O cão Martin ajuda a espantar aves no Aeroporto de Confins
Foto: divulgação BH Airport
O cão Martin ajuda a espantar aves no Aeroporto de Confins

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte tem se consolidado como referência nacional em manejo de fauna ao adotar estratégias inovadoras para reduzir o risco de colisões entre aves e aeronaves — um desafio presente em aeroportos de todo o mundo. Entre as ações implementadas, um dos destaques é a atuação do cão Martin, peça-chave na rotina operacional de segurança.

Integrando uma equipe multidisciplinar formada por biólogos, veterinários e auxiliares de campo, Martin, um pointer inglês treinado, desempenha um papel estratégico no afugentamento de aves e na identificação de áreas de risco dentro do sítio aeroportuário. Sua atuação ajuda a prevenir o chamado bird strike — colisão entre pássaros e aeronaves —, uma das principais ameaças à aviação.

Martin tem até crachá de trabalho
Foto: divulgação BH Airport
Martin tem até crachá de trabalho


Martin tem até crachá

Com rotina definida e até crachá próprio, Martin percorre diariamente as áreas verdes do aeroporto em rondas programadas. Sua principal função é espantar aves e localizar ninhos e tocas, impedindo que esses animais permaneçam em locais próximos às operações aéreas. O uso de cães treinados no manejo de fauna é uma técnica eficaz e cada vez mais adotada no setor, especialmente por permitir ações rápidas e com baixo impacto ambiental.

Segundo a BH Airport, concessionária do aeroporto, em 2025 foram realizadas quase 7 mil dispersões de fauna e 195 capturas de animais no sítio aeroportuário. Já entre janeiro e abril de 2026, foram registradas 798 dispersões e 132 capturas. Todos os animais capturados são devolvidos à natureza em áreas preservadas, conforme as diretrizes da Licença de Manejo de Fauna.

Aves de rapina

Além do trabalho de Martin, o aeroporto utiliza uma combinação de técnicas que inclui falcoaria, com seis aves de rapina entre falcões e gaviões, além do uso de câmeras trap, captura manual e monitoramento constante de focos que possam atrair fauna. A falcoaria simula a presença de predadores naturais, contribuindo para afastar aves que possam representar riscos às aeronaves.

O manejo de fauna também vai além do perímetro do aeroporto. O BH Airport atua em parceria com prefeituras e instituições em um raio de até 20 quilômetros, promovendo ações de educação ambiental para evitar fatores que atraem animais, como o acúmulo de lixo orgânico e as queimadas, que alteram o comportamento da fauna.

Mesmo diante do aumento no fluxo de passageiros e voos, o aeroporto mantém altos níveis de segurança operacional. O conjunto de ações, com destaque para o trabalho do cão Martin, evidencia o compromisso do BH Airport com a prevenção de acidentes, a proteção da biodiversidade e a eficiência operacional.



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