Especialista em câmbio dá dicas para economizar em viagem internacional

Já está planejando a tão sonhada viagem internacional pós-pandemia? É preciso saber se preparar na hora de comprar o dólar e economizar muito

Saiba o que você pode fazer para economizar na sua viagem internacional
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Saiba o que você pode fazer para economizar na sua viagem internacional



Muitos viajantes brasileiros estão voltando a pensar em fazer uma viagem internacional pós-pandemia. Durante o período de escolha de locais para ir, planejamento de roteiro e considerar o melhor tipo de estadia , é importante pensar em formas de economizar para viajar de forma mais tranquila.

A moeda mais utilizada ao redor do mundo é o dólar estadunidense. Isto porque é a moeda mais estável e forte do planeta. Atualmente, a cotação da moeda é de R$ 5,27*, o que pode acabar desencorajando alguns viajantes. No entanto, é preciso ter calma e um bom planejamento para conseguir uma boa quantia para o passeio sem gastar tanto.


Compre aos poucos

De acordo com o especialista em câmbio Anderson Souza Brito, a compra da moeda não deve ser feita com tanta antecedência, mas também não pode ser deixada para a última hora.

“Embora tenhamos expectativa de melhora da cotação da moeda estrangeira, a aquisição precisa ser de forma gradual e planejada”, explica. Desta forma, os impactos das interferências diminuem e é possível conseguir um preço médio do valor.

Essa estratégia de compra de dólar para viagem internacional é muito utilizada e tem até nome: Dollar Cost Averaging (DCA). O DCA consiste na escolha da moeda do local para onde o turista vai e na aplicação periódica de uma quantia fixa para fazer a compra.

Para ter uma análise mais certeira de quando fazer o câmbio, é importante ficar atento à volatilidade da moeda por meio de fatores políticos e econômicos, como turbulências políticas, status de vacinação da população local e intervenção dos Bancos Centrais. Fatores como estes podem alterar taxas de juros para fazer a contingência da crise da pandemia.

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Atente-se à cédula que está comprando

O especialista explica que, atualmente, existem três tipos de cédulas: o “dólar antigo”, conhecido como cara pequena; a cédula antiga mais esverdeada, chamada de cara grande; e o novo dólar, que possui uma fita azul e novos dispositivos de segurança.

De acordo com o Banco Central dos Estados Unidos, essas três notas são aceitas no país, mas é preciso se atentar aos valores de cada uma delas. Por motivos de segurança, algumas tendem a ser mais caras que outras.

Caso a viagem seja realizada para outros países que não os Estados Unidos, as notas azuis são as mais indicadas. “Isso porque cada país possui sua política de aceitação. Assim, o viajante não corre o risco de rejeição da moeda”, diz Brito.

Prefira dinheiro vivo ao cartão de crédito

É possível cobrir os gastos da viagem internacional usando dinheiro em espécie, cartão de crédito ou cartão pré-pago. Diante das opções, o especialista afirma que o dinheiro é o mais vantajoso dos três porque o imposto é menor. Com isso, o turista economiza mais.

Quando as cédulas são compradas em casas de câmbio, a taxa do Imposto de Operações Financeiras (IOF) está em 1,10%, valor ideal para fazer a troca. Com o cartão pré-pago, a incidência do IOF sobre os custos é de 6,38%, aplicando a taxa de câmbio do momento em que o cartão for carregado. Também é de 6,38% a taxa do uso de cartão de crédito internacional. No entanto, esse valor será aplicado de acordo com o momento da utilização pelo viajante.

Se mesmo assim o viajante quiser utilizar os cartões durante a viagem internacional, Brito indica consultas a sites que compilam cotações de casas de câmbio e destacam o preço do IOF no valor. Também é possível mesclar as modalidades de pagamento durante o passeio.

Vai levar dinheiro? Abra uma conta corrente internacional

Caso o viajante saia do Brasil com mais de R$ 10 mil em espécie, será preciso preencher a Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV) e apresentar o dinheiro à fiscalização aduaneira. Além disso, o turista precisa redobrar os cuidados ao guardar e a manusear o dinheiro nos aeroportos.

Para tornar essa questão mais prática, segura e barata, o turista pode abrir uma conta corrente internacional em dólar. Além das vantagens de transporte, a cotação do dólar nesta modalidade é comercial, e não de turismo, o que garante uma economia maior.

“A conta corrente é a melhor saída para economizar, ter segurança, controle e simplicidade. Além de usar a cotação comercial, a pessoa não fica limitada ao valor de R$ 10 mil e a obrigatoriedade de declarar à Receita Federal”, afirma o especialista.

*Valor consultado no dia 8 de julho de 2021, às 10h15, horário de Brasília.