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Descubra o Hotel Nacional de Cuba

Frank Sinatra, Ernest Hemingway e Winston Churchill são apenas alguns dos hóspedes ilustres que já ocuparam os quartos do famoso hotel cubano 

Cíntia Acayaba, especial para o iG Turismo


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Getty Images

Octagenário Hotel Nacional guarda histórias das revoluções e dos tempos da jogatina

Se um dia quiser rememorar as músicas do jazzista norte-americano Nat King Cole, escolha o quarto número 218 do Hotel Nacional de Cuba, onde o músico passava as noites na capital Havana. Se precisar de inspiração para uma boa dança, opte pelo 228, onde Fred Astaire talvez tenha ensaiado alguns passos. Se quiser imaginar o aroma de um bom Romeu & Julieta baforado pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill, dê uma espiada no quarto 240, conhecido como o “Apartamento de La República”, onde o premiê se hospedava e até hoje o governo cubano destina a personalidades e chefes de Estado. Já para ser coadjuvante de um encontro de 500 mafiosos em 1946, escolha as suítes 211, 212 e 213, onde Lucky Luciano e seus comparsas se reuniram e inspiraram uma memorável cena do primeiro filme da trilogia “O Poderoso Chefão”.

Uma temporada no Hotel Nacional de Cuba, que completou 80 anos na virada de 2010 para 2011, permite ao turista uma viagem a um passado glamoroso marcado por jogatinas, na época em que os norte-americanos ainda davam as cartas na ilha. 

Além de conhecer os quartos das celebridades, o turista consegue ver alguns objetos utilizados por estas pessoas quando estiveram no hotel, atualmente expostos no “Salón de la Fama”. São fotos e cartas de uma extensa lista de ilustres que conta com Frank Sinatra, Ernest Hemingway e Ava Gardner. O pequeno museu também exibe objetos e louça originais do hotel de oito andares.

 

Bombardeios

Flickr/Jürgen Geuter (tante)

No Cabaret Parisien, do Hotel Nacional, jantar é acompanhado de números musicais

Assim como seus hóspedes, as paredes do Nacional também tiveram  momentos de fama. Poucos anos após ter sido construído, um bombardeio que levou ao golpe militar de Fulgêncio Batista deixou marcas de bala na estrutura do hotel, em 1933.

De acordo com a historiadora e guia turística Estela Vásquez, na fachada do hotel há um cartaz em inglês e espanhol com uma foto que mostra as marcas do bombardeio.

Nos tours de Vásquez, que ocorrem todos os dias das 10h às 16h, também estão incluídos o bar Churchill, onde o primeiro-ministro britânico descansava, e o Cabaret Parisien, inaugurado em 1956 e atualmente aberto todas as noites a partir das 21h, com musicais, aulas de dança e jantar.

Um dos pontos altos da visita ao hotel é percorrer a rede de túneis e baterias antiáreas construída sob o jardim do Nacional durante a crise dos mísseis, em outubro de 1962. A crise é um dos episódios de maior tensão na Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, quando esta última instalou armas nucleares na ilha caribenha. No “bunker”, há um pequeno museu com informações e fotos sobre o incidente.

 

Revolução

Getty Images

A piscina do Hotel Nacional não decepciona os hóspedes estrangeiros

O tour histórico também se dedica à transformação pelo qual o hotel passou após a revolução socialista, culminando na queda do  ditador Fulgêncio Batista.

Depois de experimentar seu esplendor turístico e o poderio de seu cassino na década de 50, o Nacional entrou para a história revolucionária de Cuba ao abrigar uma célula do Movimento 26 de julho, encabeçado por Fidel Castro. Com a vitória da revolução, os representantes da companhia norte-americana abandonaram a administração do hotel, assumida pelos próprios empregados.

As Milícias Nacionais Revolucionárias e os Comitês de Defesa da Revolução foram fundados no hotel no início da década de 60, bem como a escola para ensinar corte e costura às camponesas.

 

Anos 90 e 2000

Flickr/Felimartinez

Hotel Nacional recebe hóspedes de todas as partes do mundo

O hotel chegou a ser fechado por dois anos, entre 1989 e 1992, época da queda da União Soviética. Reaberto e recapitalizado, o Nacional tornou-se espaço para grandes encontros, congressos, eventos e abrigo de figurões.

Em 1997, o Nacional foi alvo de novos ataques. Uma turista ficou levemente ferida após um atentado terrorista. A bomba também danificou o lobby, a cabine telefônica, a recepção e as lojas do hotel.

Quem quiser conhecer o Nacional - e respirar a história cubana que ele guarda entre suas paredes -, mas sem gastar muito, uma boa pedida é tomar um mojito no bar com vista para o Malecón, principal via costeira de Havana. Com cerca de R$ 215, o turista consegue passar uma noite em um dos 426 quartos do hotel. Já com aproximadamente R$ 1.800, é possível garantir uma noite na suíte presidencial, com direito a muita história na cabeceira.

 

Serviço:

Hotel Nacional de Cuba
Endereço:
 Calle 21 y O, Vedado, Plaza
Telefone: 53 7 836 3564/3565/3566/3567
Diárias: a partir de R$ 215

 

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