A ilha italiana que está encantando turistas e pode ser a sua próxima paixão no Mediterrâneo
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A ilha italiana que está encantando turistas e pode ser a sua próxima paixão no Mediterrâneo

Roma, Veneza, Florença e Capri costumam ocupar os primeiros lugares quando se fala em uma viagem pela Itália. Mas, no Golfo de Nápoles, uma ilha vem chamando a atenção de quem procura combinar praias, natureza, gastronomia, história e bem-estar em um mesmo destino. Estamos falando de Ischia, a maior ilha do Golfo de Nápoles e uma alternativa interessante para quem deseja conhecer um lado diferente do sul da Itália.

A aproximadamente 30 quilômetros de Nápoles, Ischia faz parte da região da Campânia e, apesar de ser bastante conhecida entre italianos e outros turistas europeus, ainda aparece pouco nos roteiros dos brasileiros. A comparação com a vizinha Capri é praticamente inevitável, mas as propostas são diferentes. Enquanto Capri se tornou mundialmente conhecida pelo glamour, pelas lojas sofisticadas e pelos passeios de um dia, Ischia oferece uma experiência mais diversificada e tem território suficiente para justificar vários dias de viagem.

A “ilha verde” e a tradição das águas termais
Ischia é frequentemente chamada de “ilha verde”, uma referência à vegetação abundante que compõe sua paisagem. Mas uma de suas características mais marcantes está debaixo da terra. A origem vulcânica da ilha favoreceu a presença de numerosas fontes termais, utilizadas há séculos e que ajudaram a transformar Ischia em um importante destino de turismo de bem-estar.

Ao longo da ilha existem hotéis com estruturas termais, spas e grandes parques onde piscinas são abastecidas com águas em diferentes temperaturas. É justamente essa combinação de férias à beira-mar com experiências termais que diferencia Ischia de muitos outros destinos famosos da costa italiana.

Um dos locais mais conhecidos são os Giardini Poseidon Terme, na Baía de Citara, um enorme complexo termal com piscinas de diferentes temperaturas, áreas de relaxamento, tratamentos e acesso à praia. É o tipo de programa para o qual vale reservar várias horas, e não simplesmente encaixar entre uma atração e outra.

Castelo Aragonês, o grande cartão-postal
Se existe uma imagem capaz de representar Ischia, provavelmente é a do Castelo Aragonês. A fortaleza ocupa um enorme rochedo de origem vulcânica em Ischia Ponte e está conectada à ilha principal por uma ponte.

A história do local atravessa diferentes períodos e civilizações, embora sua aparência atual esteja fortemente ligada às transformações realizadas durante o domínio aragonês no século XV. Mais do que observar o castelo de longe, é possível visitar seu interior e percorrer diferentes estruturas históricas enquanto se contemplam vistas privilegiadas do Golfo de Nápoles. Nos arredores fica Ischia Ponte, uma das áreas mais interessantes para caminhar, parar em restaurantes e observar o movimento da ilha.

Sant'Angelo: um dos lugares mais charmosos de Ischia
Do outro lado da ilha está Sant'Angelo, uma antiga vila de pescadores que se transformou em um dos endereços mais desejados de Ischia. Pequenas casas coloridas acompanham a encosta, enquanto ruas estreitas, cafés, restaurantes e pequenas lojas ajudam a criar uma atmosfera completamente diferente das regiões mais movimentadas próximas aos portos.

O centro da vila é predominantemente voltado aos pedestres, característica que torna o passeio ainda mais agradável. É daqueles lugares em que parte da experiência está justamente em caminhar sem um roteiro rígido, sentar para tomar um café ou simplesmente observar o Mediterrâneo.

Praias para incluir no roteiro
Ischia também possui dezenas de praias e pequenas enseadas distribuídas ao redor de sua costa. Maronti está entre as mais famosas e é também uma das maiores da ilha. A praia fica cercada por montanhas e oferece uma paisagem bastante diferente daquela encontrada em outras partes de Ischia. Outra região bastante procurada é Citara, onde estão localizados os Jardins Poseidon. Já San Montano, próxima a Lacco Ameno, chama atenção pelo formato da baía e pelas águas geralmente tranquilas.

Mas é importante entender que Ischia é uma ilha relativamente grande. Diferentemente de destinos que podem ser conhecidos praticamente apenas caminhando, aqui é necessário planejar os deslocamentos entre praias, vilarejos e atrações. A ilha possui transporte público, além de táxis e outros serviços locais.

Como chegar a Ischia
Não existe uma ponte ligando Ischia ao continente, portanto a chegada é feita pelo mar. Para quem está viajando por Nápoles, o acesso é relativamente simples, com ferries e embarcações rápidas partindo principalmente dos portos da cidade em direção aos diferentes portos de Ischia.

Dependendo do tipo de embarcação e do porto utilizado, a travessia costuma levar aproximadamente entre 50 minutos e 1h30. Na alta temporada, principalmente durante julho e agosto, é recomendável verificar os horários e comprar as passagens com antecedência, já que o fluxo de turistas aumenta consideravelmente.

É possível visitar Ischia em um bate-volta saindo de Nápoles, mas essa não seria a minha primeira recomendação. A ilha tem praias, parques termais, vilarejos e atrações suficientes para justificar pelo menos duas ou três noites. Quem pretende realmente descansar e explorar diferentes regiões pode facilmente permanecer mais tempo.

Qual é a melhor época para visitar?
Para quem tem flexibilidade, maio, junho, setembro e início de outubro costumam oferecer uma combinação interessante entre temperaturas agradáveis e movimento menor do que no auge do verão europeu.

Julho e, principalmente, agosto representam a alta temporada. É justamente quando muitos italianos e outros europeus estão de férias, aumentando a procura por hospedagem, praias, restaurantes e transporte. Isso não significa que seja impossível visitar Ischia nesse período, mas será uma experiência diferente, com preços potencialmente mais elevados e necessidade maior de planejamento e reservas antecipadas.

Para aproveitar o mar, é importante também considerar que as condições variam ao longo da primavera e do outono. Quem tem como prioridade praias e banho de mar tende a encontrar condições mais favoráveis entre o final da primavera e o começo do outono.

Dica do Vitor
Ischia ainda passa relativamente despercebida por muitos brasileiros, principalmente quando comparada à vizinha Capri, e talvez esteja justamente aí um dos seus maiores atrativos. Não considero Ischia simplesmente uma substituta de Capri, porque são experiências diferentes. Capri merece ser conhecida, mas Ischia oferece espaço para uma viagem mais completa, com praias, termas, história, gastronomia e pequenos vilarejos espalhados pela ilha.

Se estiver montando um roteiro por Nápoles e pela Campânia e tiver alguns dias disponíveis, eu reservaria pelo menos duas ou três noites para Ischia. Também separaria várias horas para aproveitar um dos parques termais e incluiria Sant'Angelo e o Castelo Aragonês entre as prioridades.

É uma Itália diferente daquela dos roteiros mais tradicionais e uma prova de que, mesmo em um dos países mais visitados do mundo, ainda existem destinos capazes de surpreender quem decide sair um pouco do circuito mais óbvio.

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