Jordânia, que Maravilha!
29/07 - 06:00
Deixei a cidade do Cairo e, após 8 horas em um movimentado (teve desde gente esquecida no meio do caminho até briga no corredor) e abafado ônibus, eu chegava à Santa Catarina, porta de entrada para o Monte Sinai, um dos pontos mais altos do Egito.
Daniel Thompson
Às 2h da manhã, comecei a subida do Monte, para, às 5h, chegar ao topo e admirar o nascer do sol. Que Maravilha! A natureza é, realmente, mais perfeita que qualquer obra do homem! E perfeita seria minha despedida do Egito se, após duas horas até a cidade portuária de Nwebia, eu não tivesse que esperar mais oito horas para pegar o barco que, somente oito horas depois, cruzaria o Golfo de Aqaba e chegaria na cidade de mesmo nome, já na Jordânia. Resultado: cheguei às 2h da manhã, quebrado e me enfiei no primeiro hotel que encontrei.
Se não fosse todo esse problema, talvez eu tivesse passado um dia em Aqaba, cidade famosa pela boa qualidade da água e beleza local para o mergulho. No entanto, tive que deixar os peixes para uma próxima!
Ônibus rumo ao norte da Jordânia e, aí sim, comecei a descobrir o que esse país tem a oferecer. Cheguei a Petra, onde está mais uma Maravilha da minha viagem. Petra é a cidade de pedra, escavada nas rochas, colonizada pelos Nabateus. Há mais de dois mil anos essa tribo árabe ocupou a região, importante rota comercial entre a Península Árabe e a Síria.
Antes de ser bastante destruída por dois grandes terremotos, foi de domínio do Império Romano. Há aproximadamente duzentos anos, um explorador europeu redescobriu o local e alguns estudos arqueológicos começaram a ser feitos a partir do século XX. Em 1985, Petra foi nomeada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. Hoje ela também figura entre as Novas 7 Maravilhas do Mundo.
Dizem por aqui que apenas 5% de toda sua área foi redescoberta. Acho que as nove horas que passei dentro desse sítio arqueológico não foram o suficiente para ver tudo. Para quem tem mais tempo ou prefere conhecer o local aos poucos, existem bilhetes para dois e três dias.
Novamente de ônibus, cheguei a Amman, simpática e movimentada cidade que tem aproximadamente seis milhões de habitantes. Visitei o teatro romano, a Mesquita Rei Hussein e dei uma parada na praça central para ver um animado joguinho de futebol. Ficou fácil entender por que eles não costumam ir às Copas do Mundo.
Antes de dizer adeus a esse encantador país, resolvi passar um dia no Mar Morto, famoso pela alta salinidade da água que não te deixa afundar. Esse mar, que separa Jordânia e Israel, está a 390 metros abaixo do nível do mar e tem perdido um metro por ano devido à alta evaporação e às poucas chuvas na região. Parece que os governos de ambos os países começaram a pensar nisso e estão se esforçando para não matar de vez esse interessante ponto do planeta.
Boiei um pouco por lá e também experimentei o famoso banho de lama, que dizem fazer bem para a pele. Apesar de ficar parecendo um picolé de petróleo, a pele ficou mais macia e o sal, que costuma ficar impregnado quando você sai da água, saiu facilmente.
Hora de me despedir do Oriente Médio. Hoje chego à Índia. Durante os próximos dois meses, minha aventura será pela Ásia. Dizem que é impossível visitar a Índia e não sentir algo diferente - seja isso bom, ou ruim. É isso que vou descobrir nesses próximos dias.
Até terça que vêm aqui no iG. E não deixe de acompanhar meu dia-a-dia no site www.mochileirodasmaravilhas.com.br.
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