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01/08 - 16:45
Cursos no Exterior
Cursos para quem quer viajar para o exterior no ano que vem: já está na hora de se organizar
Letícia Macedo
Um curso no exterior pode ser um diferencial para se posicionar bem no mercado de trabalho. Este é um dos motivos pelos quais cada vez mais jovens procuram por cursos no estrangeiro, sejam eles de idiomas, profissionalizantes ou universitários. No entanto, para que a viagem seja tranqüila e bem aproveitada, o estudante deve começar a se organizar com bastante antecedência.
“Um ano antes de viajar é um prazo bom para começar a se preparar”, adverte Cecília Ciscato, assistente de promoção CampusFrance Brasil, uma agência de informação sobre estudos superiores na França vinculada aos Ministérios franceses da Educação e das Relações Exteriores. O ponto de partida é fazer uma boa pesquisa para saber o que vai estudar lá fora: “Se o estudante vai despreparado ele corre o risco de entrar em uma formação que não corresponde às suas expectativas. É importante visitar os sites das formações e estar atento ao conteúdo programático”, explica.
O estudante deve observar os prazos para entrega do dossiê de candidatura. “Há universidades francesas que fazem a seleção no mês de novembro dos alunos que vão começar estudar em setembro do ano seguinte”, lembra.
Ainda de acordo com Cecília Ciscato, uma fase de preparação bem feita permite a elaboração de uma candidatura mais coerente a uma vaga na universidade. Para aqueles que vão integrar diretamente o ensino superior, é fundamental estar preparado para atingir o nível de exigência no idioma estabelecido pela universidade. Algumas exigem testes de proficiência e outras, que o aluno passe por um outro teste chegando ao país. “É claro que existem alunos brilhantes, porém, se ele não puder se dedicar integralmente ao aprendizado da língua, um ano pode ser pouco para que ele esteja preparado para se candidatar a uma vaga”, observa.
Quem começa a se organizar cedo também leva vantagens financeiras.
Os anúncios de bolsas de estudos, por exemplo, são feitos com muita antecedência. O assistente audio-visual Cláudio Maneja, 27 anos, conseguiu uma bolsa de estudos que ele estava “namorando” há muito tempo. “Eu fiquei sabendo que a prefeitura de Diadema tinha aberto um novo processo seletivo em dezembro para quem quisesse estudar na França. Fiquei até fevereiro preparando o projeto de estudos para participar do processo seletivo: li bastante, fui falar com os meus ex-professores”. O esforço valeu a pena: “Sem essa bolsa eu não poderia fazer o meu mestrado no exterior”, afirma.
Para quem vai fazer um curso de idiomas, também vale a pena começar a se preparar o mais cedo possível. Além de tarifas aéreas mais baratas, o estudante pode conseguir descontos no valor do curso. “Negociando com antecedência, o estudante pode até segurar o preço do curso do ano anterior. Ainda que a escola faça alguma promoção meses mais tarde, esse preço nunca vai ser inferior ao do ano anterior”, afirma Luiza Viana, que é gerente de cursos da Central de Intercâmbio.
A tradução juramentada de documentos exigidos pelas universidades (diploma, certidão de nascimento e de certificados que comprovem a experiência profissional) e a obtenção de visto exigem tempo. “Os Estados Unidos estão mais flexíveis na concessão de visto para estudantes. O visto para a Austrália costuma ser demorado, enquanto o Canadá e a Nova Zelândia costumam conceder o visto com uma certa rapidez”, diz Luiza Viana.
Anote:
Estudar na Alemanha
DAAD
Estudar na França
Campus France
Estudar no Canadá
Associação de Universidades e Faculdades do Canadá
Associação de Faculdades Comunitárias do Canadá
Agência de intercâmbios:
Central de Intercâmbio
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