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Pequenas e fora da rota habitual, estas charmosas cidades dificilmente fazem parte do nosso roteiro. Mas deveriam

Uma cidadezinha medieval na França, um vilarejo sem asfalto ou internet no Uruguai, uma ilha no extremo sul da Itália, um polo universitário na Bélgica, a capital da Estônia. Estes e outros destinos menos badalados, mas igualmente charmosos, custam menos e trazem experiências que as cidades mais turísticas não proporcionam. Duvida? Veja abaixo alguns exemplos para incluir nas próximas férias.

1. Cabo Polonio, Uruguai
Esta península a 143 quilômetros de Punta del Este é para os aventureiros: sem asfalto, luz elétrica ou internet, conquista também quem busca se desligar do mundo. “Primeiro, é uma pequena aventura chegar lá. Para entrar no parque, só é possível com um 4x4 autorizado. É ideal para quem ama a natureza: lá até parece que parou no tempo. É quase místico”, aconselha a estudante Bruna Alvarenga.

Cabo Polônio, no Uruguai, é um vilarejo isolado do mundo
Bruna Alvarenga
Cabo Polônio, no Uruguai, é um vilarejo isolado do mundo

2. Colônia do Sacramento, Uruguai
Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1995, a cidadezinha que tem ares de Paraty (RJ) fica em um ponto estratégico no Rio da Prata, o mais largo do mundo, e foi disputada por navegadores ao longo de sua história. O resultado? Um centro que abriga os mais diferentes estilos arquitetônicos, entre eles partes da antiga fortificação datada do século 18. Um jeito mais charmoso ainda de conhecer Colônia do Sacramento é pegar um barco em Buenos Aires e navegar por uma hora pelo famoso rio.

3. Puerto Libertad, Argentina
Puerto Libertad é uma cidadezinha da província de Misiones, com pouco mais de 30 mil habitantes. Fica a 50 quilômetros de Puerto Iguazú e é mais perto de Foz do Iguaçu que de Buenos Aires. Rodeado pelas águas azuis do rio Paraná, do lago Uruguai e de diversas cachoeiras, tem de campings a lodges de luxo, como o Puerto Bemberg.  “É uma delícia a tranquilidade deste lugar. Fica próximo ao rio, tem uma biblioteca com livros de arte e de música... Fui passar um dia, mas adoraria ficar mais tempo lá, só curtindo a natureza", indica a empresária Cláudia Schramm.

A vila medieval Saint Cirque Lapopie, na França, vale um desvio
Wikimedia Commons/Christophe.Finot
A vila medieval Saint Cirque Lapopie, na França, vale um desvio

4. Sucre, Bolívia
Acredite se puder, esta é a capital constitucional da Bolívia, e não La Paz, que fica 700 quilômetros distante. “Apesar de o famoso Salar de Uyuni ter sido a razão principal da nossa viagem pela Bolívia, conhecer Sucre foi um presente inesperado. A cidade, que foi fundada pelos espanhóis em 1538, manteve o ar colonial das pequenas ruas de pedra, casarões e igrejas da época. O berço da Bolívia, e de quase todos países hispânicos da América do Sul, começou aqui, nessa cidadezinha charmosa a 2.810 metros de altitude”, conta Letícia Biccas Vasconcellos, empresária e autora do blog Giros por Aí.

5. Saint Cirq Lapopie, França
Uma vila medieval a cerca de 130 quilômetros de Toulouse, Saint Cirq Lapopie é a própria definição do pitoresco. “Esta cidade parece saída de um conto de fadas. Eu me senti no vilarejo do desenho ‘a Bela e a Fera’, que era meu favorito quando criança. Fica em cima de uma colina, com vista para o rio e é muito romântica”, diz a estudante Bruna Alvarenga.

6. Carcassone, França
Cidadezinha medieval, murada e sobre uma colina. Só faltava começar com “era uma vez...”, porque Carcassone parece saída de um livro de história. Considerada uma das mais bem preservadas cidades medievais da Europa, ela foi completamente restaurada no século 19 e exibe intactas suas construções de pedra, entre elas, um castelo, uma bela catedral e duas torres. Fica a 93 quilômetros de Toulouse e a 300 de Marselha.

7. Port Grimaud, França
Port Grimaud é conhecida como a Veneza francesa. Fica a 85 quilômetros de Cannes e é bem mais barata. É também muito menos badalada que Saint-Tropez – a 20 minutos de carro dali. Suas ruas, cortadas por canais, convidam a um passeio de barco e as casas, que parecem recém-pintadas, têm “garagens” para pequenas embarcações. Um cenário realmente único.

Veja mais fotos de todos os destinos relacionados na matéria.

8. Berlengas, Portugal
Berlengas é um arquipélago português situado no Oceano Atlântico, na região de Peniche, a cerca de uma hora de carro a oeste de Lisboa. Chegando lá, vá ao centro da cidade e siga as indicações para o cais de embarque. A travessia só se dá de barco, por cerca de 30 a 40 minutos. Com um farol construído em 1841, tem arrecifes e mar cristalino de tirar o fôlego.

9. Ronda, Espanha
As touradas podem até despertar amor e ódio, mas a cidade onde elas nasceram, não. Ronda, a 100 quilômetros de Málaga, só desperta amor. Ela fica situada sobre um maciço rochoso 800 metros acima do nível do mar e suas casas (e hotéis), encravadas num penhasco oferecem vista cinematográfica para o rio Tejo. Os monumentos têm grande influência da arquitetura moura. Ah, sim, e sua Plaza de Toros, construída em 1785, é uma das maiores do mundo.

10. Salina, Itália
Cenário do filme “O Carteiro e o Poeta” (1994), Salina é muito mais do que o lugar onde Pablo Neruda viveu exilado. Uma das ilhas eólias no extremo sul da Itália – a cerca de duas horas de ferryboat a partir de Catânia, capital da Sicília – este vilarejo é rodeado por pés de limão siciliano, primaveras, mar de azul profundo e formações rochosas resultantes de um vulcão que existia por ali. Praias de tirar o fôlego valem – mesmo – o passeio.

Os italianos chamam Tellaro de “o burgo mais belo do país”
Priscilla Portugal
Os italianos chamam Tellaro de “o burgo mais belo do país”

11. Tellaro, Itália
É tão pequena que nem é considerada cidade: os italianos a chamam de “o burgo mais belo do país”. A 143 quilômetros de Florença, uma torre, um castelo e uma capela são praticamente as únicas atrações do lugar. Exceto pela vista deslumbrante das casas – rosadas, amarelas e de pedra – no alto de um rochedo com vista para a arrebentação do mar no Golfo dela Spezia.

12. Ghent, Bélgica
A 50 minutos de carro de Bruxelas, Ghent é a terceira maior cidade da Bélgica, mas, apesar de carregar a história em sua arquitetura, tem um clima descolado. “Ghent tem vários restaurantes e bares legais, mais moderninhos, porque é um polo universitário também”, recomenda a estudante Bruna Alvarenga.

13. Schaffhausen, Suíça
Ocupando apenas 31 quilômetros quadrados, essa cidadezinha fica a menos de uma hora de carro de Zurique – e a estrada já vale a metade do passeio, com vacas malhadas pastando naqueles campos verdes das embalagens de chocolates suíços. Chegando a Schaffhausen, as fortalezas e a arquitetura em enxaimel já encantam, mas as pinturas trompe l’oeil presentes nas fachadas de casas e endereços comerciais tornam a cidade ainda mais inesquecível.

A arte presente em cada canto de Schaffhausen, na Suíça, encanta
divulgação/ Swiss-Image.ch
A arte presente em cada canto de Schaffhausen, na Suíça, encanta

14. Tallinn, Estônia
A pequena e agradável capital estoniana é um ótimo passeio de um dia. Sua Cidade Velha é listada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Seu Centro Medieval é cercado por antigas muralhas. E o parque Kadriorg e o palácio homônimo também são passeios incontornáveis. Tallinn fica a menos de duas horas de barco de Helsinki (capital da Finlândia).

15. Adelaide, Austrália
No extremo oeste da Austrália, esta cidade fica a 726 quilômetros de Melbourne e a mais de 1.300 de Sydney, mas as estradas australianas são excelentes e vale a visita. “Adelaide é a capital do vinho no país. Passei por três vinícolas da região: a Chateau Yaldara, Chateau Dorrien e a famosa Jacob’s Creek. Adelaide provou ser uma cidade muito interessante, com vários prédios históricos, cafés e vinícolas”, diz Letícia Biccas Vasconcellos, empresária e autora do blog Giros por Aí.

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