Choque de aves nem Airbus da Latam no Galeão em fevereiro de 2025
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Choque de aves nem Airbus da Latam no Galeão em fevereiro de 2025

As colisões entre aves e aeronaves cresceram 32% nos últimos anos e já provocam prejuízos estimados em mais de R$ 200 milhões por ano ao setor aéreo brasileiro. Diante desse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos lançou um plano nacional que estabelece protocolos integrados de prevenção e transforma o risco de fauna em parte da gestão estratégica dos aeroportos.

A proposta altera a forma como o problema passa a ser tratado dentro da aviação civil. Em vez de ações pontuais e reativas, o projeto prevê monitoramento contínuo, compartilhamento de informações e atuação preventiva em escala nacional. A medida busca reduzir danos estruturais às aeronaves, atrasos, arremetidas e interrupções em pistas, especialmente em aeroportos de grande movimentação.

Segundo o governo, a nova diretriz incorpora tecnologia, inteligência ambiental e análise operacional à rotina aeroportuária. A ideia é criar sistemas capazes de antecipar situações de risco com base em fatores como sazonalidade, comportamento das espécies e condições climáticas.

Prevenção em tempo real

Com o novo modelo, cada aeroporto poderá desenvolver um mapeamento específico de risco, considerando características urbanas e geográficas da região onde está instalado. A comunicação entre torres de controle, operadores e equipes técnicas também deverá ocorrer em tempo real para agilizar respostas e evitar impactos na operação aérea.

Para Bruna Reis, CEO do Grupo Med+, o projeto representa uma mudança estrutural na gestão da segurança aeroportuária. Segundo ela, o risco relacionado à fauna passa a ser tratado como parte da infraestrutura crítica da aviação. “A prevenção passa a ser parte da infraestrutura crítica, e não apenas uma camada adicional de segurança”, afirma.

A avaliação do setor é que a medida pode aumentar a previsibilidade operacional e reduzir custos indiretos causados por paralisações e reprogramações de voos. O governo também considera que a iniciativa aproxima o Brasil de práticas internacionais já adotadas em outros mercados da aviação.

O Grupo Med+, citado entre as empresas especializadas que atuam no segmento, está presente em 54 aeroportos e 14 rodovias do país. A companhia possui cerca de 8 mil colaboradores e afirma atender mais de 56 milhões de pessoas em operações ligadas a aeroportos, estradas e grandes empresas. Em 2024, a empresa registrou crescimento de 150% em relação ao ano anterior.


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