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Os lugares sagrados da Jordânia

País guarda lugares de extrema importância histórica e cultural para fiéis e ateus

Camila Nascimento, especial para o iG, da Jordânia

Divulgação

Cidade de Jericó pode ser vista daqui bem como de Jerusalém

Mesmo sendo mulçumanos cerca de 92% de seus 6,3 milhões de habitantes, a Jordânia se orgulha de fazer parte da chamada Terra Santa, ao lado de Israel e dos territórios palestinos.

O roteiro do turismo religioso começa pelo Monte Nebo, nos arredores da cidade de Madaba, de onde Moisés teria avistado a Terra Prometida de Canaã há mais de três mil anos. Foi dali, segundo a tradição religiosa, que Moisés viu pela primeira vez a Terra Prometida depois de vagar por 40 anos no deserto, após a fuga do Egito junto com os judeus. De acordo com as escrituras cristãs e hebraicas, o Monte Nebo teria sido também o local onde Moisés morreu e foi enterrado.

Do mirante, se o tempo estiver bom, é possível avistar as colinas de Jerusalém e a cidade de Jericó, em Israel. No lugar, controlado por franciscanos, também há uma série de mosaicos que ajudam a revelar os segredos do Monte Nebo.

Camila Nascimento

Mosaico remanescente do Império Romano reproduz toda a Terra Santa

O roteiro religioso continua em Madaba, conhecida como a cidade dos mosaicos. A principal atração é a Igreja Ortodoxa de São Jorge, onde um mosaico remanescente do Império Romano reproduz toda a Terra Santa. A cidade também é um exemplo da tolerância religiosa existente na Jordânia. Madaba tem uma das maiores comunidades cristãs do país. Pelas ruas estreitas e com poucas calçadas é comum ver a boa convivência entre cristãos e muçulmanos.

Próximo a Madaba está a cidade de Betânia, às margens do rio Jordão. O lugar sagrado para os cristãos é também um dos mais tensos por fazer fronteira com Israel. Foi nas águas do rio Jordão que ocorreu o batismo de Jesus.

Leando M. Pinto

Turistas fazem o batismo no Rio Jordão

Hoje o rio guarda pouco das características bíblicas, tendo um aspecto de córrego barrento. Para os fiéis, porém, não importa. Muitos entram no rio Jordão para serem rebatizados. Alguns preferem levar a água do rio em garrafas para a casa.

Mesmo para quem não é religioso, fazer a peregrinação pelos lugares sagrados da Jordânia é essencial. É uma chance rara para entender a história da humanidade direto do local que é considerado berço da civilização.

* A repórter viajou a convite da Jordan Tourism Board

 

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