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12/09 - 12:01
Teve aquelas férias frustradas e não soube o que fazer? A sua desgraça pode ajudar outros marinheiros de primeira viagem ou, ao menos, fazer muita gente rir! Mande o relato de sua roubada na viagem para canalturismo@ig.com.br.
Redação iG Turismo
"Eu trabalhava em um banco e fui passar minhas férias na colônia do banco em Guaratuba, cidade litorânea do Paraná. Como era mês de outubro, a cidade estava vazia e eu era o único a ocupar o casarão da colônia de férias, que tinha uns dez quartos. Cada noite eu experimentava um diferente.
Na praia, a solidão também persistia. Ia para lá e não havia mais ninguém, parecia uma praia deserta. Fiquei nessa solidão (e adorando) por uma semana até que, na véspera de eu ir embora, estava sozinho na praia, para variar, quando apareceram três pessoas, duas garotas e um rapaz, mais ou menos da minha idade, e começaram a puxar papo comigo.
Papo vai papo vem, passamos o dia todo juntos e eles decidiram fazer um luau na praia em minha despedida, sendo que eu voltaria para São Paulo no dia seguinte cedo.
Marcamos de nos encontrar na praia e, quando cheguei, à noite, lá estavam eles, fogueirinha acesa e bebidas para a nossa festinha. Num dado momento, quando todos já estávamos um tanto altos e animados, uma das garotas me convidou para entrar no mar e, como eu estava mesmo com o espírito de aventura, me joguei na idéia. Tchibum!
No dia seguinte, voltei para Sampa. Alguns dias depois, tiro um extrato de minha conta corrente e vejo compensado um cheque de numeração esquisita, que não batia com a que eu estava acompanhando. Quando fui verificar no meu talão, dei conta de que era um cheque do final do talão, que havia sido furtado. Checando o talão inteiro, vi que faltava outra folha, também do final do talão, igualmente furtada.
Como trabalhava no banco, sustei os dois cheques, que foram devolvidos como roubados e pedi a microfilmagem. Lá estava uma assinatura do meu nome que não era a minha.
Aí caiu a ficha: o rapaz daquele trio se aproveitou daquele momento de mergulho noturno no mar e surrupiou as duas folhas de cheque. Fiquei muito chateado por ter sido enganado a até hoje me pergunto se as garotas também não participaram do golpe como cúmplices.
De qualquer forma, ainda guardo as fotos que tirei daqueles meus "amigos" de férias para nunca mais me esquecer de não confiar totalmente em estranhos.
(Marcelo Dalla Pria)
Dica da redação do IG Turismo:
A lição já foi aprendida. Infelizmente, não dá para confiar em estranhos, mesmo que o clima de férias leve a gente a achar que já somos amigos daquelas pessoas que acabamos de conhecer.
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