Saiba o que esperar nos hotéis de acordo com o novo sistema de classificação criado pelo Ministério do Turismo brasileiro

Um dos primeiros a ser auditado pelo MTur e Inmetro foi o Hotel Transamérica de São Paulo
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Um dos primeiros a ser auditado pelo MTur e Inmetro foi o Hotel Transamérica de São Paulo

De olho nos grandes eventos que estão por vir no Brasil, o Ministério do Turismo alterou o sistema de classificação de hotéis no Brasil. Antes deixada a cargo de cada estabelecimento, a classificação agora é feita exclusivamente pelo Ministério, que elaborou regras junto ao Inmetro e à Sociedade Brasileira de Metrologia (SBM) para avaliar cada tipo de hospedagem. “O novo sistema é uma forma mais clara e objetiva de categorizar os meios de hospedagem”, acredita Gastão Vieira, ministro do Turismo. “Dessa forma, os turistas terão uma importante ferramenta de orientação na hora de escolher onde querem ficar”, afirma.

Veja no infográfico mais detalhes da nova classificação

O novo sistema já começa criando sete novas categorias para que o hotel possa se enquadrar. São elas: hotel urbano, flat, resort, hotel fazenda, hotel histórico, pousada ou cama e café (o famoso “bed & breakfast”, mais comum na Europa e nos Estados Unidos). Dentro de cada uma delas, há a possibilidade de receber estrelas de acordo com os equipamentos, a infraestrutura e os serviços oferecidos. Hotéis, hotéis fazenda e pousadas podem chegar a ter cinco estrelas, enquanto os cama e café, apenas quatro. Hotéis históricos e flats ou apart-hotéis ficam entre três e cinco estrelas. Por fim, os resorts serão classificados em quatro ou cinco estrelas.

Do básico ao luxo
Embora pareça simples, cada estrela só pode ser adquirida mediante a comprovação de que o hotel preenche todos os requisitos da nova classificação. Por exemplo: uma estrela requer obrigatoriamente que o estabelecimento tenha café da manhã, serviço de recepção por no mínimo 12 horas e área útil de 9 m² em, no mínimo 65%, das habitações. A troca de roupa de cama deve ser semanal.

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Em outro extremo, os cinco estrelas devem possuir serviço de recepção e mensageiro disponível 24 horas, colchões maiores que o padrão nacional, troca de roupas de cama diariamente, roupão e chinelos em todos os quartos, acesso à internet em todo o hotel, salões de beleza e lojas no saguão, além de sommelier e serviço de concierge, em um total de 33 itens a serem preenchidos.

Todos os hotéis terão de passar por nova avaliação do Ministério do Turismo para ostentar suas estrelas. Na foto, o resort Salinas do Maragogi
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Todos os hotéis terão de passar por nova avaliação do Ministério do Turismo para ostentar suas estrelas. Na foto, o resort Salinas do Maragogi

Sem exceção, todas as classificações preveem medidas para redução de consumo de água e energia elétrica, bem como uma política de controle de resíduos sólidos e reciclagem. Sustentável, a medida é uma forte preocupação em outros países e, segundo o Ministério do Turismo, serviu também para alinhar o Brasil às expectativas dos estrangeiros.

Os hotéis
Embora represente muito trabalho em um primeiro momento, os hotéis brasileiros enxergam com bons olhos a iniciativa de padronização. “O novo sistema facilita a comunicação com o público estrangeiro, que representa grande parte dos nossos hóspedes, e que agora poderá saber de forma mais clara o que esperar de nós”, acredita Carlos Bernardo, gerente geral do hotel Pullman São Paulo e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP).

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Um dos primeiros a ser auditado pelo MTur e Inmetro, o Hotel Transamérica de São Paulo conquistou cinco estrelas dentro da nova classificação. Categorizado como hotel urbano, o empreendimento teve que adequar cerca de 10% de seus serviços para se encaixar no novo padrão. O processo durou cerca de um ano e incluiu a instalação de torneiras e vasos sanitários econômicos, além de adequar o gasto de energia elétrica dentro das novas regras de sustentabilidade. Dentro das suítes, o hotel aumentou o número de roupões e chinelos – antes dispostos apenas em algumas suítes, agora os itens estão presentes em todos os 396 quartos. Por fim, o hotel adequou a comunicação interna e externa em três idiomas: português, inglês e espanhol – antes, a exigência era de apenas duas línguas.

Ao todo, o processo de adaptação levou cerca de um ano. “Foi um trabalho árduo, já que a avaliação do MTur com o Inmetro é bastante rigorosa”, explica Claudio Bonuccelli, diretor do Hotel Transamérica São Paulo. “Mesmo assim, acreditamos que o novo sistema aumenta a competitividade da hotelaria no Brasil”, afirma.

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