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05/06 - 12:26
Teve aquelas férias frustradas e não soube o que fazer? A sua desgraça pode ajudar outros marinheiros de primeira viagem ou, ao menos, fazer muita gente rir! Mande o relato de sua roubada na viagem para canalturismo@ig.com.br.
Redação iG Turismo
"Fui pra Disney com mais três pessoas: minha noiva, minha cunhada e o marido dela. Desde o começo, as mulheres eram as que tomavam à frente em qualquer situação que precisasse o uso do inglês, já que eu o Renato, o meu concunhado, não dominávamos a língua. E assim foi a viagem inteira...
No último dia foi que a roubada aconteceu. Nós iríamos pegar um avião, em um domingo, às 7 da manhã em Orlando, com destino a São Paulo, mas com escala em Miami. Como o voo era internacional, tínhamos que chegar no aeroporto com três horas de antecedência.
Nós tínhamos alugado um carro, um Mustang, que mal coube a gente e as malas quando chegamos em Orlando. Compramos muita coisa e cada um tinha uma mala a mais pra levar. Então, na volta, decidimos fazer duas viagens até o aeroporto.
O Renato, meu concunhado, era o motorista oficial autorizado e eu, teoricamente, era um dos que estava mais esperto em relação a caminhos e mapas. Então, fomos nós dois e minha noiva, Maria Luiza, na primeira viagem. Como ela dominava o inglês, ela podia ir agilizando nosso embarque no aeroporto. Fomos nós três e mais umas três ou quatro malas.
Bom, deixamos a minha noiva no aeroporto. Isso levou meia hora, o que nos fez ter tempo de folga para ir buscar a minha cunhada, Fernanda, com o resto das malas.
Tudo estava indo superbem, até que, quando tínhamos que pegar, na rodovia principal, a entrada para irmos para a casa onde estávamos hospedados, tinha ocorrido um acidente e não podíamos ir por ali. Entramos na proxima saída e aí nos perdemos. Não sabíamos chegar na casa sem ser por aquela saída, e todos os possíveis caminhos que consultei nos mapas nós não conseguíamos chegar.
Como vimos que no lugar do acidente estava cheio de policiais, decidimos tentar pegar um retorno e voltarmos na saída em direção ao acidente para pedir informações. Demoramos uns 15 ou 20 minutos para acharmos um retorno e aí entramos em uma contramão!
Tivemos que voltar tudo, até conseguir voltar à rodovia principal e chegarmos no mesmo ponto onde era para entrarmos originalmente. Chegamos no ponto do acidente e, assim que fomos parando o carro, já veio um policial gritando. Meu concunhado abriu a janela e, quando foi tentar pegar algo, o policial já disse algo, mas eu só entendi a palavra "saída".
Como o Renato fechou o vidro e saiu acelerando, pensei que ele tinha entendido. Aí ele virou pra mim e disse: "Entendeu alguma coisa?" E eu respondi que só tinha entendido algo como "saída 7". Ele também só tinha entendido isso!
Comecei a ficar desesperado, pensando na minha noiva, no aeroporto sozinha sem informações, e na minha cunhada, na mesma situação, na casa.
Continuamos andando e, na saída 6, vimos vários carro entrando. Paramos e pensamos em segui-los, mas estávamos certos que tínhamos que pegar a saída 7. Andamos mais e pegamos a saída 7.
Ops! Andamos, andamos e nada! Estávamos indo para um lado totalmente diferente... Passamos por uns pedágios que a gente não sabia se tinha que pagar, pois não tinha ninguém neles. Daí concluímos que tínhamos que ter pego mesmo a saída 6.
Ou seja, a única coisa que entendemos estava errada. Andamos mais um pouco e percebemos que estávamos ficando sem gasolina, e com pouco dinheiro. Ali pensei que nunca ia voltar pro Brasil!
O Renato começou ir para um caminho totalmente escuro, sem nada, lojas, postos, nada, quase deserto, só com algumas casas que tinham um quintal enorme e as casas no fundo, e sem iluminação nenhuma! Ali quase não passava carro. Os mapas ja tinham virado um monte de papel mal dobrado, amassado e que não ajudava em nada.
Depois de uma meia hora caíimos em uma "civilização": uma rua, com luz e carros. Achamos um posto, que seria a nossa salvação. Pegamos o que tínhamos de dinheiro, apenas 5 dólares. E tentamos mais uma vez perguntar para a mulher do posto onde estávamos e como sairíamos daquele inferno. Isso já era mais de 5 da manhã, e a mulher falou, falou, falou muito e mais uma vez ficamos a ver navios e fomos tentando seguir pela direção dos braços dela, vira ali, vira aqui, essa coisa toda.
Chegamos na rodovia principal, aquela do acidente, e tínhamos duas saídas: uma leste e outra oeste. Como a gente achava que estava muito pra trás do lugar que tínhamos nos perdido, entramos na oeste... e descobrimos logo que estávamos errados de novo!
Depois de quase duas horas perdidos, chegamos. A minha cunhada já estava chorando, pensando que tínhamos batido o carro, e ainda tinha a minha noiva que estava no aeroporto a meia hora dali e com o voo prestes a sair.
Corremos até o aeroporto. Minha noiva também estava desesperada, imaginando o pior. Como íamos pegar um avião com escala em Miami, descobrimos que o nosso voo era considerado local, sem precisar chegar tão cedo. Então, mesmo chegando faltando quase meia hora pro voo, deu tempo de embarcar.
Resumo da ópera: nunca ande sozinho ou com alguém que, assim como você, não saiba falar inglês!!!" (Renato Herdy)
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