Não sabe quanto de dinheiro pode levar, se é melhor em espécie ou cartão pré-pago ou se deve cambiar aqui ou no destino? Veja o que especialista fala

Para realizar qualquer viagem é preciso ter certo planejamento financeiro, mas quando se trata de uma viagem internacional é necessário mais controle, já que precisará lidar com o câmbio, que geralmente é instável e um assunto que gera dúvidas entre os turistas.

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Tire todas as dúvidas e economize no câmbio para fazer uma viagem internacional tranquilo
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Tire todas as dúvidas e economize no câmbio para fazer uma viagem internacional tranquilo


Se você não sabe o limite de compra da moeda estrangeira, se é possível comprar dólar comercial ou se está pagando um preço justo no câmbio , confira estas dicas:

1. Limite de moeda estrangeira

Antes de sair comprando moeda estrangeira, saiba que o limite é de R$ 10 mil quando for em espécie. Caso queira uma quantia maior é necessário comprovar que possui capacidade financeira. “Cada país possui uma legislação, é preciso conhecê-la bem durante o planejamento da viagem”, afirma o diretor de câmbio da Ourominas, Mauriciano Cavalcante.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o limite para entrar no país sem ser preciso declarar é de US$ 10 mil.  “Para viajar com um valor acima é necessário declarar na Receita Federal no Brasil, a fim de evitar problemas com a Justiça americana”, alerta o especialista.

2. Dólar comercial

Geralmente ele possui um valor bem mais atrativo, mas infelizmente não é possível comprar o dólar comercial para usá-lo em uma viagem turística. “Ele é usado apenas em negociações na bolsa e como referência para importações, exportações e para as taxas das moedas negociadas nas empresas de turismo. Na verdade, ele não existe em espécie”, fala Mauriciano.

3. Como saber se o valor é justo?

As moedas mais procuradas são o dólar e o euro que, segundo o especialista, custam em média de 5% a 5,5% sobre o dólar comercial, incluindo o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “Como a concorrência no mercado está grande, esse percentual tem se mantido estável. A melhor forma de economizar é pesquisando em diversos locais”, indica.

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4. Trocar no Brasil ou no país de destino?

É bom diversificar as moedas quando for viajar. O dólar até costuma ser aceito em qualquer lugar, porém o real não. “A recomendação é já sair do Brasil com a moeda local do destino, se houver essa possibilidade, mas saiba que algumas não são cambiáveis aqui. A moeda russa, por exemplo, até pouco tempo não era negociada no Brasil”, aponta o especialista. Nesse caso, ter pelo menos dolar e euros já pode dar segurança. 

5. E em países com moedas diferentes, como proceder?

“O ideal seria carregar o cartão pré-pago com as moedas que serão utilizadas, mas existem poucos no mercado que suportem uma variedade de moedas”, diz o especialista. Portanto, uma alternativa é levar uma parte no cartão pré-pago e outra em espécie, assim você consegue trocar nos locais em que for passar. Vale ressaltar que ao fazer isso você terá umas desvantagens em relação às taxas.

6. Antecedência ideal para comprar moeda

O mais indicado é que a compra seja algo gradual, pois deixar para a última hora é totalmente arriscado devido às variações do valor da moeda. “É necessário ter paciência e sempre estar de olho nas cotações para achar os melhores momentos para a compra da moeda do destino”, fala Mauriciano. Procure em vários lugares, mas só compre em corretoras, distribuidoras ou casas de câmbio autorizadas pelo Banco Central.

7. Dinheiro em espécie ou cartão?

O bacana é levar as duas opções, sendo 70% da quantia no cartão pré-pago e 30% em espécie, para os gastos mais simples. “A principal vantagem do pré-pago é que, caso haja perda ou roubo, é possível bloquear e pedir uma substituição na corretora. Por outro lado, o IOF é mais caro, 6,38%, enquanto para dinheiro em espécie é de 1,1%”, expõe o especialista.

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Outro alerta é ao sacar dinheiro, pois geralmente é cobrado dos turistas uma taxa entre US$ 2 e US$ 3 para tirar as cédulas nos caixas eletrônicos.  “O que não recomendo é usar cartão de crédito, cujo valor a ser pago depende do câmbio do dia em que cair a fatura”, finaliza Mauriciano.

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