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36 horas em Nápoles

11/06 - 18:04

A cidade portuária de Nápoles, na Itália, pode até estar atolada de lixo. E certamente já ocupou bastante espaço na mídia com notícias negativas sobre sua máfia sangrenta e a corrupção política local. Mas existe uma vibração autêntica, e mesmo um pouco de beleza, no meio de todo esse caos.

Jill Santopietro - The New York Times


Praças monumentais dão um toque aristocrático aos mercados barulhentos e às ruas dominadas por vespas. O Monte Vesúvio surge, imponentemente, na paisagem – um lembrete um pouco assustador que esta cidade volátil pode estourar a qualquer momento. E tem a pizza; a saborosa iguaria, que chama essa cidade antiga de lar, já é uma razão suficiente para visitá-la.

Sexta-feira

16h - "Junte-se ao burburinho"

Talvez o café espresso não seja uma invenção napolitana, mas a cafeína é levada muito a sério na cidade. Junte-se ao burburinho local com uma xícara de um delicioso espresso no Gran Caffe Gambrinus (Via Chiaia), um café todo em mármore, aberto no final do século 19, que ja recebeu inúmeros ricos e famosos desde então, inclusive o escritor Oscar Wilde. Sente-se ao ar livre para admirar a Piazza del Plebiscito, uma das praças mais impressionantes de toda a Itália, e também se reiterar da vida local com o desfile de napolitanos estilosos de passagem por alí.

17h30 - "Vestindo-se de acordo"

Agora que você já está se sentindo mal vestido, saia de fininho e corra para o minúsculo ateliê de Anna Mattuozo (Viale Gramsci), em busca do que muitos consideram as camisas mais refinadas do mundo. Depois que você escolher entre uma grande variedade de tecidos inconfundíveis ela irá tirar algumas medidas e talhar uma camisa que cairá perfeitamente sobre o corpo.

O próximo passo é adquirir um terno feito sob medida no ateliê de Antonio Panico (Via Carducci). Seu visual napolitano custará uma pequena bagatela (a partir de 300 euros pela camisa de Mattuozo e mais 1.800 euros pelo terno de Panico), mas, uma vez que você estiver a bordo do mesmo, irá entender a diferença. É necessário marcar um horário de atendimento, assim como fazer uma segunda prova da encomenda.

20h30 - "Pizza, pizza"

Nápoles é sinônimo de pizza, e todo residente tem a sua favorita. Muitos juram de pés juntos que a melhor é a lendária Da Michele (Via Sersale). Eles afirmam que a elasticidade de sua massa torna a digestão mais fácil (somente nos sabores margherita e marinara, aproximadamente 4 euros cada).

Outros são fiéis a L'Europeo dei Mattozzi (Via Marchese Campodisola), onde Alfonso Mattozzi recebe os clientes com pizzas recobertas por uma mozzarela macia e tomates bem maduros (aproximadamente 10 euros, acompanha um refrigerante).

Mas, para saborear uma pizza realmente inesquecível, pegue o teleférico para o bairro histórico de Vomero. Chegando lá, uma corrida de táxi curta o conduzirá à Pizzeria La Notizia (Via Michelangelo da Caravaggio). Todas aquelas pessoas não vão até lá por causa da decoração modesta da casa e sim pela pizza - crocante, leve, uma combinação perfeita de molho e queijo (a margherita sai por 6 euros). O segredo? “Não usamos muitos ingredientes, mas os poucos que usamos são de altíssima qualidade”, disse o proprietário, Enzo Coccia. Outro segredo: a massa fica crescendo por 10 horas.

23h00 - "Nuovo Orleans"

A cidade não é conhecida pela vida noturna, mas é possível ouvir ótimo jazz ao vivo em várias casas noturnas. No bairro de Vomero, o bar Noir (Vico Acitillo) apresenta shows de músicos renomados, como o “Billy Hart Quartet” e o “Ed Simon Trio”. O Bourbon Street (Via Bellini) é um clube bastante animado situado na Piazza Bellini. Como os nomes já sugerem, nesta incursão musical você encontrará muito mais o ambiente da Nova Orleans do que de Campânia.

Continuação:

- Sábado em Nápoles
- Domingo em Nápoles

Leia mais sobre: Itália - Vesúvio - Pompéia.

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