
A Disneyland Paris acaba de inaugurar (no dia de ontem, 29 de março) oficialmente o World of Frozen, uma das áreas mais aguardadas dos últimos anos e que passa a ser um dos grandes destaques do parque que está em transformação para se tornar o novo Disney Adventure World.
A proposta segue o padrão mais moderno da Disney, que deixou de investir apenas em atrações isoladas e passou a construir mundos completamente imersivos. Aqui, o visitante não entra apenas em um brinquedo, mas em um cenário completo que recria o reino de Arendelle com riqueza de detalhes, arquitetura inspirada na Noruega, um grande lago central e a icônica montanha da Elsa compondo o cenário.
A principal atração é o Frozen Ever After, um passeio de barco que percorre cenas do filme com tecnologia avançada e personagens em tamanho real. Além disso, a área conta com restaurantes temáticos, lojas, encontros com personagens e apresentações ao redor do lago, criando uma experiência contínua, onde tudo faz parte da mesma história.
Mas existe um ponto importante que pouca gente comenta. Apesar de toda a novidade em Paris, esse conceito não nasceu na Europa. A primeira área completamente dedicada ao universo de Frozen foi inaugurada em 20 de novembro de 2023 na Hong Kong Disneyland. Foi ali que a Disney apresentou ao público esse modelo de imersão total dentro de Arendelle, transformando a experiência em algo muito além de uma simples atração. O visitante passa a fazer parte daquele ambiente, com trilha sonora integrada, cenografia completa e uma narrativa que se estende por toda a área.
O sucesso foi tão grande que a Disney decidiu expandir esse conceito para outros parques, e Paris foi escolhida para receber a versão europeia, agora oficialmente aberta ao público.
O que está acontecendo aqui vai além de uma nova atração. É uma mudança clara na forma como a Disney projeta seus parques, apostando cada vez mais em experiências completas e imersivas. E talvez o mais interessante seja justamente isso. Aquilo que muita gente está vendo hoje como uma grande novidade, na verdade é a consolidação de um modelo que já vinha sendo testado e aprimorado nos últimos anos em outros lugares do mundo.
Um outro diferencial desta nova fase é justamente a tecnologia envolvida na experiência com o Olaf. Embora a Disney já tenha levado o universo de Frozen para outros parques, como Hong Kong, em Paris o personagem ganha um destaque especial com uma versão robótica muito mais avançada, pensada para interagir com o público de forma mais natural e convincente. Segundo informações divulgadas pela própria Disney e repercutidas pela CNN Brasil, esse Olaf foi desenvolvido com engenharia robótica e inteligência artificial, com movimentos e aparência projetados para reproduzir com fidelidade o personagem dos filmes. Para criar o efeito visual de neve, os engenheiros usaram fibras iridescentes, um material que reage à luz e ajuda a dar ao boneco um aspecto mais próximo do que o público vê na animação.O mais interessante é que não se trata de um animatrônico convencional, daqueles que apenas repetem movimentos pré-programados. Nesse caso, a Disney recorreu a uma tecnologia de aprendizado por reforço, uma área da inteligência artificial em que o sistema aprende por repetição, ajuste e resposta ao ambiente. Na prática, isso permite que o Olaf tenha reações mais espontâneas, articule boca, olhos, braços e até o nariz removível de maneira mais natural, além de falar e interagir com os visitantes de um jeito muito mais fluido. É justamente aí que está uma das diferenças em relação às experiências mais tradicionais de Frozen em outros parques: não é apenas o personagem estar presente, mas a forma como ele “ganha vida” diante do público.
Ah, e para quem está pensando em visitar, vale já ter uma noção de valores. Neste mês de abril, os ingressos para a Disneyland Paris estão, em média, na faixa de 105 euros para um parque por dia, com data marcada. Já a opção de visitar dois parques no mesmo dia, o que é totalmente possível de fazer com um bom planejamento, está custando cerca de 145 euros. Esses valores podem variar de acordo com a demanda e a antecedência da compra, mas dão uma boa referência para quem está organizando a viagem.