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Trocando de casas pelo mundo

28/01 - 09:00

De oferecer seu sofá até trocar de casa, as maneiras de viajar que ganham cada vez mais adeptos interessados em gastar menos e mergulhar na cultura local

Fernanda Castello Branco, especial para o iG

 

 


Priscilla Torelli, na Malásia, comprovando a eficácia do couch surfing


Surfando no sofá

Você já pensou em “surfar no sofá” de alguém? Desde 2004, o couch surfing, em inglês, é uma prática usada por milhares de pessoas espalhadas em 230 países. Os interessados se cadastram no site do programa e oferecem seu sofá para turistas. Quando decidirem viajar, podem buscar refúgio no sofá de mais de um milhão de pessoas cadastradas.

Há quatro anos, a publicitária Priscilla Torelli, 37, moradora de São Paulo, é adepta do couch surfing e já recebeu dez pessoas em casa. Segundo ela, o sistema é muito mais do que oferecer o sofá. “Você pode apenas sair para tomar um café com alguém. Já conheci 15 pessoas pelo couch surfing

Em contrapartida, Priscilla também já procurou o aconchego de alguns sofás, hospedando-se em Belize, Alemanha, Portugal, Argentina, Chile, Guatemala, Panamá, Estados Unidos, entre outros lugares. “Mesmo quando não é 100%, é bom. É uma forma incrível de conhecer várias pessoas mundo afora. Além disso, posso praticar e aprimorar o inglês e o espanhol”, conta Priscilla. “No final de 2009, recebi um iraniano por cerca de quatro dias. Aprendi tanto sobre o país dele que não conseguiria em nenhum livro”, completa.

O cadastro no site é simples. Basta colocar dados básicos: nome, e-mail, cidade, país, idioma, interesse (buscar hospedagem, hospedar ou ambos), além de dizer se está disponível no momento. É muito importante, segundo Priscila, descrever bem como é o local que vai acolher o turista. “Quando coloco que estou disponível para receber visitantes, digo que só tenho condições de acolher uma pessoa de cada vez, pois meu apartamento é pequeno e não poderia acomodar bem mais de uma pessoa”, justifica.


 

Mi casa, su casa

Outra experiência cada vez mais difundida entre as pessoas que querem viajar de maneira econômica – com a possibilidade de mergulhar na cultura local –, é proposta pelo site Troca Casa, criado há mais de uma década. É possível viajar e ficar em alguma das mais de mil casas e apartamentos cadastrados. Os países mais procurados são Itália, Espanha, Austrália, França, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Suíça, Holanda e Nova Zelândia.

O cadastro também é simples. É solicitado dados básicos, como e-mail, cidade onde fica a casa, telefone residencial e idioma(s) falado(s). É cobrada anuidade: R$ 16,95 por mês (filiação anual) ou R$ 26,95 por mês (filiação trimestral). Se a pessoa não conseguir trocar de casa durante o primeiro ano, o segundo será gratuito. Os membros podem ocultar ou exibir sua oferta sempre que quiserem, sem custo adicional. Para cancelar a conta, é preciso entrar em contato com o serviço de apoio ao cliente. E não haverá reembolso.

A troca de casas é feita de duas formas: troca propriamente dita – algumas vezes com direito de trocar de carro –, ou simplesmente hospitalidade. Os que optam por trocar de casa discutem a melhor data para a troca. Já quem escolhe a hospitalidade se compromete em receber em sua casa a pessoa que o acolher primeiro.

O período é determinado pelos envolvidos, mas, em média, segundo dados do site, as trocas dentro de um mesmo país duram de uma a duas semanas, e a troca entre países diferentes duram de uma a três semanas. Dentro do mesmo país, tem se tornado cada vez mais comum as trocas em finais de semana prolongados.

Além de recomendar muita conversa por e-mail, para que tudo fique acordado entre as partes, o site também disponibiliza um modelo de acordo que pode ser utilizado pelos envolvidos na troca.

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


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