iG - Internet Group

iBest

brTurbo

Roubada na Viagem - Mala sem rodinhas

29/08 - 12:51

Teve aquelas férias frustradas e não soube o que fazer? A sua desgraça pode ajudar outros marinheiros de primeira viagem ou, ao menos, fazer muita gente rir! Mande o relato de sua roubada na viagem para canalturismo@ig.com.br.

Redação iG Turismo

Acordo Ortográfico


"O excesso é muito melhor do que a falta. Este sempre foi meu pensamento na hora de arrumar as malas e seguir para qualquer destino – seja conhecido ou desconhecido, próximo ou distante. Isso porque a coisa que mais odeio no mundo é querer vestir uma determinada roupa ou sapato que ficou em casa, no armário. Péssimo. Ao mesmo tempo, a técnica do planejamento (visualizar combinações possíveis de peças) durante os dias da viagem também não funciona comigo. Gosto de vestir o que me dá na telha, dependendo da inspiração do dia.

A questão é que na última viagem que fiz, perdi a noção. Empolgada com o fato de passar 24 dias saracoteando pela Europa, emprestei uma mala daquelas enormes de uma amiga querida, e obviamente entupi a coitada com roupas, sapatos e acessórios. Só não foi mais abarrotada porque algumas pessoas me advertiram sobre o baixíssimo limite de peso aceito durante os deslocamentos aéreos dentro do continente europeu, e a altíssima taxa cobrada pelas companhias em caso de excesso de bagagem.

Mesmo assim, passei por inúmeros apuros por conta da mala pesada. Isso porque fui com "pique de mochileira" – ou seja, espírito de aventura e dinheiro contado -, mas carregando mala de madame. Fiz diversos percursos sozinha - a pé, de ônibus ou metrô, já que não tinha grana pro táxi -, e confesso que não foi nada fácil empurrar uma mala de 26kg sob um sol escaldante da Itália, por exemplo, ou me perder no metrô de Londres, a caminho do aeroporto, atrasada para o voo. Enfrentei momentos de aflição e estresse que poderiam ter sido evitados se eu estivesse carregando apenas o essencial – em outras palavras, se eu tivesse sido coerente e razoável na hora de arrumar minha bagagem.

Para piorar, no meio da viagem, quando cheguei ao aeroporto de Zurique, na Suíça, vi que a companhia aérea tinha quebrado as rodinhas de minha mega-mala (ou melhor, da mega-mala da minha amiga). E não só fiquei arrasada pelas duas (a mala e a amiga), como praticamente em pânico por mim mesma. Afinal, mal conseguia sair do lugar com a maldita, que a esta altura já contava com o peso extra de alguns presentes e beirava os 30kg. Reclamei no departamento de bagagens do aeroporto e fui para o hotel. Dias depois comprei uma mala bem grande, porém barata, para poder continuar a viagem e abandonei a quebrada. Quando voltei para o Brasil, contactei a companhia aérea responsável pela 'mutilação das rodinhas' e finalmente pude comprar uma mala decente para devolver à minha amiga.

Disso tudo, tirei duas lições: 1- fazer mala é uma arte; 2- emprestar mala é uma roubada. Mas acha que aprendi? Que nada! Agora mesmo estou indo passar o final de semana na casa dos meus pais, a 100km daqui, com uma mochila nas costas e uma mala na mão. Para dois dias, apenas. Vê se pode!"


(Paloma Lopes, jornalista, escreve sobre o lado B da vida no blog Garotas de Segunda)

Veja também:

- Lavando dinheiro na Europa
- Teimosia e filosofia de viajante
- Nervosa, ela fez do embarque uma tremenda confusão
- Viajou sozinha e teve que aguentar o dono de albergue
- Cartão bloqueado na Europa e nenhum tostão no bolso
- Saiu limpinho do Brasil e chegou na Europa sujo e com fome
- Para economizar, lotaram armário e levaram sermão da polícia
- Ele passou nervoso em uma Veneza lotada
- Resolveram rachar o aluguel do carro e se deram mal

Mande a história de sua roubada na viagem para canalturismo@ig.com.br. A sua experiência pode render boas risadas e até ajudar algum viajante desprevenido!

Leia mais sobre:
roubada na viagem - hotéis

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Contador de notícias