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Um passeio pelas favelas de São Paulo
Já cansou de ver a realidade das favelas apenas no cinema e na tevê? Conheça o favela tour e acompanhe de perto o dia-a-dia das comunidades paulistanas 

Fernanda Castello Branco, especial para o iG

AE

Segunda maior favela de São Paulo pode ser explorada com guias 

Se você pensa que não há turismo nas favelas ou que só é possível conhecer essa realidade se estiver fazendo um estudo sociológico, nunca deve ter ouvido falar das excursões especializadas nesses destinos, batizadas de favelas tours. O que é moda entre os turistas europeus em visita ao Rio de Janeiro, cidade que abriga a Rocinha, maior favela da América Latina, tem ganhado cada vez mais destaque também em São Paulo.

Uma casa feita de pedra, construída durante duas décadas, em um terreno de apenas 75 metros quadrados, é a grande estrela do passeio feito por Paraisópolis, zona sul da capital paulista. “Não exploramos a miséria. Mostramos que lá tem gente de bem, tem comércio, tem muita coisa para ver e fazer”, conta Luciano de Abreu, diretor da agência Check Point, uma das agências que promovem passeios por favelas paulistanas.

O passeio, pelo menos por enquanto, é privativo, ou seja, sob demanda. Em média, a agência faz de três a quatro passeios por mês. A pessoa interessada entra em contato e encomenda o tour, que não fica restrito à favela. “Encaixo essa parte do passeio em outro roteiro, caso a pessoa queira conhecer outros lugares”, diz Luciano de Abreu.

O destino mais comum feito pela Check Point é Paraisópolis, mas outros lugares, como Heliópolis, também podem ser visitados. Nas favelas, a permanência varia, em média, de uma a uma hora e meia, dependendo da vontade do cliente. O passeio custa R$ 80 por pessoa, com número mínimo de três pessoas. Para reservas, o email é atendimento@chekckpointtours.com.br.



Favela, arte, arquitetura e muito mais

Também em São Paulo, a Unique SP organiza passeios diferenciados pela capital paulista. Acompanhados pela personal guide Flavia Liz Di Paolo, que usa seu próprio carro para cumprir os roteiros, os turistas podem escolher o passeio de sua preferência, com a opção de serem feitos em seis idiomas: português, espanhol, inglês, alemão, italiano e francês.

Divulgação

Flavia Liz ao lado de Estevão, dono da Casa de Pedra em Paraisópolis

Entre as opções há desde passeios temáticos sobre a arquitetura moderna de São Paulo (décadas de 40 e 50), passando por Arte Contemporânea e Moda e Design. Recentemente, no entanto, os passeios mais procurados são justamente os das favelas paulistanas. Há duas versões: o Especial Paraisópolis, com visita à casa de pedra e à oficina de carros de Seu Berbela (lugar que é um mix de oficina de carros e ateliê de esculturas). Outra opção é o Especial Monte Azul, uma visita à favela Monte Azul, onde a associação dos moradores adotou a filosofia antroposófica de Rudolf Steiner, criador da pedagogia Waldorf. Os clientes pagam R$ 10 por atração diretamente para os artistas prestigiados durante o passeio.

Os tours também são privativos, ou seja, montados de acordo com o tempo, os objetivos e os interesses dos turistas. A média de duração, no entanto, é de, no mínimo, quatro horas durante a semana e de três horas aos finais de semana. “Esse tipo de roteiro é sempre feito dentro de outro: ou do passeio geral por São Paulo ou de um passeio específico pelo Morumbi”, explica a guia. 

 

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- Favela tour no Rio de Janeiro
 

* preços pesquisados em outubro/2010 e sujeitos a alterações 

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