Mochileiro fica maravilhado com a Índia

04/08 - 18:02

Saí da Jordânia, desfrutei de um Day Use* no aeroporto de Istambul e peguei o vôo para Déli.

Daniel Thompson


O slogan do marketing do turismo na Índia é “Incredible India”. E não é por acaso. Esse país é realmente diferente de qualquer lugar que eu já tenha visto. Mas, assim como o nosso Brasil, é impossível conhecer tudo em apenas uma viagem. Ainda mais quando são apenas 10 dias. Terei de voltar!

Já estou com saudades... Mesmo tendo tido alguns pequenos problemas por aqui, o brilho da Índia é inesquecível e incomparável. Ela mexe com todos seus sentidos; precisa ser vista, tocada e sentida. Não é um país a ser visitado. O país te visita quando você está aqui. Por mais que eu me esforce, nenhuma palavra ou fotografia mostrará a real sensação de estar aqui. Se quiser se emocionar, abra sua mente, prepare seu coração e desembarque aqui!

Na coluna de hoje, vou tomar a liberdade de fazer um pequeno guia de turismo da Índia.

Déli

Déli foi uma grata surpresa. Cidade enorme e cheia de contrastes. A região das embaixadas, onde estava meu albergue, é segura e bonita. O centro tem aquela cara e aquela vida que sempre ouvi falar da Índia. É até chocante para quem não está preparado. Um povo pobre que vive com muito pouco, mas, mesmo assim, tem brilho no olhar e sorrisos para oferecer. Hoje a cidade parece um canteiro de obras por causa dos jogos Commonwealth, que acontecerão em 2010. Déli se prepara e se moderniza junto com o rápido crescimento do país e da população. Animais na rua? Sim, mas não como sempre me disseram. Vi apenas três vacas em avenidas. Me contaram aqui que a grande maioria das 100 mil vacas que circulavam pela cidade livremente (sim, aqui elas são sagradas e não podem ser abatidas) foram colocadas em outros lugares. Muita gente que as alimentava para poder tirar o leite ficou sem o beneficio grátis!

Por aqui, vale visitar o Índia Gate, grande portal construído em homenagem aos soldados indianos mortos na 1ª Guerra Mundial. O Red Fort também é interessante e um passeio pelas ruas da parte antiga da cidade te mostrará um pouco da vida por aqui.

Rajastão

O Rajastão é o estado que fica na parte oeste da Índia e faz fronteira com o Paquistão. Talvez seja aqui onde a Índia seja mais pura. Acho que essa é a Índia que lemos, ouvimos e vemos em fotos. Aqui, as buzinas parecem ser mais altas (apesar de elas estarem em todos os lugares!), a comida é mais saborosa e apimentada, a alegria de viver é maior, as cores são mais fortes e parece também que você está mais próximo de tudo que esse país tem para te oferecer. Fiquei em Jaipur, capital desse imenso estado. Depois de assistir a uma apresentação de marionetes dos irmãos Prakash e Bradesh e de conversar com eles, senti realmente que estava na Índia. Eles são a sétima geração da família que mantém essa tradição no Rajastão. Sempre sorrindo, me deram um boneco de presente!

City Palace, o Observatório, o Jaj Mahal e o Amber Fort são muito interessantes e valem uma visita. Mas cuidado para não atropelar nenhum dos cachorros, vacas, riquixás, vendedores de frutas, macacos, esquilos, camelos, cavalos, turistas, elefantes ou cabritos que encontrará pelo caminho.

Taj Mahal

Após pagar as 750 rúpias (aproximadamente R$ 30) e ganhar uma garrafa de água mineral, passei pelo portal de entrada e me encontrei com aquele maravilhoso gigante de mármore. Esse era o motivo da minha vinda à Índia. Alguns minutos depois de ficar parado observando a sétima maravilha do mundo, pensei: estou no Taj Mahal, a maior prova física de amor do planeta!

Esse maravilhoso monumento foi construído pelo imperador Shah Jahan entre os anos 1630 e 1652. Mais de 20 mil homens trabalharam na construção que custou milhares de rúpias, além das mãos de quem o criou (para nunca ser copiado). Aryumand Banu Begam, a esposa preferida do Imperador, morreu após dar a luz ao seu 14º filho e o Taj Mahal foi, então, erguido para ser o mausoléu dela.

De longe, mesmo em um dia nublado, o mármore branco reluz e se destaca. De perto, pode-se ver o detalhado trabalho feito no mármore e as pedras semi-preciosas, trazidas de diversas partes do mundo, incrustadas nas paredes, formando flores por todos os lados. Dentro do Taj Mahal, vê-se o mausoléu do casal (o dela ao centro e o dele, a única parte assimétrica de todo o complexo, à esquerda). E de qualquer lugar, vê-se a cara de admiração dos turistas – inclusive a minha – boquiabertos com essa, que com certeza, é uma das maravilhas do mundo!

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O imperador Shah Jahan queria construir um mausoléu igual, em mármore negro, ao lado do Taj Mahal. Porém, seus filhos, achando isso uma loucura, o aprisionaram até a morte dele. Um triste fim para uma história tão bonita.

O Mochileiro não pode parar. É hora de me mover pela Ásia. Logo chego à China, terra do desenvolvimento, de muita história, e dos Jogos Olímpicos de 2008.

Terça que vem contarei como foi ver a abertura dos Jogos in loco e descobrir algumas das Maravilhas da China. Continue de olho aqui no iG e no www.mochileirodasmaravilhas.com.br.

*termo do turismo para utilização de alguma atração turística durante o dia.

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG




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