
A política de bagagem da Air France é, na minha opinião, uma das mais restritivas entre as companhias que voam entre o Brasil e a Europa. Na classe econômica, o peso máximo permitido é de 12 kg no total, somando a bagagem de mão e o item pessoal. Na prática, isso significa que uma mala de bordo de 8 ou 9 kg, somada a uma mochila com notebook, câmera, carregadores e outros itens, já pode ultrapassar facilmente esse limite.
O que mais me incomoda, porém, é a forma como essa regra costuma ser fiscalizada. Em voos de retorno para o Brasil, por exemplo, especialmente saindo de Paris, é comum haver uma conferência obrigatória do peso da bagagem de mão antes do embarque. Funcionários abordam os passageiros, solicitam que as malas sejam colocadas na balança e, caso o limite seja excedido, a cobrança pode chegar a 120 euros (mais de 720 reais) dependendo da situação e da tarifa aplicada. Eu mesmo, já presenciei diversas vezes pessoas tendo que fazer o pagamento no guichê da cia, após a conferência de peso.
Para quem passou dias viajando, fez compras e já está no fim da viagem, essa despesa inesperada pode pesar bastante no orçamento. Além do impacto financeiro, o momento gera estresse justamente quando o passageiro deveria estar apenas preocupado em embarcar para casa.
Por isso, hoje, quando penso em voar para a Europa, a Air France e a Air Europa (sobre essa eu ainda vou contar as experiências que vivi) estão entre as últimas opções que considero. No caso da Air France, a política de bagagem, sozinha, já é um fator que influencia diretamente a minha escolha da companhia aérea.
Isso não significa que a empresa seja ruim em todos os aspectos, mas é um detalhe importante que o viajante precisa conhecer antes de comprar a passagem. Afinal, muitas vezes o bilhete parece mais barato, mas uma cobrança inesperada no aeroporto pode acabar tornando a viagem muito mais cara do que o planejado.
Isso também serve de alerta para todos os viajantes
Antes de comprar uma passagem, vale a pena dedicar alguns minutos para ler atentamente as regras da companhia aérea. Verifique o que pode e o que não pode ser levado na bagagem de mão, as dimensões permitidas, o peso máximo, as franquias e as possíveis cobranças extras. Esses detalhes variam bastante de uma empresa para outra e podem evitar uma surpresa desagradável justamente na hora do embarque.
Essa fiscalização muitas vezes é mais flexível em aeroportos brasileiros. Já em alguns aeroportos internacionais, especialmente no Charles de Gaulle (CDG), em Paris, a conferência costuma ser muito mais rigorosa. É comum haver funcionários verificando o peso da bagagem de mão antes do embarque, e quem ultrapassa o limite estabelecido pela companhia pode ser obrigado a pagar uma taxa para seguir viagem. Por isso, conhecer as regras antes de viajar é muito mais do que uma questão de organização: é uma forma de evitar gastos inesperados e começar o retorno para casa sem estresse.