Especialistas apontam os destinos mais baratos, o que analisar e como se planejar para economizar na viagem

Para boa parte do público brasileiro, viajar aos Estados Unidos  sempre foi apenas uma desculpa para se jogar nas compras . Os preços mais baixos e a alta oferta de produtos faziam do país um paraíso para os ‘shopaholics’. Com o dólar ultrapassando a barreira dos R$ 3, no entanto, o destino de viagem preferido dos brasileiros tornou-se caro, apesar da redução do preço das passagens (que, de acordo com o metabuscador Voopter, caiu até 35% se comparado aos últimos seis meses).

A Grécia é um dos países que oferece melhor relação de custo benefício aos turistas
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A Grécia é um dos países que oferece melhor relação de custo benefício aos turistas

Neste cenário, um bom planejamento é essencial para economizar na viagem . “Quanto antes o viajante começar a se programar, melhor”, aconselha Fernando Tanaka, gerente da agência de viagens Decolar.com. Segundo o especialista, o ideal seria comprar as passagens com um mínimo de seis meses de antecedência, o que pode levar a uma economia de até 20% ou mais em relação a compras feitas em cima da hora.

O mesmo vale para outros gastos previsíveis, como hotéis, aluguel de veículos, traslados e ingressos para shows ou parques. “Comprando antes, além de ter uma ideia mais clara dos gastos totais, a pessoa evita possíveis variações de câmbio”, arremata Tanaka.

Vai pra onde?
Com o dólar lá em cima, este pode ser o momento ideal para fazer aquela tão sonhada viagem à Europa , sempre adiada por conta do euro. De acordo com José Emerson Amaral, diretor executivo da Flytour Viagens, esta tem sido justamente a escolha de uma boa parcela de seus clientes.

“Ainda que a moeda europeia seja um pouco mais alta que o dólar, (na cotação atual*, o euro está avaliado em R$ 3,36 e o dólar em R$ 3,01), os gastos se equivalem”, explica Amaral. Isso porque quem opta por explorar o continente europeu economiza no transporte e nas compras, em relação aos EUA. “O gasto maior acaba sendo com hospedagem e comida”, diz Amaral.

Segundo o especialista, a opção se torna ainda mais vantajosa dependendo do destino escolhido no Velho Continente. “ Portugal , Espanha , Itália e Grécia  são países que estão com preços bastante atrativos”, diz.

Uma opção mais ousada seria ir à Ásia . Apesar da passagem de avião mais cara, destinos exóticos como China , Tailândia e Vietnã apresentam custos bastante baixos em relação a todos os outros elementos da viagem. É necessário, no entanto, viajar com espírito aventureiro.

“O perfil de quem escolhe viajar pela Ásia é, geralmente, quem já conhece tanto a Europa quanto os Estados Unidos e quer desbravar um novo território”, diz, Tanaka. Mas faz uma ressalva: “as opções de hotelaria não costumam ser tão boas e a comunicação pode se tornar um problema, pois pouca gente fala inglês”.

Já para quem busca economia a qualquer custo, viajar dentro da América Latina é sempre a melhor opção. Buenos Aires , Santiago , Punta Cana , Lima  e Montevidéu  são alguns exemplos de cidades com bons atrativos turísticos e preços convidativos. “Em termos de economia, é difícil bater os países das Américas Central e do Sul ”, relata Tanaka.

Postura zen
Em tempos de crise financeira, no entanto, a mudança de postura vai além de um planejamento bem feito e da escolha criteriosa do destino. É necessário mudar também a ‘filosofia’ da viagem. “Quem antes via as compras como o motivo principal da viajar está se concentrando mais na experiência”, explica Amaral.

Ou seja, ao invés de se preocupar com compras e souvenires para a família, foque em apreciar as paisagens, os aromas e os sabores que só uma viagem rumo ao desconhecido pode proporcionar.  

* Valores apurados dia 11/5

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