Mesmo viajando a lazer, é possível ser barrado pela imigração; confira dicas para evitar problemas com a documentação

Com passagens aéreas compradas e roteiro de viagem definido, ser barrado no aeroporto e deportado de volta para o Brasil sem motivo algum parece pesadelo, mas pode ser real. 

Boa apresentação e postura podem reduzir as chances de ficar barrado no aeroporto
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Boa apresentação e postura podem reduzir as chances de ficar barrado no aeroporto

Para não correr o risco de ser mandado de volta, é preciso estar atento a alguns cuidados. Apesar dos países da União Europeia não exigirem visto de turista para períodos de até 90 dias, há algumas regras para permitir a entrada, como passaporte válido por no mínimo seis meses, passagens aéreas de ida e de volta e seguro-viagem. Alguns países exigem ainda a comprovação de uma reserva mínima de dinheiro para se manter no local.

“A decisão dos agentes de imigração é soberana e eles podem vetar o ingresso naquele país. Mas, dificilmente, o viajante que levar toda a documentação recomendada será deportado”, afirma Luiz Fernando Destro, presidente da Comissão Europeia de Turismo (CET). “O grande interesse da Europa é receber os turistas brasileiros, não espantá-los”, completa.

Vínculos com o Brasil

Levar uma certa quantia de dinheiro é exigido em alguns países da Europa, como uma maneira de provar que o turista tem condições financeiras de ficar lá
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Levar uma certa quantia de dinheiro é exigido em alguns países da Europa, como uma maneira de provar que o turista tem condições financeiras de ficar lá

Além dos requisitos exigidos, vale levar outros documentos que comprovem seu vínculo com o Brasil e o objetivo da viagem, como recomenda Maurício Pivetta, gerente de treinamento da agência de intercâmbios Experimento. “Uma carta da empresa onde trabalha apontando seu período de férias, a carteira de trabalho, cartões de crédito e até o imposto de renda são algumas possibilidades”, explica o gerente da Experimento.

Segundo Pivetta, os agentes de imigração partem do princípio de que todo viajante veio para ficar, por isso não precisa se intimidar. “O oficial irá comparar os documentos que ele tem na mão com as suas respostas, perguntar o que você veio fazer no país, checar se as suas roupas e bagagem condizem com o objetivo da viagem”. 

Vestimentas

A roupa escolhida também pode chamar a atenção dos agentes de imigração. Segundo a consultora de etiqueta e comissária de bordo por 25 anos, Sofia Rossi, quando se viaja a um país diferente é importante conhecer um pouco da cultura e como as pessoas se vestem.

“Não dá para usar uma roupa muito desleixada, mas também não precisa terno e gravata para viajar”, diz Sofia. “Uma vez vi um casal de aparência humilde, mas que o homem vestia terno, ser parado pelos agentes. O importante é não mentir.” 

Se for deportado

No caso de o viajante não ser admitido no país, há o sério risco de ele ter prejuízo financeiro. As empresas e agências de viagens não são obrigadas a reembolsar os gastos com passagens aéreas e reservas de hotéis em caso de deportação.

Confira cinco exigências para entrar na Europa: 

Londres, no Reino Unido - imigração do país é uma das mais exigentes da Europa
Priscilla Portugal
Londres, no Reino Unido - imigração do país é uma das mais exigentes da Europa

1. Passaporte válido por no mínimo seis meses contados a partir da data de chegada.

2. Passagens para todo o percurso da viagem, até o retorno com data marcada para o Brasil.

3. Comprovante de reserva de hospedagem paga. Se for ficar na casa de amigos é preciso de carta-convite dos anfitriões preenchida em formulário próprio que varia de país para país

4. Comprovante de meios financeiro para se manter no país durante toda a estadia. O valor mínimo difere de acordo com o destino, mas é de aproximadamente 60 euros diários por pessoa e 600 euros por qualquer período, em dinheiro, cheques de viagem, cartões de crédito internacionais. Os cartões de crédito devem estar acompanhados de carta do banco especificando o limite.

5. Profissionais ou estudantes viajando para participar de congresso, seminários, concursos, conferências e outros eventos devem levar carta-convite da instituição organizadora, comprovante de inscrição, cartão de acesso ou outro documento que comprove sua validade.

6. O seguro médico internacional é exigido por alguns países, no valor mínimo de 30 mil euros.

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