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Comunidades quilombolas recebem turistas que querem conhecer mais da história dos escravos do Brasil

Parque Memorial Quilombo dos Palmares promove celebrações culturais e religiosas
Joceline Gomes / FCP
Parque Memorial Quilombo dos Palmares promove celebrações culturais e religiosas

Que tal fugir do óbvio? Listamos alguns quilombos abertos para visitação: história viva, cultura e belezas naturais são alguns dos muitos atrativos.

Durante o período colonial do país, entre 1530 e 1815, os quilombos foram áreas de refúgio para escravos africanos e afrodescendentes que se rebelavam contra os escravistas brancos. Essas comunidades, chamadas de quilombolas, existem em todas as regiões do Brasil e foram importantes pontos de preservação dos costumes africanos. 

1 - Parque Memorial Quilombo dos Palmares - Alagoas

Quilombo dos Palmares
Reprodução/Site oficial
Quilombo dos Palmares

Localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, o parque fica onde antigamente se localizava o Quilombo dos Palmares, o maior e mais importante durante o período colonial. Aberto em 2007, o memorial conta com reproduções de alguns edifícios utilizados pelos negros durante a resistência à escravidão e também pontos de áudio com textos em até quatro idiomas que contam um pouco sobre o cotidiano do local e da cultura negra. O memorial fica no 9 km da Serra da Barriga.

2 - Quilombo Pedro Cubas - São Paulo

Quilombo de Pedro Cubas
Reprodução
Quilombo de Pedro Cubas

A comunidade quilombola de Pedro Cubas ainda conta com 59 famílias de descendentes de escravos que têm na roça a principal atividade de subsistência. Fundado em 1856, o quilombo serviu como refúgio para negros escravos que trabalhavam na mineração do ouro. Pedro Cubas se localiza a aproximadamente 34 km da cidade de Eldorado, no interior paulista. Para chegar até lá, é preciso atravessar o Rio Ribeira de Iguape utilizando uma balsa no bairro Batatal, em Iporanga.

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3 - Quilombo Sapatu - São Paulo

Quilombo de Sapatu
Reprodução
Quilombo de Sapatu

Formada por negros que escaparam do recrutamento forçado para combater na Guerra do Paraguai, em 1864, a comunidade de Sapatu é dividida em três locais: Indaiatuba, Sapatu e Cordas. Com cerca de 100 integrantes, o quilombo atrai turistas que buscam conhecer melhor a comunidade negra remanescente da região do Vale do Ribeira e também se refrescar na Queda do meu Deus (foto). Sapatu está localizada no município de Eldorado-SP, a aproximadamente 33 km do centro.

4 - Quilombo do Campinho - Rio de Janeiro

Quilombo do Campinho
Reprodução
Quilombo do Campinho

A comunidade quilombola Campinho da Independência foi criada por três negras ex-escravas da fazenda Independência, em Paraty. Há mais de um século, a comunidade segue um regime matriarcal e recebe visitas guiadas de turistas interessados na cultura, arte e gastronomia negra. Para agendar uma visita à comunidade, entre em contato direto com o quilombo pelo telefone (24) 9988 8943.

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5 - Quilombo de Ivaporunduva - São Paulo

Quilombo de Ivaporunduva
Reprodução
Quilombo de Ivaporunduva

Localizado no município de Eldorado, o quilombo de Ivaporunduva fica às margens do rio Ribeira de Iguape e é a comunidade quilombola mais antiga do Vale do Ribeira. Com uma população de 308 habitantes, Ivaporunduva surgiu no século 17 com a chegada de escravos abandonados pelos mineradores após o declínio da extração do ouro na região. Para visitá-los, entre em contato com o departamento de turismo da comunidade pelo telefone (13) 3879 5000.

6 - Quilombo Kalunga - Goiás

Cachoeira Santa Bárbara, no Quilombo Kalunga
Patrícia Moraes/iG
Cachoeira Santa Bárbara, no Quilombo Kalunga


Um lugar me meio a serras, rios, vales e cachoeiras da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, foi onde os escravos se refugiaram dos mineradores durante o período colonial e construíram o quilombo Kalunga - o maior do Brasil atualmente, com mais de duas mil famílias e quase 8 mil habitantes.

Quem visita o quilombo, localizado nos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre, pode esperar ser recebido com muito artesanato e comidas típicas da região, como a carne de sol. As ernomes e limpas cachoreiras também são outro atrativo natural da região. Para mais informações sobre como visitar o quilombo Kalunga, acesse o site da comunidade clicando aqui .

Carnel de sol seca no varal do Quilombo Kalunga
Patrícia Moraes/iG
Carnel de sol seca no varal do Quilombo Kalunga


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