Vitor Vianna

Risco no aeroporto: Os itens que podem atrasar seu embarque

Com aeroportos mais cheios no feriado de 12 de outubro, itens comuns na bagagem podem gerar inspeções adicionais

Risco no feriado pode estar na mala e cancelar seu embarque
Foto: Reprodução / IA
Risco no feriado pode estar na mala e cancelar seu embarque

Quem pretende viajar de avião no feriado de 12 de outubro pode evitar contratempos ainda na hora de arrumar a mala. Armas de brinquedo e réplicas que possam ser confundidas com armas reais não podem seguir na cabine, objetos cortantes como canivetes, tesouras com lâminas longas e ferramentas estão sujeitos a restrições, e carregadores portáteis precisam obrigatoriamente viajar na bagagem de mão. Um item esquecido no lugar errado pode significar descarte no raio-x, revista manual, atraso na fila e, nos casos mais complicados, a perda do voo.

É justamente nessa etapa do embarque que o Grupo Med+ atua por meio do projeto Med+Seg, responsável pela operação de inspeção de passageiros e bagagens em alguns aeroportos. A proposta da companhia é combinar o rigor exigido pela segurança aeroportuária com uma abordagem mais humanizada ao passageiro. “ A inspeção precisa ser técnica e criteriosa, mas isso não significa que o atendimento tenha de ser frio. Muitas pessoas chegam ao aeroporto com dúvidas ou sem conhecer todas as regras. Orientar com clareza, explicar o procedimento e conduzir cada situação com respeito também faz parte de uma operação segura ”, afirma Bruna Reis, CEO do Grupo Med+.

A atenção ganha ainda mais importância em períodos de maior circulação. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o transporte aéreo brasileiro movimentou 65,2 milhões de passageiros no 1º semestre de 2026, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025 e o melhor resultado para um primeiro semestre da série histórica. Desse total, 50,2 milhões voaram em rotas domésticas e 15 milhões em rotas internacionais. Os aeroportos do Sudeste, que concentram os principais hubs do país em São Paulo e no Rio de Janeiro, receberam cerca de 37 milhões de passageiros entre janeiro e julho, alta de 3,1% sobre o mesmo período do ano anterior. Neste ano, o feriado de 12 de outubro cai em uma segunda-feira, formando um fim de semana prolongado que tende a lotar os terminais já a partir de sexta.

O que muda com as novas regras dos power banks
O item que mais exige atenção neste feriado é o carregador portátil. Em abril de 2026, a Anac atualizou as regras para o transporte de power banks, incorporando as diretrizes da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). Os aparelhos continuam proibidos na bagagem despachada e devem seguir exclusivamente na bagagem de mão, com limite de dois por passageiro. Modelos de até 100 Wh estão liberados, os que ficam entre 100 Wh e 160 Wh precisam de autorização prévia da companhia aérea e os acima de 160 Wh são proibidos, devendo ser descartados antes do embarque. A norma também veta recarregar o power bank a bordo e orienta que ele não seja usado para carregar outros eletrônicos durante o voo. Os terminais precisam estar protegidos contra curto-circuito, isolados ou na embalagem original. Segundo a agência, as medidas buscam reduzir o risco de incêndio na cabine, já que baterias de lítio podem superaquecer.

Líquidos, brinquedos e outros cuidados
Nos voos internacionais, líquidos, géis, pastas e aerossóis levados na bagagem de mão devem estar em frascos de até 100 ml, acomodados em um único saco plástico transparente e fechado, com capacidade total de até um litro por passageiro. Medicamentos e alimentos para bebês são exceções, desde que em quantidade compatível com a viagem, e itens comprados no free shop devem permanecer na embalagem lacrada com o comprovante. Para famílias que viajam com crianças, vale atenção adicional a brinquedos, réplicas e objetos que possam gerar necessidade de inspeção complementar, como pistolas de água, espadas de plástico e kits com peças metálicas. A recomendação é despachar o que puder gerar dúvida e consultar, antes de sair de casa, as regras da Anac e da companhia aérea.

Com o Med+Seg, o Grupo Med+ passou a levar para a segurança aeroportuária um modelo que busca unir tecnologia, treinamento e cuidado no contato com o passageiro. O projeto mobiliza cerca de 200 profissionais em atividades de inspeção de passageiros e bagagens, controle de fluxo e acesso a áreas restritas. “ Segurança e humanização não são conceitos opostos. Quanto mais preparado está o profissional para orientar e acolher, melhor ele consegue conduzir situações de dúvida ou tensão sem abrir mão de nenhum protocolo. Esse equilíbrio é essencial, principalmente em dias de grande movimento nos aeroportos ”, afirma Bruna.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG