Vitor Vianna

Eventos extremos: o que fazer quando acontecer durante sua viagem

Colômbia, Itália e China registraram fenômenos simultâneos que paralisaram aeroportos e reacenderam uma dúvida recorrente entre viajantes

Desastres naturais
Foto: Reprodução / IA
Desastres naturais

Essa última semana mostrou como a natureza pode virar o roteiro de uma viagem de cabeça para baixo, e em três continentes diferentes ao mesmo tempo. Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira, deixando pelo menos 164 mortos segundo o balanço mais recente, com Cali e Pereira entre as cidades mais castigadas. Na Itália, o vulcão Etna voltou a entrar em erupção e lançou cinzas sobre o espaço aéreo de Catânia, na Sicília. E na China, o tufão Dolphin chegou à região de Xangai depois de passar pelo Japão, provocando alagamentos e quase mil voos cancelados em um único dia.

Os estragos no ar
Na Colômbia, a autoridade de aviação civil chegou a suspender as operações em aeroportos de cidades como Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura, para que engenheiros pudessem inspecionar as estruturas antes de liberar novamente os voos. Já na Sicília, as cinzas do Etna forçaram a suspensão temporária de pousos no Aeroporto Internacional de Catânia, e o alerta para a aviação chegou ao nível vermelho. Na China, os aeroportos de Pudong e Hongqiao somaram 943 cancelamentos em um dia só, cerca de 40% da capacidade prevista, com a China Eastern trabalhando para retomar as operações aos poucos.

O que fazer quando isso acontece com você
Toda vez que um fenômeno assim atinge um destino, recebo mensagens de seguidores perguntando o que fazer na prática. E a resposta começa sempre da mesma forma: mantenha a calma e busque informação direto na fonte. Se o aeroporto está fechado por questões de segurança, não existe solução mágica no balcão do terminal. O caminho é acompanhar o aplicativo e o site da companhia aérea, ficar de olho nos comunicados oficiais do aeroporto e entrar em contato com a empresa para conhecer as alternativas de reacomodação.

Um ponto que sempre reforço, evite comprar uma passagem nova por conta própria antes de entender o que a companhia está oferecendo. Guarde toda a documentação, comprovante de cancelamento, cartão de embarque, mensagens da companhia e recibos de gastos com alimentação, hospedagem e transporte. Esses registros podem ser essenciais depois, inclusive para acionar coberturas do seguro viagem, que ganha ainda mais peso em situações imprevisíveis como essas.

E existe uma regra que vale para qualquer canto do mundo, siga sempre as orientações das autoridades locais. Se a recomendação for não sair do hotel ou evitar deslocamentos, a segurança vem antes de qualquer roteiro. Um passeio pode ser remarcado, um voo pode ser reacomodado, mas a sua integridade não tem substituto.

Dica do Vitor
Antes de qualquer viagem internacional, eu sempre recomendo salvar nos favoritos o site da autoridade de aviação civil do país de destino e o canal oficial de emergências locais. Em situações como as desta semana, é ali que a informação chega primeiro, muito antes de qualquer notícia nas redes sociais.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG