Paraty: dos passeios tradicionais a dicas para curtir além do centro histórico

Nosso colunista Márcio Masulino apresenta um olhar diferente sobre a romântica Paraty, um dos destinos turísticos mais charmosos do Brasil

Foto: Márcio Masulino/CidadeeCultura
Paraty - Centro histórico

As construções de arquitetura colonial muito bem preservadas, as ruas de pedras feitas com o suor dos escravos, a iluminação sutil e indireta que nos remete às antigas lamparinas fazem-nos voltar no tempo e experimentar diferentes emoções. Paraty possui uma energia própria e é impossível passear por suas ruas sem se sentir tocado de alguma maneira.  A cidade exala cultura por todos os poros.

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Foto: Márcio Masulino/CidadeeCultura
Apresentações cênicas no centro histórico de Paraty.

Em cada esquina do centro histórico de Paraty , você encontra artistas se expressando por meio de música, pintura, mímica, dança, entre outras vertentes.

Sua riquíssima gastronomia integra influências europeias, além das culinárias indígena, quilombola e caiçara. Vários restaurantes proporcionam um ambiente romântico e acolhedor, e é difícil escolher um em meio a tão boas opções.  O mesmo acontece com a hospedagem: você pode ficar nos tradicionais hotéis instalados em construções centenárias ou procurar boas pousadas fora do centro histórico.

Se o intuito de sua viagem for namorar, aqui é o lugar. Bons passeios, boa hospedagem e alimentação e um clima romântico como poucas cidades conseguem transmitir. Agora, se você vai passear com a família, Paraty também é excelente. Desfrutar da companhia dos filhos numa cidade que ensina história e transmite cultura por todos os lados é enriquecedor.

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Centro Histórico

Foto: Márcio Masulino/CidadeeCultura
Estátua viva do escravo - O artista Anderson conta a história dos imigrantes afrodescendentes em Paraty.

No centro histórico, o visitante pode passear sem rumo, contemplando cada detalhe do Brasil colonial. As igrejas são muito bem conservadas e você vai deparar com a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, construída à beira do rio, e também o museu de arte sacra, na Igreja de Santa Rita. Os ateliês de arte, assim como os museus e as casas de cultura, estão espalhados pelo centro e ajudam a enriquecer ainda mais a visita. 

A presença de um guia não é necessária, mas transforma para melhor o passeio e traz centenas de informações que podem passar despercebidas sem o seu auxílio. Datas, detalhes, como um dos primeiros cemitérios construídos no país, o mercado negreiro, o quartel-general, o ponto de encontro dos escravos, o forte, o cais...

Os passeios de escuna pelas ilhas da região são um dos maiores atrativos da cidade. Você encontra várias opções e, em sua grande maioria, duram praticamente o dia todo. Por isso, as operadoras se encarregam de sua alimentação a bordo e dos pontos de paradas em praias paradisíacas onde é possível  mergulhar, nadar e aproveitar o cenário.

Dicas de passeios para aproveitar ainda mais


1- Parque Temático Estrada Real

O espaço é repleto de réplicas em miniatura de vilas e igrejas da época do Ciclo do Ouro. Com muitos detalhes em cada construção, você é convidado a viajar até a época do Brasil colonial e, com as explicações do guia local, conhecer mais sobre a história e a arquitetura do Caminho do Ouro. Uma passeio muito agradável para todas as idades. 


Foto: Márcio Masulino/CidadeeCultura
Parque Temático Estrada real


2 - Trindade
Seguindo pela Rio-Santos em direção a Ubatuba e a apenas 8 km de distância de Paraty , você vai visitar as praias da Vila de Trindade.  Reduto de pescadores,  na década de 1980 era um destino certo para hippies e aventureiros: a estrada era de terra e, quando chovia, não se sabia quanto tempo levaria para se conseguir voltar. Hoje continua muito procurada por turistas brasileiros e do exterior. A areia branca da praia e o mar de águas verdes e cristalinas dão o tom do paraíso. A culinária é local e baseada na cultura caiçara; a hospedagem é bem acessível e sem muito luxo. 

Foto: Roberto Torrubia/cidadeecultura
Vila de Trindade em Paraty


3 - Quilombos de Paraty

A visita às comunidades quilombolas de Paraty é outro passeio muito proveitoso e obrigatório. Você vai conhecer a história dos filhos de escravos que ali viveram, sua cultura, costumes, culinária, roça e artesanato. Na casa da farinha é demonstrado o método centenário de beneficiamento do trigo, e no restaurante você pode experimentar a tradicional feijoada, além de pratos típicos, como o peixe à moda quilombola, com palmito na manteiga, farofa de banana-da-terra com camarão e arroz branco. Vale a visita.

Foto: Márcio Masulino/CidadeeCultura
Peixe à moda quilombola


4 – Aldeia de Paraty-Mirim

A reserva indígena fica a poucos quilômetros do centro e abriga perto de 40 famílias.  A aldeia recebe visitantes, mas é preciso agendar e combinar passeio e roteiro. No passeio guiado, que dura em torno de duas horas, são mostrados cultivos de feijão, milho, mandioca, batata-doce, cana e verduras, além de apresentações musicais e folclóricas e peças de artesanato cuja venda auxilia a subsistência. 

Foto: Márcio Masulino/CidadeeCultura
Cestaria indígena

No final da viagem você vai ter a impressão que deixou muita coisa por conhecer...  O que é muito bom. Paraty nos dá sempre motivos para voltar.  Para saber mais dicas de turismo e de trilhas pelo nosso continente, acompanhe a coluna de Márcio Masulino aqui no iG Turismo .