado na semana passada, embora a Greenacre Foundation, fundada por Abby Rockfeller Mauze, o abriu ao público em 1971 e vem mantendo o lugar desde então.

Ramos pendem das acácias negras e folhagens viçosas estrategicamente forram o chão. O visitante pode se sentar, confortavelmente, em três diferentes níveis: o mais baixo deles é dominado por uma cascata exuberante. Escolha uma das mesas posicionadas entre a cascata e os arbustos, e a cidade lá fora desaparecerá de seus olhos e ouvidos.

Mais parques

A alma gêmea do Greenacre (e seu parceiro na lista do Project for Public Spaces) é o Paley Park, que tem aquela mesma áurea de perfeição de um espaço financiado pela iniciativa privada. Entretanto, ele tem seus altos e baixos. Visualmente, é um pouco menos interessante, além de não ter a mesma sensação de isolamento do Greenacre – praticamente não tem nenhum lugar no pequeno Paley Park onde você se livra da visão de barulhentos caminhões. A lanchonete também deixa a desejar, comparada com a do Greenacre. Em compensação, ele conta com uma cascata encantadora: a água parece cair mais rápido do que permitiria a gravidade, quase que merecendo ser multada por velocidade pela Polícia de Isaac Newton. Sua localização também é mais central, apenas alguns quarteirões da Catedral de St. Patrick, do Rockefeller Center e das lojas da Quinta Avenida.

Existem muitos outros espaços mantidos pela iniciativa pública, muitos deles construídos como parte de acordos de zoneamento firmados com a prefeitura desde os anos setenta. Para reconhecê-los, basta olhar para os símbolos dispostos nas árvores, geralmente acompanhados de placas burocráticas que trazem dados hilários, como o número de árvores, de cadeiras removíveis e de metros lineares de assentos fixos existentes no local.

Eles não têm aquela cara de parque de bairro, porém, muitos deles são limpos e bastante convenientes (é melhor sentar ali do que na calçada, ou ainda ter de comprar um café para conseguir um assento). Alguns são até bonitos: um dos mais espaçosos e relaxantes é o espaço em forma de L situado atrás do número 1251 da Avenida das Américas, mantido por Mitsui Fudosan e pelo Lehman Brothers, pelo menos era até recentemente. Há uma indispensável cascata, canteiros bem cuidados e, caso você esteja curioso em saber, são 135 cadeiras removíveis e 70 metros lineares de bancos fixos. Outro local interessante é o Sony Plaza, um espaço que lembra um viveiro de plantas e é um ótimo refúgio para os dias chuvosos.

E um dos poucos oásis na região oeste de Midtown é o World Wide Plaza, situado entre a Oitava e a Nona Avenida, ao noroeste da Times Square. Ladeado por restaurantes - que vão desde o sofisticado Korean at Bann até o popular Blockheads, com cadeiras ao ar livre e margaritas por US$3 – o lugar é um achado, com excelente iluminação noturna e uma floresta de zelkovas, acácias negras, katsuras e boldo japonês.

Mas, é bem ao leste de Midtown que o ambiente de bairro prevalece, principalmente ao norte da sede das Nações Unidas, nos grandes espaços escondidos ligados aos bairros de Sutton Place e Tudor City. O Sutton Place Park se divide em diversos pequenos trechos de área verde pública ao longo do East River. No final da rua East 57 está o melhor deles, onde crianças pequenas, acompanhadas de suas babás ou pais, são freqüentadoras assíduas devido à caixa de areia, muita bem cuidada, ali instalada. Bem, como se trata de uma caixa de areia ela não é tão bem cuidada assim: por alguma razão, mesmo nova-iorquinos bem precoces, de dois anos de idade, parecem não entender a placa “Favor não remover areia da caixa” (Mas, eles são sofisticados o suficiente para apreciar a réplica de uma estátua do século 17 do pintor renascentista Pietro Tacca).

O Sutton Park fica um pouco afastado das áreas mais conhecidas. Entretanto, talvez o local mais interessante de todos esteja escondido em um lugar muito a vista, bem na Rua East 42, entre a Primeira e a Segunda Avenida, no caminho em direção às Nações Unidas. É muito fácil passar pelas duas escadarias, uma em cada lado da rua, sem se dar conta que basta subir os 40 degraus para encontrar o Tudor City Greens, área verde mantida pela iniciativa privada que conta com veredas forradas de seixos, vegetação incrivelmente bem cuidada e até um poste original de 1927.

O lado sul, em especial, tem a aparência de um jardim botânico, com folhagens de diversas tonalidades de verde (e de amarelo, lilás e vermelho), formando um contraste estratégico. A vista é tomada por prédios residências em estilo Tudor, formando a área que recebeu o título de distrito histórico em 1988. Nos anos oitenta, pensou-se que o parque seria substituído por arranha-céus. Felizmente isso não ocorreu, livrando Midtown de dar um passo em direção o caos urbano, que é como muita gente imagina ser a região.

Leia mais sobre: Nova Iorque - turismo em Nova Iorque.

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG




publicidade



Contador de notícias