Notícias
04/11 - 16:44
Em tempos de vacas magras, há sempre quem se dê bem. É o caso daqueles que tiraram as aplicações a tempo da bolsa, e guardam uma pequena fortuna no colchão de casa. E podem aproveitar o preço relativamente baixo de algumas ilhas...
Redação iG Turismo
- Os hotéis mais estranhos do mundo
- Hotéis de gelo: numa fria, com glamour
- Top 10: as melhores piscinas do planeta
... Isso mesmo: quem é milionário pode comprar uma ilha. Com a crise econômica, muitos proprietários tiveram baixas significativas de seus lucros e se sentiram “obrigados” a vender seu pequeno pedacinho de sonho no mar. Pelo menos é o que garante Chris Krolow, CEO da empresa Private Island Inc, uma espécie de imobiliária focada na venda de ilhas por todo o planeta.
Se você acha que isso não é motivo suficiente para gastar seu nobre dinheiro num pedaço de terra, o site How to Buy a Private Island (“como comprar uma ilha particular”) lista 101 razões para você topar a ideia. Os argumentos, se não são dignos de credibilidade, ao menos são engraçados: “Deus não irá fazer novas ilhas tão cedo”; “Seu cachorro não poderá fugir”, “Você pode passear sem roupas”, “Criar uma nova tribo”, entre outros.
Sim, como todo negócio, existe "um porém". O presente pode ser mesmo grego se você não tiver capital inicial suficiente para estabelecer a infraestrutura local. Afinal de contas, a maioria das ilhas está como a mãe natureza deixou e alguém que pretende fazer disso um paraíso na terra provavelmente não dispõe de espírito tão aventureiro quanto o náufrago. Você deve transformar o seu terreninho em reinado e para isso, ter muito ouro para construir seu castelo com vista para o mar.
Seja senhor de sua própria terra na terra de ninguém
Desde o começo do século 20 as ilhas começaram a pertencer a um ou outro país. Entretanto, há 30 anos um homem teve uma idéia no mínimo interessante: se a lei dizia que um pedaço de terra que estivesse fora dos seus limites territoriais pertenceria a um país ao atingir uma determinada altura sobre a água, a solução seria encontrar um pedaço de terra submerso que não atingisse este “limite”. E a partir disso, construir uma ilha.
Foi desta froma que Michael Oliver hasteou a bandeira de sua própria nação: a República de Minerva, um pedaço que surgiu no Pacífico para ser, em pouco tempo, tomada a força pela vizinha Tonga.
Problemas desse tipo rendem prejuízo, mas a Private Island garante toda a assessoria necessária para não entrar em furada. Há diferentes modelos de compra: desde a do “usufruto” de uma ilha (no Brasil a regulamentação é feita pela Secretaria do Patrimônio da União) até, realmente, a compra do terreno para passar para os filhos. Neste caso, a coroa, sim senhor!
Mega liquidação de ilhas
Olhe o mapa e escolha: se gostar de um clima mais ameno pode optar por alguma ilha no Canadá, Estados Unidos, Europa... Quer águas incrivelmente mornas, o visual todo azul? Faça as suas compras no Caribe, na América Central, África, Oceania e, por que não (?), na América do Sul!
Os preços variam muito. Vai depender do tamanho, infraestrutura ou condição para construir, localização e regulamentação regional e direitos que você pode ter sobre o lugar. Uma ilha pequenina no Panamá de quase três mil metros quadrados pode ser comprada por cerca de 70 mil reais. No Canadá, algumas ofertas giram em torno de 140 mil reais. Um paraíso próprio na Nicarágua pode custar 600 mil reais.
E, acredite se quiser, uma ilha no Maranhão, anunciada no Private Island, pede nada menos que 22 milhões de reais. No Rio de Janeiro, há ofertas mais “acessíveis”: valores entre 1 e 7 milhões. Mas é preciso ficar atento às Normas Brasileiras de Aforamento dos Terrenos da Marinha. Em terrinha verde-e-amarela, o Estado concede apenas o direito de ocupação.
Leia mais sobre: ilha artificial - ilha particular.
› Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG

