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Para muitos, a estrada é apenas uma via monótona de acesso ao destino: tráfego intenso, pedágios caros e uma paisagem que não se cansa de repetir. Mas na Ruta Nacional 3, via que une a caótica e barulhenta Buenos Aires com o extremo sul do continente americano, não é bem assim.
Eduardo Vessoni
- Principais atrações na Ruta Nacional 3
- Fuso-Visto-Clima-Feriados ao longo da Ruta Nacional 3
- Como chegar e se locomover na Patagônia
- Onde ficar e o que comer na Ruta Nacional 3
- Atrações para as crianças na Ruta Nacional 3
- Vida cultural na Patagônia
- Compras na Patagônia
- Informações úteis sobre a Patagônia
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Aliás, cruzar seus 3063 quilômetros de extensão já é um roteiro turístico à parte. Via de acesso aos pontos turísticos mais procurados na Patagônia, é um excelente roteiro para o turista que pretende sentir de perto a emoção de estar em uma das regiões mais inóspitas do planeta.
Desertos, montanhas geladas, lagos, bosques petrificados e alguns animais selvagens que passeiam a beira da estrada sem se importar com os raros automóveis que passam são algumas das muitas atrações que a estrada oferece ao longo de toda a sua extensão. Tudo isso emoldurado por uma sequência de cores que só o céu daquela região é capaz de desenhar.
A Patagônia argentina é um conglomerado geográfico integrado pelas províncias de Rio Negro, Neuquén, Chubut, Santa Cruz e Terra do Fogo. Para se chegar ali por terra, o trajeto deve ser feito, obrigatoriamente, pela lendária Ruta 3.
A sensação que se tem ao dirigir por aquelas bandas é a de que somos os únicos habitantes do planeta. Esse sentimento de solidão se confirma quando descobrimos que a Patagônia é uma das regiões menos habitadas do planeta, com uma população dispersa e com trechos onde a densidade demográfica chega a ser de menos de um habitante por quilômetro quadrado. É o lugar ideal para esquecer os problemas, conhecer um dos mais exóticos e distantes rincões daquele país e deixar-se conhecer.
A auto-reflexão será inevitável. É só uma questão de tempo e de tanque cheio. Em determinadas épocas do ano, o sol se põe tarde da noite, o motorista nem se dá conta e continua pisando fundo o acelerador.
No entanto, o motorista deve ficar atento aos limites de velocidade, já que em muitos trechos a estrada parece um “tapete” estendido em um horizonte infinito, e ultrapassar os 120 quilômetros por hora permitidos por lei não é uma tarefa difícil. Outro cuidado que se deve ter são as pedras de rípio que se encontram ao longo de quase todo a sua extensão. Esse tipo de revestimento, presente em boa parte do caminho, exige do motorista uma atenção redobrada, pois pode ser surpreendido por pequenas pedrinhas voando em direção ao para-brisa. Pensando nisso, as próprias locadoras de veículos oferecem um seguro extra em caso de rachaduras causadas pelo rípio.
Mas não será isso que impedirá o motorista de “lançar” o carro sobre a estrada e seguir, muitas vezes, solitário o seu caminho em direção ao fim do mundo.
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