Queenstown - Nova Zelândia
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Queenstown - Nova Zelândia

Localizada no sudoeste do Oceano Pacífico, a Nova Zelândia transformou sua combinação de montanhas, fiordes, vulcões, lagos cristalinos e cultura indígena em um dos destinos turísticos mais desejados do mundo.

Formado por duas ilhas principais, o país atrai visitantes em busca de experiências ao ar livre, gastronomia, vinhos premiados e segurança. Embora esteja entre os destinos mais distantes para os brasileiros, o investimento costuma ser recompensado pela diversidade de atrações e pela qualidade da infraestrutura turística.

Muito antes da chegada dos europeus, a Nova Zelândia era habitada pelos maori, povo de origem polinésia que alcançou o arquipélago por volta dos séculos XIII e XIV. Em 1642, o navegador holandês Abel Tasman foi o primeiro europeu a registrar a existência das ilhas, mas foi o britânico James Cook, no século XVIII, quem realizou o mapeamento detalhado da costa.

A assinatura do Tratado de Waitangi, em 1840, estabeleceu a soberania britânica sobre o território e permanece até hoje como um dos documentos mais importantes da história nacional, embora também seja alvo de debates sobre os direitos indígenas.

Atualmente, a cultura maori ocupa posição central na identidade neozelandesa. Idioma, cerimônias tradicionais, arte, culinária e apresentações culturais fazem parte da rotina do país e também da experiência dos turistas, que encontram museus, centros culturais e aldeias abertas à visitação em diferentes regiões.

Natureza exuberante é a principal marca do país

O maior patrimônio turístico da Nova Zelândia está em suas paisagens naturais. O país reúne praias, montanhas cobertas de neve, vulcões ativos, florestas, geleiras e fiordes em um território relativamente compacto. Essa diversidade permitiu que diversas produções cinematográficas, como a trilogia "O Senhor dos Anéis", utilizassem cenários naturais do arquipélago, ampliando sua projeção internacional.

Entre os destinos mais visitados está Milford Sound, considerado um dos cartões-postais da Ilha Sul. Cercado por montanhas íngremes e cachoeiras, o fiorde oferece passeios de barco durante todo o ano.

Também figuram entre as atrações mais procuradas as cavernas de Waitomo, famosas pelos vagalumes bioluminescentes; Rotorua, conhecida pelas áreas geotérmicas e pela forte presença da cultura maori; e o Parque Nacional Tongariro, lar de vulcões ativos e de uma das trilhas mais famosas do planeta.

Auckland, Wellington e Queenstown concentram experiências distintas
Auckland, maior cidade do país, costuma ser a porta de entrada dos turistas internacionais. O município reúne praias urbanas, marinas, restaurantes, museus e a Sky Tower, uma das construções mais conhecidas da Oceania. Além da vida urbana, a cidade oferece fácil acesso a ilhas com vinícolas e trilhas ecológicas.

A capital Wellington se destaca pelo ambiente cultural, cafés, museus e pela orla revitalizada. Já Queenstown, na Ilha Sul, tornou-se referência mundial para esportes de aventura. Bungee jumping, paraquedismo, rafting, esqui durante o inverno e passeios de helicóptero fazem parte da programação local, atraindo viajantes durante todo o ano.

Quanto custa viajar do Brasil para a Nova Zelândia

O principal desafio para o turista brasileiro é a distância. Atualmente, não existem voos diretos entre Brasil e Nova Zelândia, sendo comuns conexões em cidades como Santiago, Los Angeles, Dallas, Doha ou Dubai. As viagens costumam durar entre 20 e 30 horas, dependendo da rota escolhida.

Levantamentos recentes de plataformas internacionais de busca apontam que passagens aéreas de ida e volta saindo de São Paulo para Auckland podem ser encontradas a partir de aproximadamente R$ 7.100, enquanto tarifas mais comuns variam entre R$ 7.500 e R$ 11 mil, dependendo da época do ano, da antecedência da compra e da companhia aérea.  

Os menores preços costumam aparecer entre o fim do inverno e o início da primavera no hemisfério sul. 

Hospedagem atende diferentes perfis de viajantes

A oferta de hospedagem é ampla e contempla desde hostels voltados para mochileiros até hotéis de luxo com vista para lagos e montanhas. Em Auckland e Wellington, hotéis econômicos costumam cobrar entre R$ 350 e R$ 600 por diária em quarto duplo.

Estabelecimentos de categoria intermediária ficam, em média, entre R$ 600 e R$ 1.000 por noite, enquanto hotéis de alto padrão frequentemente ultrapassam R$ 1.500 a diária, especialmente em destinos turísticos como Queenstown. Valores podem variar conforme a temporada e a antecedência da reserva.

Os viajantes também encontram boa oferta de apartamentos por temporada, campings estruturados e lodges instalados em áreas rurais, alternativa bastante procurada por quem deseja explorar parques nacionais e regiões vinícolas.

Melhor época para visitar

Por estar no hemisfério sul, as estações do ano acompanham o calendário brasileiro. O verão, entre dezembro e fevereiro, é considerado o período ideal para quem deseja aproveitar praias, trilhas e atividades ao ar livre. Já o inverno, de junho a agosto, transforma regiões como Queenstown e Wanaka em importantes centros de esportes na neve.

Primavera e outono oferecem temperaturas mais amenas, menor movimento turístico e paisagens marcadas pela floração ou pela mudança de cores das árvores. 

Brasileiros não precisam solicitar visto para viagens de turismo de curta duração, mas devem obter previamente a autorização eletrônica de viagem (NZeTA), além de apresentar passaporte válido, passagem de retorno e comprovação financeira, conforme exigências das autoridades migratórias neozelandesas.

Destino combina aventura, cultura e qualidade de vida

Reconhecida internacionalmente pelos elevados índices de segurança, preservação ambiental e qualidade de vida, a Nova Zelândia oferece uma experiência que vai além do turismo convencional. Em poucos dias é possível percorrer praias, geleiras, montanhas, áreas

vulcânicas e cidades cosmopolitas, sempre acompanhadas por uma forte identidade cultural. Para o visitante brasileiro, trata-se de uma viagem longa e relativamente cara, mas que figura entre as experiências mais completas e memoráveis disponíveis na Oceania.


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