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Mochileiro das Maravilhas está na Grécia

Muito sol na cabeça e muita bagagem nas costas fizeram minha pressão cair e eu achar que desmaiaria na estação de Roma. Mas cinco horas depois do susto, lá estava eu, do outro lado da “bota”, em Bari, olhando para o Mar Adriático.

Daniel Thompson


Um pôr-do-sol inesquecível fechou com chave de ouro minha passagem pela Itália. No grande porto de Bari, peguei um barco rumo a Patras, Grécia. No barco, já sem camas disponíveis e com o cansaço batendo forte, dormi no chão. Um casal tomou coragem e foi o primeiro a deitar entre as fileiras das poltronas. Fiz o mesmo, com meu saco de dormir e meu minitravesseiro.

Daí por diante, foi uma seqüência de mochileiros “indo ao chão”. Quando acordei na manhã seguinte, o local parecia um alojamento de jogos universitários, onde era difícil circular sem pisotear uma cabeça ou um braço. Foi no mínimo engraçado e bem melhor que dormir sentado.

Chegando a Patras, peguei um trem para, quatro horas depois, finalmente, desembarcar em Atenas. A capital grega, assim como Roma, respira história. Atenas é o berço da democracia e da civilização ocidental e, por aqui, sobrevivem monumentos há mais de 5 mil anos.

Sob os 38º C (quem mandou reclamar dos 35º C da Itália?) que cozinhavam a capital grega, saí pela cidade. Com um ticket que custa 12 euros e é válido por quatro dias, é possível visitar as principais atrações históricas da cidade. No Templo de Zeus, pude observar as últimas colunas que estão em pé. De lá segui rumo à Acrópole de Atenas, a maravilha da vez.

A Acrópole de Atenas é a atração mais conhecida do país. E também era a principal acrópole da Grécia no passado. As acrópoles eram centros administrativos das cidades modernas. Dentre os monumentos que estão na Acrópole, o mais famoso é o Parthenon, templo da deusa Atena. Hoje, todos os monumentos passam por um grande processo de restauração. Então, junto aos turistas e a toda essa história, estão operários e vigas.

O mar e a comida

Entrei no mar mais azul que já vi em Glifada, uma ótima praia de Atenas. Por lá, passei um excelente sábado ao lado de Nicholas, neozelandês, companheiro de quarto do albergue.

Apesar de o atendimento grego não ser o mais cordial do mundo, a comida é realmente saborosa. Claro que tive que provar o genuíno “churrasquinho grego”, conhecido aqui como souvlaki. Normalmente servido num “cone” de massa, é uma delícia, barato e ótimo para rápidas refeições. Também provei o moussaka e o frapê de café que os gregos tomam toda hora. Gelado e incrível, perfeito para o final de tarde. Ah, antes que pensem, não quebrei nenhum prato aqui!

Me despedi de Atenas e da Grécia com uma visita ao Complexo Olímpico, que abrigou os Jogos de 2004, e uma dura, mas muito válida, subida ao topo do Monte Likavitos, de onde pode-se ver Atenas em 360 graus. Um lugar perfeito para dizer adeus à Grécia!

“Mas e as ilhas gregas?”, podem estar se perguntando. Infelizmente, não fui a nenhuma. Como estou na altíssima temporada, as ferries já estão todas lotadas. Além disso, como ficarei poucos dias na Grécia, optei por conhecer as ilhas em outra oportunidade. É uma pena, mas acho que eu não aproveitaria o quanto elas merecem. É sempre bom deixar algo, para ter uma forte razão para voltar. Eu farei isso! Esse país merece!

É hora de ir para a Turquia e pisar na Ásia pela primeira vez. O próximo destino é Istambul, cidade que tem seu território dividido entre os continentes europeu e asiático. Semana que vem, contarei tudo sobre a capital turca e sobre meu retorno à África, agora para o Egito!

Continue acompanhando minha aventura aqui no iG e também pelo site www.mochileirodasmaravilhas.com.br. Até terça-feira que vem!

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG




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