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O que fazer se você perder o voo

22/02 - 14:21

Trânsito, agenda cheia, distração, falta de pontualidade, imprevistos. Problemas não faltam para perder um voo, especialmente nas grandes cidades. O que fazer se isso acontecer?

Redação iG Turismo

Em geral, é possível recolocar o passageiro atrasado em voos seguintes, mas isso tem um preço.

Na TAM, por exemplo, se a pessoa nem fez o check-in porque percebe que o embarque do seu voo já foi finalizado, ela pode se dirigir à loja da companhia no aeroporto e escolher pagar a taxa de remarcação ou a diferença da tarifa (o que tiver menor valor). Qualquer tarifa, promocional ou não, está sujeita à taxa de remarcação. Caso o passageiro tenha feito o check-in, mas não tiver autorização para embarcar por causa do atraso, ele obrigatoriamente paga uma taxa de R$ 100, além da taxa de remarcação e da eventual diferença de tarifa.

As companhias orientam as pessoas a adiantarem o check-in pela internet, o que pode ser feito até três horas antes do embarque. Mesmo assim, pedem que os passageiros cheguem até 40 minutos antes da hora da viagem.

O problema entra quando a subjetividade determina conceitos diferentes de atraso. A jornalista Eliane Quinalia, 25 anos, garante que chegou apenas cinco minutos atrasada em Congonhas, São Paulo (SP), de onde partiria para Florianópolis (SC), a trabalho. “Fiz o check-in e não me deixaram embarcar. Disseram que o pessoal já estava fazendo o embarque e eu não poderia subir. Eu disse que me atrasei apenas cinco minutos e que eu correria até lá em cima, mas não deixaram”, conta Eliane, que nem chegou a embarcar em outro voo e fez a entrevista que teria que fazer em Santa Catarina por telefone mesmo.

Roberta Martinho, 33 anos, pesquisadora museológica, também perdeu uma viagem a trabalho, saindo de Congonhas para Belo Horizonte (MG), mas conseguiu embarcar no próximo voo. “Paguei a diferença de R$ 100 e embarquei. Cheguei 20 minutos antes da saída do voo e muito atrasada para o check-in. Foi estressante, não resolveram nada na hora e fui mal atendida. Quem perde o voo é o culpado e é maltratado”, desabafa. “Na época, estavam reformando o aeroporto, o trânsito estava absurdo, eu pegava esse voo sempre e só dessa vez aconteceu isso”, completa.

Em alguns casos, o atraso é tanto, que não adianta nem negociar. “Eu ia voltar de Porto Seguro (BA) para o Rio de Janeiro (RJ). Minha namorada na época ligou pra mim e começamos a brigar. Perdi a hora, ainda peguei um engarrafamento e, quando cheguei ao aeroporto, eu vi o avião decolando”, lembra Cláudio Louro, 46 anos, analista de suporte sênior, que conseguiu embarcar aproximadamente duas horas depois.

Atraso bem-vindo

Apesar de parecer difícil, perder um voo também pode ter o lado bom. Mesmo com o desespero inicial de não ver seu nome na lista de passageiros, Marília Oliveira, 29 anos, assessora de comunicação do ICE-MA (Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão), adorou ter perdido um voo em Guarulhos, em São Paulo (SP), em março do ano passado, quando tentava voltar para sua cidade natal, São Luís (MA).

Marília não apenas se atrasou, mas confundiu as datas e chegou ao aeroporto um dia depois do que constava no bilhete da sua passagem. “Coloquei na cabeça que a volta era dia 25 de março. Na verdade, eu chegaria em São Luís dia 25, mas sairia de São Paulo dia 24”, conta. “Pedi para me recolocarem em outro voo, mas não tinha vaga, nem no dia seguinte. Aí eu fiquei mais uns 15 dias. Fui a shows, lançamento de livros, passeei na Pinacoteca... Eu adorei perder o voo, foi um bônus”, relembra Marília, que tem família na capital paulista.

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